Porto Alegre sofre com atraso em obras

Este assunto já foi tratado pelo Blog Porto Imagem, inclusive com diversas fotos. Mas agora, até o Correio do Povo está tocando no assunto.

Prolongados adiamentos, lentidão na execução dos cronogramas e impactos no entorno deixam a população apreensiva

Reforma da praça XV está atrasada e segue em ritmo lento. Foto: Correio do Povo

Praça XV, Túnel da Conceição, Praça da Alfândega. Esses são apenas alguns exemplos de obras que estão inacabadas na Capital. A grande maioria, localizada no Centro de Porto Alegre, é acompanhada pela população com receio e apreensão diante dos prolongados adiamentos e transtornos provocados pelas obras.

Um dos empreendimentos que mais gerou impactos ao seu entorno foi a reforma e recuperação estrutural do Túnel da Conceição. Para viabilizar a obra foi necessário alterar o trânsito em toda a região que dá acesso ao Centro. O serviço, que começou em outubro do ano passado, tem previsão de conclusão em 18 meses, tempo considerado demasiadamente longo por especialistas.

A prefeitura chegou a anunciar a possibilidade de redução no período. Mesmo assim, o ritmo das obras preocupa quem passa diariamente no local. Normalmente, os funcionários atuam em apenas um dos sentidos do túnel. Assim, enquanto as obras andam de um lado, do outro estão completamente paradas. Além disso – já que das quatro pistas, duas estão fechadas -, os motoristas enfrentam lentidão no trânsito na região.

Segundo o secretário municipal de Obras e Viação (Smov), Cássio Trogildo, as obras então seguindo o cronograma de execução. Mesmo assim, reconheceu que, pelo impacto, era impossível viabilizar a recuperação sem provocar problemas à população.

Uma obra no coração do Centro também está inacabada e comprometida por questões burocráticas. A reforma da praça XV, junto ao Largo Glênio Peres, que integra o projeto de revitalização do Centro Histórico, está atrasada e segue em ritmo lento.

Reforma do Túnel da Conceição é uma das obras de maior impacto

As melhorias tinham como finalidade embelezar o Centro. Porém, na prática, o que se vê são tapumes e a imagem de abandono no local. As obras já haviam enfrentado problemas antes mesmo do início, com diversos adiamentos. Depois que o empreendimento foi consolidado, no ano passado, a empresa vencedora apresentou problemas para sua conclusão. Em negociação, a prefeitura e a empresa estão encerrando a parceria. O restante do trabalho será executado, a princípio, pelo executivo municipal. “Infelizmente, era uma situação imprevisível e como não havia segundo colocado na licitação, não pudemos fazer a substituição da empresa”, disse o gerente do Programa Viva o Centro, Glênio Bohrer, sem esconder seu desapontamento com o ritmo da obra.

O projeto inicial previa a recuperação da praça, a construção de estacionamento e a abertura de via, na José Montaury, permitindo a circulação mais adequada de veículos.

Alfândega segue cercada por tapume

Revitalização pretende recuperar as características originais da praça Crédito: ARTHUR PULS

Um dos principais pontos turísticos de Porto Alegre, a Praça da Alfândega está com as obras de revitalização atrasadas há mais de um ano. A previsão inicial era de que a recuperação estaria concluída no início de 2010.

Porém, quem passa no local tem a convicção de que o projeto ainda deverá demorar para ser concluído. Cercada por tapumes, as obras parecem estar longe do fim. A reforma começou em junho de 2009 e teria prazo de término em menos de um ano. Até agora, o espaço foi aberto excepcionalmente para a realização da Feira do Livro, em outubro do ano passado. Os atrasos têm gerado reclamações e descontentamento da população.

Segundo a coordenadora do projeto Monumenta, Briane Bicca, os atrasos ocorreram por imprevistos durante a execução da obra. Ela citou que foi necessária muita cautela em determinados pontos do empreendimento pelas características da região e por se tratar de uma obra de revitalização.

Briane reconhece que, por se tratar de um sítio histórico, os atrasos poderiam ocorrer. A necessidade de serviços paralelos, como na rede de esgoto, também colaborou para os atrasos na execução do projeto original de recuperação.

A revitalização tem como finalidade recuperar as características originais da praça, da década de 1940. Assim, há mudanças nas áreas de circulação. Há, ainda, a substituição de toda a parte elétrica. As árvores também precisaram ser trocadas de lugar, para viabilizar o projeto. O custo de investimento é de R$ 2,9 milhões. Com a obra, a ideia é transformar a praça em um local mais agradável e seguro aos seus usuários, ampliando ainda o seu potencial turístico. Enquanto as obras prosseguem, o espaço continua fechado.

Correio do Povo



Categorias:Restaurações | Reformas, Revitalização do centro

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19 respostas

  1. ^^ vide a “reforma” daquela praca atra do Mercado. Mesmo antes de a inaugurarem as pedras portuguesas tortas e mal colocadas ja estavam se soltando….

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  2. É triste ver que além da demora, quando uma obra sai ela fica bem abaixo das expectativas. Dá uma olhada naqueles decks do Mercado Publico, que imundice é aquela. Totalmente baixo nível, sujo e mal feito.

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  3. Uma vez Neverland, sempre NUNCA.

    Porco Alegre tem dois tipos de obras. As que nunca começam e as que nunca acabam.

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    • Augusto falou tudo..o corredor da Baltazar é um exemplo de letargia do poder público. Quantos empresários daquela região perderam de clientes por causa da demora. E fora outros exemplos. O que me incomoda é que tudo tem que ter mil reuniões e que quando decidem demoram mais mil dias para iniciar… Estamos chegando no meio do ano de 2011. Se alguma coisa tiver começado esse ano, maravilha, pois senão, 2012 só pra fazerem as obras pra Copa das Confederações duvido que consigam…

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  4. Ok, Gilberto.

    Não vi nada demais em postar um vídeo de apenas oito segundos com a personagem de Artele Sales em seriado de humor dizendo “prefiro não comentar”.

    Não vejo isso como avacalhar ou baixar o nível, já que não havia xingamentos nem palavrões. É que às vezes não há mais o que dizer sobre a letargia da administração.

    Tudo já foi dito. Qualquer comentário que eu o fizesse sobre o tema desse post, referente ao atraso em obras, se somarmos às recentes notícias da impossibilidade de substituição de bancos quebrados e da perda de verbas que já estava disponibilizadas para Prefeitura de POA, só me veio como resposta usar do humor e da ironia e dizer que “prefiro não comentar”.

    Todavia, me absterei de postar vídeos e me limitarei à sugestões e comentários.

    É que a dura e triste realidade às vezes faz que só nos reste o humor, diante dos braços cruzados dos administradores. Mas isso não se repetirá.

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  5. eu só tenho a dizer: peloamordedeus.com.br

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