Hyundai Elevator terá mais incentivos se optar por Metade Sul

O Estado abrirá mão de uma fatia maior de ICMS caso a Hyundai Elevator se instale na Metade Sul. Apesar da cautela e da constante ressalva de que a decisão final caberá ao investidor, os integrantes da missão à Coreia confirmam que, por conta da política de privilegiar áreas economicamente deprimidas, os incentivos fiscais ofertados serão maiores caso a empresa coreana opte por se fixar na Zona Sul, região carente do ponto de vista dos investimentos e da geração de empregos. “Temos uma atenção especial à Metade Sul. Nós indicaremos os espaços mais importantes, mas é uma relação negocial, de lucro. Temos que compatibilizar as coisas. Não podemos dizer a empresa que ela estará restrita a determinadas áreas, mas a nossa intenção é sempre capitalizar mais investimentos nas áreas deprimidas do Estado”, afirmou o governador Tarso Genro nesta terça-feira, em Seul.

O presidente do Badesul, Marcelo Lopes, confirma a intenção de privilegiar a Zona Sul e diz que caberá a Hyundai Elevator a tarefa de avaliar aquilo que lhe parece mais adequado: optar pelos incentivos fiscais ou abdicar de maiores vantagens tributárias para privilegiar a escolha de uma localização considerada superior em termos de logística e infraestrutura. “Temos uma política clara de governo. Se a instalação ocorrer em regiões como a Metade Sul, que precisa melhorar o seu padrão de desenvolvimento, haverá um adicional de incentivo”, comentou Lopes.

Parte do processo de escolha da cidade que receberá o investimento está ligada a Sala do Investidor. O presidente da Agência de Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Marcos Coester, é o responsável pela implantação do sistema, considerado um conceito de trabalho. Trata-se de um banco de dados que reúne informações completas sobre as vantagens de aportar recursos em cada uma das regiões do Estado. “Colocamos num mesmo ambiente todas as secretarias necessárias para atender um investidor, envolvendo as áreas de tributos, meio ambiente, infraestrutura, financiamentos e educação, entre outros itens”, explicou Coester. Os levantamentos feitos a partir da Sala do Investidor serão repassados aos executivos da Hyundai Elevator, com apontamentos de zonas prioritárias para a instalação da fábrica. “Vamos ofertar todas as alternativas possíveis, como um cardápio, com o conjunto de benefícios necessários para que o empreendimento ocorra. A Metade Sul tende a receber mais benefícios do governo estadual, mnas a avaliação de qual composição é mais vantajosa é da empresa”, ponderou.

Coester não acredita que a possível constituição de um terminal da Hyundai Group no porto de Rio Grande também irá favorecer a ida da fábrica de elevadores para a Metade Sul, ato que concentraria as futuras operações do conglomerado na mesma região do Estado. “São operações totalmente distintas”, avaliou Coester. Apesar de admitir a diferenciação de escalas nos incentivos fiscais, ele alerta para o risco de o Rio Grande do Sul se prejudicar em decorrência da aplicação forçada das suas próprias políticas. “Vamos apresentar várias opções porque não podemos correr o risco de tentar induzir a instalação numa área deprimida e acabar retirando o Estado da jogada. Não vamos correr o risco de perder o empreendimento por tentar encaixá-lo numa área que pode ser inadequada”, declarou Coester.

Postado por Carlos Rollsing – 31/05/2011 10:20

Correio do Povo



Categorias:Economia Estadual

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1 resposta

  1. Dar incentivos fiscais significa que, nossos impostos são altos, quero todos no Brasil também redução de impostos(incentivos)

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