Sinduscon critica impasse entre prefeitura da Capital e técnicos

Demora na negociação salarial interfere na liberação de obras

“A situação é quase de pânico entre os construtores“, revela o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Paulo Vanzetto Garcia, ao comentar o movimento “liberação zero”, realizado por servidores do quadro técnico da Capital. “O que está acontecendo é um descaso por parte da prefeitura e uma irresponsabilidade por parte dos profissionais”, critica.

Nenhum novo projeto de construção, reforma ou urbanização está sendo liberado no município, desde o dia 14 de abril, quando engenheiros, arquitetos, geógrafos, geólogos e agrônomos pararam de despachar os processos de licenças e das Cartas de Habitação, o “habite-se”. Segundo o presidente do Sinduscon, desde janeiro já havia uma operação padrão nos órgãos da prefeitura, fazendo com que fossem liberados apenas 10% dos projetos.

Por este motivo Garcia se reuniu com o prefeito José Fortunati (PDT) em janeiro, “para demonstrar a preocupação do setor”, afirma. “Voltamos a nos reunir com o prefeito em abril e estranhamos que as negociações da prefeitura com os servidores aconteçam com longos intervalos.” Ele afirma que houve uma queda de 64,61% nos lançamentos imobiliários nos primeiros quatro meses de 2011 em relação ao mesmo período do ano passado. “A partir de abril, os lançamentos praticamente zeraram”, informa.

Sem poder entregar os imóveis para os compradores, as construtoras deixam de receber o pagamento, levando a atrasar a quitação dos financiamentos das obras. “A cada cem apartamentos que não recebem o habite-se, o construtor gasta o valor de um apartamento só com juros extras”, irrita-se Garcia. O presidente do Sindicato dos Engenheiros (Senge), José Luiz Azambuja, aguarda ser chamado para negociar. Os servidores pedem uma verba de responsabilidade técnica no valor de R$ 3,5 mil para equiparação salarial com os profissionais que desempenham as mesmas funções.

Coordenador do Comitê de Política Salarial, o secretário de Governança Cézar Busatto (PMDB) apresentará uma proposta de acordo ao prefeito. Ele avisa que o acordo será condicionaro à normalização das atividades.

Jornal do Comércio



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2 respostas

  1. Quando o prefeito conceder o adicional aos técnicos, quem vai parar serão os de nível médio…também querendo um adicional referente ao cargo de nível médio. Vai dar a maior M3rd^ do mundo. É o efeito dominó. A revolta por privilégios a apenas alguns será inevitável.

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  2. Nessas horas, como diz os Túlio Milmann: “a burocracia está exultante”.

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