Rodovia do Parque avança sobre a freeway

Quem passa pela freeway nas proximidades do limite entre a Capital e Canoas percebe o avanço das obras da Rodovia do Parque. Para a semana que vem, está previsto o início da montagem dos pilares que sustentarão o viaduto sobre a via que liga a Região Metropolitana ao Litoral, provocando interrupções no trânsito da autoestrada e exigindo maior atenção dos motoristas

A obra da Rodovia do Parque chega a uma nova etapa na próxima semana, quando começará a construção de sua passagem sobre a freeway. A instalação dos primeiros pilares no canteiro central da estrada Porto Alegre-Osório dará início a uma série de restrições ao trânsito na via que liga a Região Metropolitana ao Litoral Norte. Inicialmente, deverão ser bloqueados os canteiros centrais e uma faixa em cada sentido de trânsito, mas, em agosto, as pistas deverão ser interrompidas por completo.

Uma reunião a ser realizada hoje envolvendo construtoras, a concessionária Concepa e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) deverá definir os detalhes da interrupção parcial a ser iniciada na próxima semana – provavelmente, na segunda-feira. O encontro também vai determinar como esse bloqueio será realizado. Conforme a assessoria da Concepa, deverão ser bloqueados nas proximidades do km 94 o acostamento do canteiro central e a faixa de trânsito mais próxima a ele (à esquerda do sentido de tráfego).

Porém, há a possibilidade de que o acostamento externo (à direita do fluxo de trânsito) seja repintado para se transformar em faixa de circulação temporária. Essa alternativa, que manteria as três faixas de circulação em cada sentido e diminuiria o transtorno, só será adotada se os especialistas entenderem que não aumentará o risco de acidentes pela supressão do acostamento. Como já há pilares de concreto nas margens da pista, a alteração poderia ampliar o risco de colisão em caso de perda de controle do veículo.

O bloqueio parcial, nos dois sentidos, deverá se prolongar por um mês. Depois disso, provavelmente em agosto, a freeway deverá ser bloqueada totalmente por alguns dias para a instalação das vigas de concreto sobre os pilares. Os detalhes desse serviço, porém, serão divulgados posteriormente.

A nova etapa da implantação da BR-448 reflete o avanço das obras na Grande Porto Alegre.

– Há trabalho em andamento em 18 quilômetros dos 22 previstos para a rodovia – revela o coordenador do consórcio gerenciador das obras, Luiz Antônio Didoné.

No lote 1, nos primeiros 9,14 quilômetros da BR-448 a partir de Sapucaia do Sul, a drenagem está 90% concluída com valas abertas ao lado do futuro leito da rodovia para facilitar o escoamento da água da estrada. No lote 2, que tem 5,3 quilômetros, a terraplenagem está feita em toda a extensão, e o trabalhos nas obras de arte avançam. O viaduto sobre a BR-386 é considerado “praticamente concluído”.

No lote 3, entre Canoas e Porto Alegre, encontra-se em andamento o lançamento das vigas sobre a estrutura que dará forma às alças dos viadutos sobre a freeway. A autoestrada ligará Sapucaia do Sul a Porto Alegre com o objetivo de reduzir em até 60% o tráfego na BR-116. Dividida em três lotes, a obra orçada em R$ 824 milhões vai gerar cerca de 3 mil empregos diretos até sua conclusão – prevista para ocorrer em agosto do ano que vem.

Obra causa danos em vias próximas

A construção da Rodovia do Parque causa transtornos em vias próximas. Conforme a PRF, caminhões carregam argila e brita com peso acima do limite, o que danifica o pavimento e coloca em risco a segurança de motoristas. O chefe operacional da 4ª Delegacia da PRF, inspetor Leandro Wachholz, diz que já foram aplicadas multas por excesso de carga.

– Já há danos ao pavimento da BR-386, que é bastante utilizada por esses caminhões – explica o policial.

Outro problema é o lançamento de barro na pista, que esconde a sinalização e pode facilitar derrapagens. A PRF não descarta recorrer ao Ministério Público. Conforme a assessoria do consórcio gerenciador, a obra ou as empreiteiras envolvidas não se manifestam sobre o assunto.



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10 respostas

  1. Pensando nos jogos e eventos da Arena do Grêmio.

    Quem vem de Cachoeirinha, Gravataí, Alvorada, Viamão e Litoral Norte, via Free Way, faz como para entrar no Humaitá sem ter que, obrigatoriamente, entrar em Porto Alegre pela Avenida dos Estados, pela Avenida Assis Brasil ou pelo Complexo da Conceição?

    O mesmo vale (com exceção da opção da Assis Brasil) por quem chega pela BR-116.

    Seria interessante o complexo ser dotado de soluções para que, da Free Way, no sentido leste-oeste, seja possível ingressar no isolado bairro Huamitá, em algum ponto entre a Avenida dos Estados e a Arena do Grêmio.

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  2. Chegar pela ponte estaiada, passando por viadutos, com uma vista “de cima” do belo complexo da Arena e cair direto na freeway, sem paradas ou interrupções. Não me soa tão mal, não.

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  3. Esses viadutos da rodovia do Parque vão ser menos agressivos por dois motivos: o gigantismo da arena (muito maior por exemplo que a igreja N.S. dos Navegantes, bonita igreja que ficou ofuscada e escondida graças aos viadutos) e a ponte estaiada sobre o rio Gravataí, que está prevista. Penso que ao final, vai ser um conjunto muito interessante e turístico.

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  4. Quem já veio do Centro via Avenida Castelo Branco rumo à Avenida Sertório, ou fez o caminho inverso, vindo da Avenida Farrapos para a Avenida Castelo Branco via Avenidas Sertório e Voluntários da Pátria, ambos caminhos preferencialmente utilizados pelos taxistas para levar passageiro e turistas do aeroporto ao centro e vice-versa, já constatou com seus próprios olhos como são feios os viadutos de acesso à ponte. Não é nada agradável passar por ali. Recomendo uma ida à Igreja de Nossa Senhora de Navegantes. Verão como é horrível a parte de baixo dos referidos viadutos ali nas proximidades da Sertório e Volunta. E vejam que não estou a falar das vilas próximas à Arena e à Rodoviária e, sim, da própria estrutura dos viadutos de acesso à ponte. Vale à pena dar uma passada embaixo e dar uma conferida na versão brazuca das highways americanas. Verão que é extremamente semelhante com a Avenida Automóvel Club, que passa abaixo do viaduto duplo da perimetral carioca e tem o mesmo aspecto dark tenebroso.

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  5. Já pensaram quando sai a segunda ponte do guaíba, entre a atual ponte e o viaduto/ponte dessa nova rodovia? Serão três novelos de vias de acessos em seqüência, um quase grudado no outro (EmaranhadoDeViadutosDaRodoviaDoParque-EmararanhadoDeViadutosDeAcessoÀSegundaPonte-EmaranhadoDeViadutosDeAcessoÀAtualPonte).

    Se não for feito nada bonito, tanto para que chegar pelo ar e sobrevoar a àrea, quanto quem chegar por terra e passar por baixo se lembrará muito do grande e feio emaranhado da região do Santo Cristo, na entrada do Rio, formada pelos viadutos de dois andares da perimetral, mais os viadutos Paulo Frontin e os viadutos de acesso à Ponte Rio-Niterói, à Linha Vermelha, à Linha Amarela e à Avenida Brasil. Até a nossa vila popular à lá Complexo da Maré Mirim contribui para tanto.

    Estará mais para entrada da zona norte via suburbio do Rio do que para Complexo de Viadutos de Highway americana de Los Angeles.

    Depois não digam que não avisei. A única esperança ainda é a segunda ponte e seus viadutos de acesso serem melhorzinhos.

    Espero que com três complexos de viadutos grudados um no outro agora se faça alguma coisa naquele trecho da orla, já que todo mundo que circular por eles avistará aquele trecho da orla bem direitinho de cima deles.

    Ao menos a Arena ganhará visibilidade, pois será possível avistá-la de todos esses incontáveis viadutos de acessos.

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  6. Reparem lá no fundo daquela foto dos pilares erguidos da nova rodovia as casinhas entregues pela prefeitura municipal, que um dia já foram bonitinhas, hoje enfeiando a paisagem da entrada da cidade, e que cada vez se avacalham mais.

    E que pena, pelas negativaçœs ao meu primeiro comentário deste post, perceber que desejar algo mais belo para a cidade é visto negativamente, ainda que se apoie a rodovia e a ponte/viaduto e só se questione a simploriedade do mesmo, que em nada difere do vizinho contruído em outro contexto tecnológico décadas atrás.

    O mundo e até o Brasil já perceberam que um viaduto mal feito ou mal colocado é uma agressão às cidades, servindo só para mais poluição visual. Não é à toa que São Paulo estuda derrubar o minhocão e o Rio esteja em vias de derrubar o viaduto da Perimetral.

    No caso da nova rodovia ele é necessário, não há dúvidas disso. Então porquê não fazer um que se integre à cidade?

    Vejam a Ponte do Guaíba, a estrutura que dá acesso à ponte (aquele emaranhado de vias sobrea a freeway) é bruto e sem vida. O que ainda o salva são lá mais na frente as torres da elevadiça ponte.

    Não consigo acreditar que não se queira nem no plano do pensamento algo melhor.

    Concordo com o amigo que vislumbra desenvolvimento numa entrada de cidade cheia de viadutos, mas um viaduto novo sem finalidade turístistica agregada à ele tende a ficar encardido e cheio de cartaze com o tempo, isso quando ainda tanbém não serve de moradia, e mesmo ainda novo já nasce bruto e sem vida. Considerando que quem chega por terra e até por avião passa por ali, mais uma vez perdemos a oportunidade de termos um marco, um símbolo. Viadutos e pontes comuns tem às pencas por aí. O novo nesse caso será mais simples, comum e feio do que o velho vizinho, bem mais ousado.

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  7. A de São Paulo saiu trocada com a foto que utilizei no link sobre a marina pública de POA.

    O link correto da fote da ponte de São Paulo é esse:

    (São Paulo/São Paulo (SP) – Sudeste)

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  8. São Paulo/São Paulo (SP) – Sudeste:

    Teresina/Piauí – Nordeste (tem até um torre panorãmica na ponte):

    Cuiabá/Mato Grosso (MT) – Centro-Oeste:

    Natal/Rio Grande do Norte (RN) – Nordeste:

    Mais uma extre de Natal, à lá Baía de Sidney:

    Brasília/Distrito Federal (DF) – Centro-Oeste:

    Aracaju/Sergipe (SE) – Nordeste:

    http://imageshack.us/f/406/ponte10fh0.jpg/

    Como vocês podem ver, à exemplos de pontes bonitas no país todo, nossa entrada da cidade poderia pensar bonito.

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  9. uhasshhuassa..

    Eu acho muito show chegar numa cidade e ver um monte de viadutos assim….

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  10. Teremos mais um feioso emaranhado de concreto na entrada da cidade, irmão gêmeo do velho e feio complexo vizinho da Travessia Getúlio Vargas (leia-se, Ponte do Guaíba).

    Pela importância que essa obra representa para a região metropolitana e até mesmo para o estado, já que, independentemente da origem e da direção, toda a riqueza do estado passa ali (tanto as produzidas pelo homem quanto o nosso bem maior, nossa gente), esperava algo mais belo, a ponto de servir como uma forma de convite de boas-vindas à capital do Rio Grande do Sul para quem à princípio só estaria de passagem por ali. Algo meio parecido com a Ponte Estaiada da Marginal Pinheiros, mas pelo visto, ponte e viadutos bonitos são coisas para São Paulo, Natal, Cuiabá, Teresina, Brasília, Aracaju, como já mortrei por aqui, e outros tantos lugares.

    Resta a esperança de uma segunda ponte do Guaíba por ali e, quem sabe, uma terceira ponte no extremo sul de Poa formando um rodoanel, para então talvez as coisa mudarem e o bonito enfim se aliar ao útil e, assim, além de se tornar mais útil (já que mais utilidades – turísticas, e tudo o que agregam – seriam acrescentadas) passar a ser agradável também. Seria tão impossível assim sonhar um mundo um pouco mais belo?

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