Antaq apresenta opção para liberar o Cais Mauá

Parte dos recursos de arrendamento devem ficar com a SPH

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) condicionou ontem a extinção da ação que move contra o arrendamento do Cais Mauá ao repasse de parte dos recursos à Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) do Estado. A decisão, anunciada ontem após reunião em Brasília, abre caminho para o projeto de revitalização da área portuária da Capital.

Um grupo de trabalho, formado por dois técnicos da Antaq e dois do governo, vai levantar a possibilidade de rateio desses recursos – R$ 2,5 milhões – estabelecendo um percentual para a SPH e outro para o Tesouro do Estado. A primeira reunião será realizada em até 15 dias.

O processo deve estar concluído até 15 de julho para ser encaminhado para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Prazo que, conforme o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, será inferior, pois a solução deve ser encontrada em apenas uma reunião. “Essa alternativa nos parece a mais ágil e eficiente do que a desafetação da área”, pondera. O próximo passo, conforme Pestana, será o chamamento das empresas já licitadas para que os projetos sejam aprovados, além do prosseguimento a questões ainda não definidas para a região, como a mobilidade urbana.

Segundo Pestana, a solução foi apresentada como uma terceira via. As opções seriam a desafetação da área ou a realização de novo processo licitatório. O superintendente da SPH, Vanderlan Vasconselos, encarou o acordo como o princípio de uma conciliação. “Todos têm interesse em resolver a situação para que o espaço seja bem aproveitado”, comentou.

Em dezembro, o Grupo Bertin foi anunciado como vencedor da licitação para realizar as obras de revitalização e construção de novos equipamentos do Cais Mauá. Um plano de empreendimentos inclui restaurantes, centros de lazer, área mista de hotel, escritórios, centro de convenções. No empreendimento, deverão ser investidos cerca de R$ 450 milhões, num modelo de concessão de 25 anos, com um aluguel ao Estado de R$ 2,5 milhões. A expectativa é de que seja gerado 8 mil empregos (3 mil diretos e 5 mil indiretos).

Jornal do Comércio



Categorias:Projeto de Revitalização do Cais Mauá

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13 respostas

  1. O grupo que investirá no cais Mauá receberá mensalmente mais de 10 milhões de reais pelos alugueis e operação de shopping e hotel e pagará apenas 2,5 milhões por ano, ou seja a migalha de 210 mil reais por mês.

    Assim até eu quero.

    Só o shopping deve, se alugado, o ser por no mínimo por 2 milhões por mês.

    Em 25 anos irão pagar ao Estado e SPH 62,5 milhões, porem irão obter uma receita de mais de 3 BILHÕES de reais.

    O Estado e SPH receberão migalhas.

    Pobre Patrimônio Público e nós pagando imposto e o Estado dizendo-se falido não pode construir a ponte do Guaíba, mas seus Governantes podem viajar e curtir a Europa, ISTO PODE.

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  2. Se ficar com a estadual SPH melhor, pois seria reaplicado no próprio RS. Quem sabe investem essa grana numa estrutura portuária para as entravadas linhas de barcas ligando POA à Guaíba.

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  3. Mais um exemplo de miopia do país: desativar um porto ao invés de o REVITALIZAR!

    O Brasil possui uma matriz modal de país de pequenas dimensões geográficas (mais de 60% rodoviária) e agora perde um porto (e olha que o cais Mauá tem maior capacidade que o cais Navegantes) que poderia ser utilizado para ajudar a mudar essa situação.

    Tudo para permitir que um bando de especuladores imobiliários possam construir 3 espigões de 100m de altura praticamente dentro do Guaíba e bem em frente ao mercado público para fazer sombra no centro histórico.

    E como se Porto Alegre tivesse poucos shopping centers ganhamos de sobra mais um, também quase dentro do Guaíba.

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    • Nao frequente quando estiver pronto. Se tiver que ir ao centro, nao passe pela Maua, nem olhe pra la. Problema resolvido!!! Alem de LIMPEZA, SEGURANCA, TRABALHO, RENDA E DESENVOLVIMENTO, qual seria os teus outros prblemas??? Aproveite para noz resolve-los aqui e agora!!!

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    • Revitalizar o Cais da Mauá, como esse Alexandre quer, seria uma idiotice completa. O cara simplesmente quer a volta de um porto de cargas literalmente no centro de uma das maiores metrópoles do país.

      Tudo para não haver a chamada “especulação imobiliária”: para essa gente, o maior dos pecados de quem quer investir em Porto Alegre. Imagina proporcionar desenvolvimento, gerar empregos e impostos e ainda ter LUCRO.

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  4. O problema dessa opção é que, sem a desafetação da área como porto, a Antaq continuaria dando as cartas.

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  5. Olhem a vergonha que é a desapropriação para a implantação da pista do aeroporto. Vídeo de hoje publicado em ZH digital. É inacreditável a bagunça que o nosso sistema incompetente-corrupto-democrático transformou o Brasil. Assistam o vídeo e deliciem-se.

    http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a3334403.xml

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  6. Até quando deixaremos o Estado brasileiro atravancar o desenvolvimento do país?

    Um estado que cobra muito, não retribui quase nada, disperdiça os recursos públicos e ainda retém o desenvolvimento privado com leis e restrições absurdas.

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  7. Página 18 da ZH de hoje, alguém viu?

    Falando sobre o porque de alguns empreendimentos estarem “estagnados”, porque não conseguem as licensas e etc…

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  8. Era tudo uma questão de dinheiro…

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  9. Por que essa ANTAQ simplesmente não libera a área, “desafeta” (ou desinfeta daqui) de uma vez?

    Seus burocratas ficam colocando restrições e condições como se a agência fosse “a última bolachinha do pocote”. Pois não passa de mais um órgão inútil que suga o dinheiro de todo o país, para sustentar um bando de CCs em Brasília; é mais um furo do ralo que leva a maior parte dos 1,2 trilhão de reais cobrados dos brasileiros em impostos.

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  10. Era isso que eles queriam!!!
    Estavam de olho na grana e finalmente tiveram coragem de dizer abertamente.
    Corja de malandros…

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