Obras do “puxadinho” já começaram no Aeroporto Salgado Filho

Preparação da área física que terá as melhorias começou há 15 dias JOÃO MATTOS/JC

As obras para instalar o Módulo Operacional Provisório (MOP) já começaram no Terminal 1 do Aeroporto Internacional Salgado Filho. A estrutura ampliará de 40 para 60 os balcões de check-in e elevará em mais 1,5 milhão de passageiros a capacidade do terminal, hoje em 6,5 milhões ao ano, fluxo que cresceu em média de 20% nos últimos anos.

A preparação da área física, situada no segundo piso, no lado oposto do local onde ocorrem os embarques hoje, começou há 15 dias e deve se prolongar por mais 45 dias. Logo após, a empresa que venceu a licitação montará a estrutura. Até o final de novembro, a direção da Infraero no Estado espera ter o MOP funcionando. Novas operações, como a da TAP e da Copa Airlines estão na mira da Infraero.

Na etapa seguinte, será dado início a obras no primeiro piso para ampliar o desembarque. Com o módulo, mais 280 assentos serão acrescidos nos portões de embarque. Para adaptar o espaço, trabalhadores estão derrubando paredes e ajustando o piso. O acesso dos usuários será pelo saguão principal do Salgado Filho. “Não vamos aumentar o número de embarques, pois isso depende da ampliação do pátio de pouso de aeronaves, mas os passageiros terão muito mais conforto”, apontou o superintendente regional da estatal dos aeroportos no Rio Grande do Sul, Carlos Alberto da Silva Souza.

Com mais balcões, a expectativa é de reduzir o tempo de check-in principalmente nos horários de maior concentração de voos, no começo da manhã e final de tarde. O MOP já poderia ter sido instalado, mas ausência de interessados na primeira concorrência acabou atrasando a contratação. A instalação envolve investimento de R$ 5 milhões. A obra demorará mais tempo nesta fase devido a restrições para os trabalhos que geram mais barulho.

“O movimento fica restrito ao período noturno e à madrugada”, explica o superintendente. A Infraero espera deslocar parte da operação de embarque da TAM ou da Gol para o novo espaço. As duas companhias têm hoje o maior número de balcões no Terminal 1. Souza adianta que a definição só deve ocorrer um mês antes do término da instalação.

Também no Terminal 2 ocorrem modificações para aumentar a capacidade, que subirá de 1,5 milhão para 2,5 milhões até setembro, que incluirá mais equipamentos no desembarque. Com os projetos, o aeroporto elevará a capacidade de fluxo de 8 milhões de pessoas para mais de 10 milhões. Nos próximos meses, será lançada a licitação para expansão nas pistas de pouso (dos atuais 22 para 30) e para ampliação do Terminal 1. Todas são obras da matriz de responsabilidades firmada pelo governo federal para a Copa do Mundo de 2014. Souza informa que todos os projetos somarão aporte de R$ 1,3 bilhão e incluem ainda nova extensão da pista e instalação de novos equipamentos antineblima.

Empresas não poderão controlar vários aeroportos

O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, afirmou que os aeroportos brasileiros a serem privatizados terão que ser administrados por empresas diferentes, mesmo se localizados em estados distintos. “Ele não poderá controlar mais de um aeroporto. Essa é uma orientação do governo”, afirmou Gustavo do Vale. Ele lembrou ainda que a estatal poderá ter uma participação de até 49% nos consórcios vencedores do leilão de privatização dos aeroportos de Guarulhos, Brasília e Viracopos (Campinas), que será concluído em dezembro.

Vale explicou que a Infraero será sócia minoritária e que sua fatia será condicionada aos investimentos a serem feitos nos terminais. O cronograma da empresa prevê recursos de R$ 5,3 bilhões até 2014 nos treze aeroportos das cidades que vão sediar os jogos da Copa do Mundo.

Obs.: O título original da matéria no Jornal do Comércio era: Obras de ampliação começaram no Aeroporto Salgado Filho

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Afinal, a ampliação do Terminal 1 vai acontecer ou não ? 

 

 



Categorias:aeroportos brasileiros, COPA 2014

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6 respostas

  1. É cheio de esquisitices o aeroporto de Porto Alegre. A algumas semanas atrás eu peguei um voo que saía à meia-noite, e com a sala de embarque doméstico LOTADA a única lancheria (Casa do Pão de Queijo) estava fechada. Mas voltando para Porto Alegre pegando um voo saindo de Florianópolis sempre há mais opções de lanches rápidos ou refeições. Nesses tempos em que comida de verdade em aviões tem se tornado artigo de luxo isso acaba sendo algo particularmente importante para o conforto dos usuários do transporte aéreo.

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  2. O mais triste é ver que esse puxadinho ficará exatamente no lado do terminal 1 em que deveria sair a sua expanão. Ou seja, ou a expansão acabará não saindo, ou a expansão não será ligada diretamente ao terminal 1 e, sim, interligada à ele via “puxadinho”.

    A infraero na gestão Lula/Dilma está avacalhando com o novo e moderno Salgado Filho que foi entregue em 2001 por FHC. Estão enjambrando e improvisando. Retiraram aquele belo painel central vermelho de partidas de vôos e o substituíram por um cinza pequeno, simples e feio. O piso, além de não o encerarem mais e assim deixarem impressionantemente belo como antes, agora está cheio de chicletes colados, especialmente em frente às filas do Check-in, pois a administração não cobra esmero e nem fiscaliza a empreza terceirizada responsável pela limpeza, embora pague (caro) pelo serviço. Os cinemas foram desativados à contra-gosto do próprio proprietário dos cinemas, que queria renovar o contrato e declarou isso na imprensa, em total desserviço à população.

    E quanto à cia aérea que ocupará a área de check-in do puxadinho, já não hacia sido divulgado tempos atrás que seria a TAM? Como agora eles dizem que não sabem?

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  3. Esse outro aeroporto não vai sair nunca Jake… é proposta do mesmo governo estadual que não consegue fazer uma nova ponte do Guaíba há décadas.

    Pensei o mesmo Augusto, depois criticamos os papeleiros.

    Agora, alguém sabe se vão aumentar o número de aparelhos de raio-x na área de embarque? Da última vez que voei foi ali o gargalo.

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  4. Não são só os reassentados das favelas que fazem os seus puxadinhos.

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  5. É assim que se resolvem os problemas num país (sub)desenvolvido: com puxadinhos, coisas provisórias que viram definitivas, com atalhos, malandragem, enganação…

    Talvez, exatamente por essas coisas sejamos terceiro mundo, sem qualquer perspetiva de um dia transformarmos nossa terra num país em primeiro mundo.

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  6. Essa é a dúvida.. se realmente querem construir um novo aeroporto.. como fica os investimentos no Salgado Filho ? Pista, puxadinho..

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