RS esquecido

Esquecido

Mais uma vez o Rio Grande do Sul foi preterido em questão de obras públicas federais: nenhum porto gaúcho foi incluído entre os que receberão investimentos e instalação de terminais portuários de passageiros para receber turistas que virão aos jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014. O presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários, Wilen Manteli, que participou da visita oficial aos portos de Barcelona e de Roma, onde foi feito o anúncio do investimento de R$ 740 milhões, lamentou que os portos gaúchos não tenham sido lembrados. Conforme Mantelli, o porto do Rio Grande, que já recebe navios de passageiros, e o de Porto Alegre, cidade que sediará jogos da Copa, poderiam receber principalmente passageiros oriundos de Montevidéu e Buenos Aires. “Com isso, a Copa serviria de ponto de partida para o futuro estabelecimento de linhas regulares para a vinda de turistas ao Estado”, conclui.

Esquecido II

Outra preterição dos gaúchos foi feita pelo empresário Eike Batista. Sua empresa MPX conseguiu autorização do BndesPar para uma capitalização de R$ 1,3 bilhão, sendo que o Bndes entrará com R$ 600 milhões, e pretende investir o dinheiro na exploração de gás natural na Bacia do Parnaíba e geração de energia a gás natural, carvão mineral e solar que totalizam 11 GW de capacidade instalada e no sistema integrado de mineração na Colômbia. Detalhe: as usinas a carvão mineral serão no Ceará e no Maranhão, com carvão importado, enquanto a própria MPX tem dois projetos de usina a carvão mineral, em Candiota, no Rio Grande  do Sul, e não anunciou nenhum centavo a elas.

Danilo Ucha – Jornal do Comércio



Categorias:Economia Estadual

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17 respostas

  1. Daniel, Dilma nasceu politicamente no RS. Ela já morava há anos no RS, se dizia gaúcha, antes da era Lula ela foi Secretária de Energia do governo Olívio, já trabalhou na Prefeitura de Poa e até uma loja de quinquilharias importadas na Lima e Silva ela já teve. Sua única filha e seu ex-marido moram em Poa. Ela já deu declaraçœs dizendo que se sente totalmente ligada ao RS. Só faltou dizer que só fez nascer em MG.

    Mas pelo jeito era só conversa para boi dormir e gaúcho acreditar e votar.

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  2. Obrigado, Luis Antonio. Pois é, foi graças a grandes visionários utópicos que hoje voamos, submergimos a grandes profundidades, chegamos à lua e por aí vai.

    Falta no RS alguém para perceber que a nossa posição geográfica dentro do mercosul pode nos render muito mais do que simples vislubraçœs de semelhanças de costumes e tradiçœs entre gaúchos e hermanos.

    O Brasil está na crista da onda. A Argentina é e sempre foi uma sociedade muito conceituada e respeitada lá fora, tanto por eurnpeus quanto por americanos. E nós estamos bem no meio de tudo isso. E além dos uruguaios, até os desenvolvidos chilenos estão próximos e não tiramos proveito de tudo isso.

    Em vez de aproveitarmos essa posição geográfica, deixamos que nos vejam como um longíquo estado no extremo sul brasileiro, distante e afastado do resto do país, quando na verdade estamos muito bem localizados bem no meio do mercosul, podendo receber até mesmo de carro inúmeras famílias de turistas vindas das mais diversas metrópoles, como Montevidéo, Curitiba, Buenos Aires, Rosário/Arg, São Paulo, Córdoba/Arg, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Assunção, Santiago e Brasília, além de vôos para Lima, Panamá (e américa central) e diversas capitais e cidades brasileiras. Não é para qualquer um.

    Pois é, quem sabe um dia Tarso e Fortunati recebam o b.log e as coisas mudem na nossa terra.

    Uma Disney teria um poder transformador agregado imensurável para a capital e para o estado. Valeria mais do que 20 fábricas da Ford, iniciaria uma nova era, divdiria a nossa história em antes e depois dela, tamanho seriam os efeitos em cadeia que ela acarretaria.

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  3. Portofan, sua explanação foi perfeita. Não retiraria nada do que colocaste aqui. Isso que falaste em relação a Disney, é quase uma Utopia, mas de grande idéia. O governo gaúcho esquece que tem muita gente que vem a POrto Alegre de outras regiões do país e de outros países só pra visitar. Isso sem falar que muita gente do interior vem pra capital pra compras, passear e ver novidades.

    Quem sabe um encontro com Prefeito e integrantes do governo do estado um dia em um “forum” do b.log seja uma realidade….

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  4. Julião, nas obras de infra-estrutura não falta dinheiro, ou melhor, não precisaria faltar. Falta é visão, iniciativa e canetaço. O resto deixa-se com a iniciativa privada.

    A iniciativa privada poderia muito bem construir a infra-estrutura que nós não temos e o estado (nas suas 3 esferas) hoje é incapaz de bancar e depois a gente pagaria o preço justo para usufruir. Melhor pagar e ter do que não pagar e não ter. Já pagamos em estradas por todo o estado mesmo. O poder público não precisaria gastar nenhum centavo, poderia passar integralmente à iniciativa privada desde à sua concepção e ainda receberia de lambuja depois do término do prazo da concessão.

    Falta é iniciativa política. Não fazem e nem sequer deixam que façam. Vale para novas estradas, ampliação de aeroportos e etc.

    A falta de recursos públicos não pode ser usada como desculpa, já que a iniciativa privada está aí disposta a suprir essa falta.

    Mas concordo que os recursos públicos são extremamente mal empregados em superfluos e por isso falta onde realmente se precisa.

    E obrigado por debater o assunto, Julião! Às vezes tenho a sensação de estar falando sozinho.

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  5. “Falta visão do governo para novas obras de infraestrutura na capital e no estado.”

    O que falta é dinheiro ou ele é aplicado errado, mais em organizações burocráticas do que nas atividades-fim do Estado.

    Não sei se existe algum estudo a respeito, mas o Brasil deve ser o país que gasta o maior percentual do do PIB em atividades-meio do Estado.

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  6. Lembrando que Tarso só foi ministro de Lula porque todas as correntes intrapartidárias têm lugar garantido nas pastas governamentais, pois até mesmo outros partidos da base aliada também o são contemplados com pastas ministeriais.

    Transformar o RS em exemplo de infraestrutura e quem sabe até sede de uma Disney do mercosul seria uma bela vitrine para Tarso mostrar à convenção partidária e ao eleitorado e assim desbancar a forte corrente intrapartidária paulista do PT.

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  7. Andamos tão carentes de novidades. O RS está esquecido até pelos nosso governantes locais, esse esquecimento não vem só de Brasília.

    Porque ainda não se autorizou a Concepa a fazer a segunda ponte do guaíba? Sabemos que nunca deixaremos de pagar pedágio na freeway, a União nunca assumirá a responsabilidade pela manutenção da freeway, então porque não extender o prazo da concessão da concepa (afinal, de qualquer forma depois viria ela novamente ou outra) e assim já ganharmos a segunda ponte, a qual a concepa já disse que poderia começar imediatamente e terminar em apenas 2 anos. As obras federais levam anos e não tem sentido a União gastar numa rodovia que já está pedagiada. Que a concepa construa e a União invista em outras obras no estado.

    Lembrando que falam em apenas duas pistas, quando deveria ter no mínimo três, o ideal quatro, como a Rio-Niterói, já que a 116 na RMPA só perde para a referida ponte em movinento e boa parte e cada vez mais crescente desses veículos e da Rodovia do Parque passariam por ela. Porque fazer uma solução meramente paliativa, em vez de efetivamente se pensar no futuro? Grandes obras da engenharia devem ser pensadas no mínimo para os próximos 30 anos.

    E porque não fazermos a Terceira Ponte de Yeda no Extremo Sul de Poa? Muitos caminhœs vêm de outros estados para o Uruguai e para o Porto de Rio Grande, bem como do Uruguai e do Porto de Rio Grande diretamente para outros estados, então porque não retirar todos esses caminhœs que desnecessariamente circulam pela entrada de Poa e assim liberar mais fluidez ao trânsito? Outra obra que poderia ser atribuìda à iniciativa privada e poderia ser feita rapidamente, não precisaríamos esperar uma eternidade nem gastar recursos do estado e da união.

    Falta visão do governo para novas obras de infraestrutura na capital e no estado.

    E porque Tarso e Fortunati não dão um pulinho em Orlando, já que Tarso anda viajando em busca de novas empresas para o Estado? A Disney está em expansão pelo globo e ainda não tem parques na américa do sul. O máximo que os representantes da capital do mercosul ouviriam dos executivos da Disney seria un indolor não, correndo um sério risco de ouvir um sim, só esse risco já valeria à pena. Já imaginaram uma DisneyLand Porto Alegre ou DisneyLandSouthAmerica em Poa?

    Tudo que eu queria era 10 minutos de conversa com Tarso e com Fortunati.

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  8. É clássico que os políticos gaúchos tem pudor em ajudar o RS quando assumem um cargo importante no poder central. Pelo contrário, além de não auxiliarem nas conquistas das necessidades do estado perante a União, procuram reduzir o poder do estado, talvez com medo de serem acusados de pronvicianismo ou coisas do tipo

    Nos anos 30, por exemplo, o RS era a segunda economia do Brasil e, depois da era Vargas, o estado começou a perder poder econômico relativamente ao resto do país. Assim também aconteceu com os presidentes gaúchos no regime militar.

    A vantagem atual do RS é que o governador Tarso é muito ambicioso e tem pretenções políticas nacionais (a presidência); a desvantagem é que ele é inimigo do grupo majoritário do seu partido que domina o governo federal atualmente.

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  9. Ao que parece, além de ter o suposto cuidado de votar em partidos ideológicamente alinhados nas três esferas de governo, também teríamo que ter o cuidado de nos certificarmos se pertencem à mesma corrente ideológica intrapartidária, pois as disputas internas nos partidos geram adversários ferrenhos, verdadeiros inimigos, às vezes mais odiados do que a própria oposição. Veja o caso de Lula, que pessoalmente sempre deixou claro que preferia que Fogaça ganhasse de Tarso, já que o primeiro é um b.unda mole que se dava bem com Lula e o segundo pertence à uma corrente gaúcha que possui sérias divergências com a corrente paulista dos amigo de Lula. Por isso Lula passou a torcer por Fogaça, já que Tarso venceu o companheiro de Lula (Olívio) nas disputas internas no RS pela candidatura ao governo estadual.

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  10. Pois é, poderíamos receber argentinos e uruguaios em nosso portos.

    De que adianta termos uma presidente ‘gaúcha’ se ela nem lembra do RS?

    E de que adianta termos um governo estadual do mesmo partido do governo federal se isso não serve nem para evitar que sejamos excluídos, muito menos para ganharmos um ‘plus a mais’ (com toda a redundância possível)?

    E para que servem os prefeitos de Poa e Rig nessa horas, para exigir a inclusão nessa lista?

    E a Secopa e outros setores governamentais responsáveis pela Copa em POA e no RS, estavam dormindo nessa hora?

    Ainda dá tempo de pedir, ou melhor, de exigir a inclusão do estado e da capital nesta lista de investimento portuário federal.

    E cadê a Antaq nessas horas?

    Estou chegando à conclusão de que ter um representante gaúcho na cadeira presidencial e um governo estadual em ‘sintonia’ com o governo federal tem um efeito zero sobre o estado, e às vezes até negativo. Tarso não se preocupa com o estado e Dilma anda mais mineiríssima do que nunca.

    Tarso é orgulhoso (não é bem relacionado com Dilma e a corrente dela dentro do P.T) e por isso não quer pedir penico e passar o chapéu para o governo federal ajudar o RS, como o faz em outros estados. Quer passar uma imagem bem sucedida de que o estado não precisa da União para então ver se assim cola uma boa imagem intraPT em prol da sua candidatura à sucessão de Dilma. É público e notório que ele almejava ter entrado no lugar de Dilma, mas foi preterido pelo partido na ocasião, mas ainda assim não desistiu de tal pretensão.

    Quem perde somos todos nós com essa busca dele em demonstra uma falsa autosuficiência nossa, pois deixamos de receber recursos, que acabam contemplando apenas outros estados. Não percebe que o povo é leigo e por isso qualquer investimento federal pode acabar sendo politicamente creditado à ele.

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  11. Tá certo o Eike. Se eu fosse investidor não colocaria um centavo furado aqui neste fim de mundo.

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    • ehehe. isso, aí! investe no maranhão, que é exemplo de desenvolvimento… e, por coincidência, feudo do presidente do senado….

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      • O Eike, como cara perspicaz, sabe muito bem onde investir a grana dele. Imagina ele aunciando um grande investimento aqui…as esquerdalha faria uma guerra dizendo que o cara é um mega especulador, que querem privatizar isso e aquilo, que o capitalismo malvado iria dominar o mundo, etc.
        Eike…você faz muito bem ficando longe daqui. Pode ir pro Maranhão, Amapá, Rondônia…qualquer lugar é menos rançoso do que cá. Além do mais, como apostar num lugar que sequer tem competência pra fazer uma hidrovia entre duas cidades limítrofes? Impossível. Porto Alegre é realmente a capital das carroças.

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    • Não vejo o porquê de não se investir mais aqui. Nosso Estado é uma das maiores economias, Caxias (e Serra) são o segundo maior polo metal-mecânico do Brasil, Rio Grande atrai investimento atrás de investimento nos portos, entre tantos outros.

      O que falta é boa vontade do governo federal..

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  12. E, como o governo estadual tem investido muito pouco também, estrangulado por contas previdenciárias crescentes, pelo dreno de recursos públicos para setores burocráticos e pelo pagamento de dívidas federalizadas, ou não, o RS só tem crescido somente quando ocorre alguma safra recordes de produtos agrícolas (graças a natureza isso aconteceu 4 vezes nos últimos 5 anos), já que os investimentos privados, sem a infraestrura pública necessária, também tem minguado.

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  13. Faz tempo que o RS é preterido.

    Em termos de recursos da União, nos últimos anos o RS (6% da população brasileira e 6,55 do Pib do país) tem recebido em média 2% dos investimentos federais, originados do PAC ou de outros programas federais. A tendência é que esse percentual aumente agora que o governador é do mesmo partido da presidenta.

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