Arena do Grêmio: reunião discute contrapartidas sociais

Lideranças comunitárias da região Humaitá-Navegantes estiveram reunidas na tarde desta quinta-feira, 16, com o secretário de  Coordenação Política e Governança Local, Cezar Busatto, o vereador Luciano Marcantônio e o diretor de projeto da Construtora OAS, Eduardo de Souza Pinto. A reunião, realizada no gabinete da secretaria de Governança, teve como pauta as contrapartidas sociais desejadas pelos moradores com a construção da Arena do Grêmio naquela região.

De acordo com Lurimar de Almeida Fiuza, conselheira do Orçamento Participativo da Humaitá-Navegantes, a comunidade demonstra interesse em receber o grande empreendimento, pois representa avanços. Entretanto, observa que é necessário preparar a região. “As pessoas que acabarão por sair da região, e mesmo as que permanecerão em razão da construção da Arena, necessitam conhecer o processo”, afirma.

O diretor de projetos da construtora destacou que a parceria entre todos os envolvidos com essa mudança é fundamental. “Somos parceiros da comunidade, do Grêmio, da prefeitura e dos governos estadual e federal. Temos o compromisso de trabalhar juntos e estamos à disposição para dirimir qualquer dúvida em relação ao projeto”, disse Souza Pinto. Já Luciano Marcantônio observou que a primeira reunião cumpriu seu objetivo que é o de “melhorar a interlocução entre as partes”.

Rede Metrópolis – O secretário de governança afirmou que a preocupação da comunidade em discutir o desdobramento que um empreendimento como a construção da Arena do Grêmio pode acarretar à cidade é o tema do Congresso da Rede Metrópolis, que acontecerá em novembro em Porto Alegre. “O congresso discutirá como as transformações urbanas podem conviver com os interesses das comunidades”. Busatto diz ainda que dos encontros entre a comunidade da região Humaitá-Navegantes com representantes da OAS poderão resultar muitos cases que demonstrarão como é possível buscar soluções através da convergência de interesses diversos.

Participaram também da reunião o conselheiro do Conselho Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental, Lotar Adalberto Markus, o conselheiro do OP da Região, Itamar Guedes, o Coordenador da Gerência do OP, Paulo Silva, a coordenadora do Centro Administrativo Regional Noroeste/Humaitá-Navegantes, Eva Inês Policena dos Santos e a arquiteta Rosane Zottis.

Prefeitura de Porto Alegre



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3 respostas

  1. E mais uma vez o poder público se omite da responsabilidade de promover a cidadania. As politicagens assistencialistas parasitárias atuais não promovem a cidadania, e um ensino público deficitário e partidarizado não contribui para a formação de cidadãos capazes e conscientes das próprias responsabilidades com o local onde vivem.

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  2. Pois é, quando se exige contrapartidas parece que o empreendimento está FAZENDO UM MAL à cidade, como é no Cais do Porto, onde os investidores terão que fazer um museu como “medida compensatória”

    Deveríamos agradecer a eles que estão investindo em Porto Alegre, local onde os projetos têm tudo para NÃO sair do papel.

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  3. As maiores contrapartidas que um investimento como esse geram são IMPOSTOS (então, cobrem dos governantes o bom uso desse dinheiro), EMPREGOS (se querem um se aperfeiçoem) e amultiplicação do desenvolvimento (outros investimentos paralelos e consequentes desse maior, que por sua vez gerarão mais empregos e impostos)

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