A inteligência do sapato

Se o Rio Grande do Sul vem perdendo fábricas de calçados para outros estados, principalmente do Nordeste, e agora até para outros países (Índia, China), como aconteceu recentemente com a Vulcabras/Azaleia, ele mantém e até reforça sua atuação na criação e marketing, que exigem um trabalho mais qualificado.

É o caso de novo da Azaleia que manteve em Parobé este setor e ainda transferiu para a cidade o que tinha em São Paulo, segundo o diretor-executivo da Abicalçados, Heitor Klein.

Foi o caso da Grendene que o manteve em Farroupilha quando se transferiu ao Ceará e foi há algum tempo o caso da mineira Arezzo, que transferiu a criação, o marketing e a comercialização para Campo Bom, bem como da mineira Luiza Barcelos, que levou só a criação também para Campo Bom.

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Categorias:Economia Estadual

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  1. Notícia recente do Valor…

    Arezzo estuda nova fábrica na Bahia

    Fonte Valor Econômico –
    Notícias Alexandre Birman, vice-presidente da Arezzo: balanço do terceiro trimestre trará “números bastante expressivos”

    A Arezzo&Co, dona das marcas de calçados femininos Arezzo, Schutz, Anacapri e Alexandre Birman, está estudando a implantação de uma segunda fábrica própria, desta vez no interior da Bahia. A companhia tem uma unidade industrial em Campo Bom (RS), onde fica a sede administrativa, com capacidade instalada de 1,2 milhão de pares por ano, equivalente a 15% da produção total anual das marcas. O restante do volume é fabricado por 60 indústrias de sapatos terceirizadas no país. Somando os fornecedores de bolsas e acessórios, o número de subcontratados chega a 200.

    O vice-presidente da Arezzo, Alexandre Birman, e o presidente Anderson Birman já visitaram “algumas cidades” do interior baiano. A nova fábrica ainda está em fase de projeto, sem prazo nem local estabelecidos para implantação. A ideia, disse Alexandre ontem, é buscar mão de obra de menor custo. O volume e as marcas que serão produzidas na futura unidade não estão definidos. Em Campo Bom (RS) a empresa produz principalmente a linha Schutz e alguns produtos Arezzo para testes.

    Ontem, em reunião com cerca de 100 investidores e analistas de bancos, o vice-presidente informou a projeção de abertura de 53 novas lojas em 2013, sendo seis próprias, das marcas Arezzo, Schutz e Anacapri, e outras 47 franqueadas. Com isso, a rede total irá a 445 pontos (sendo 388 franqueados), depois da inauguração das 58 unidades programadas para 2012, ano que deve fechar com 392 lojas em operação – 51 próprias e 341 franquias. Os produtos da empresa também são vendidos em 2,2 mil lojas multimarcas.

    Conforme Alexandre, as novas franquias previstas para 2013 contemplam apenas as marcas Arezzo e Schutz, pois o planejamento arquitetônico para as unidades da Anacapri, a próxima a adotar este modelo de operação, ainda está sendo elaborado. O objetivo, diz o executivo, é que os futuros projetos exijam um investimento fixo “muito baixo” dos franqueados.

    Em 2012 os investimentos da Arezzo vão totalizar R$ 50 milhões, “o maior da história da companhia”, informou o diretor financeiro e de relações com investidores, Thiago Borges. Para 2013, o valor será um pouco menor, mas a empresa já tem recursos reservados para uma eventual aquisição, disse Borges. Alexandre observou que a empresa segue “aberta” a possíveis aquisições, mas o foco é o crescimento orgânico.

    O montante de R$ 50 milhões inclui a abertura das novas lojas, a inauguração da sede em Campo Bom, em julho, e a reforma e ampliação de unidades atuais.

    Nos últimos 16 meses a área total da rede cresceu em 923 metros quadrados, com uma antecipação de seis meses em relação aos planos originais, informou Alexandre.

    Com a expansão das áreas de vendas, o tamanho médio das lojas vai passar de 66 metros quadrados em 2011 para 83 metros quadrados no fim deste ano. No caso das unidades próprias, o aumento será de 74 para 95 metros quadrados, enquanto as franquias serão ampliadas de 58 para 71 metros quadrados, em média.

    A Arezzo encerrou o primeiro semestre com receita líquida consolidada de R$ 360,8 milhões, com aumento de 24,1% sobre igual período de 2011. O lucro líquido caiu 5,6%, para R$ 36,6 milhões, prejudicado pelo gasto extra não recorrente de R$ 8 milhões gerado ainda no primeiro trimestre pelo cancelamento do contrato com o antigo agente de fornecimento (que fiscaliza as fábricas terceirizadas pela companhia), a Star Export.

    As vendas físicas de calçados também cresceram 20,9% no semestre, para 3,6 milhões de pares, enquanto o volume de bolsas comercializadas avançou 26,4%, para 230 mil unidades no mesmo período. Conforme Alexandre, a companhia vai apresentar “números bastante expressivos” na teleconferência de resultados do terceiro trimestre, programada para 1º de novembro.

    Por Sérgio Ruck Bueno | Campo Bom (RS)

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