Rodovia do Parque deve ficar pronta em 2012

Dezesseis obras de arte em 22,3 quilômetros exigirão a utilização de 3.941 vigas e 57.943 pré-lajes FREDY VIEIRA/JC

Se tudo der certo, a Rodovia do Parque (BR-448) estará concluída em agosto de 2012, quatro meses antes da projeção feita pela direção do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit) no Estado. A previsão, que só não será confirmada caso haja algum atraso nos assentamentos das cerca de 500 famílias que residem num dos trechos do traçado de pouco mais de 22,3 quilômetros, reflete uma peculiaridade da execução do projeto. Há uma empresa responsável por gerenciar passo a passo a execução. A faceta, que ainda é atributo de poucas obras rodoviárias no País, revela a precaução do governo federal para prevenir interrupções indesejadas, como decisões judiciais, eventual problema apontado pelo temido Tribunal de Contas da União (TCU) ou mesmo impasses na área socioambiental.

O resumo da obra é que a BR-448 é muito mais que uma rodovia. É um sistema complexo e já é modelo para o Brasil. Outros destaques são a engenharia e a arquitetura, que preveem uma ponte estaiada – neste tipo de solução os pilares são sustentados por cabos de aço – com largura da pista que se habilita a ser a maior já construída na América do Sul. Quando os motoristas estiverem percorrendo seu trajeto, principalmente para escapar dos engarrafamentos da BR-116 (que corta Canoas e conecta a Capital ao Vale dos Sinos e à Serra), jamais saberão, por exemplo, que no meio do caminho da construção havia não uma, mas quatro casinhas de João de Barro. Também surgiram furões, cobras, árvores a serem transplantadas e dezenas de famílias ocupando terreno de risco e de forma irregular.

“Grandes obras rodoviárias exigirão cada vez mais uma gestão ambiental. Temos de prever tudo que pode acontecer”, assinala Adriano Panazzolo, coordenadorgeral da gestão ambiental do projeto feito pela empresa Serviços Técnicos de Engenharia (STE). Ela venceu a concorrência e se especializa, pois já cuida do ambiente na duplicação da BR-392, entre Pelotas e Rio Grande. Na remoção dos habitantes da Vila Dique, que fica no trajeto do lote 3, o Dnit decidiu bancar a construção de moradias. É a primeira vez que isso ocorre em projetos recentes no País.

Para ler a reportagem completa, vá para o Jornal do Comércio



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito, Rodovia do Parque

Tags:

3 respostas

  1. Já a BR-101, não. Só para 2013, 2014…

    A duplicação da BR-101, no trecho RS-SC, deve constar no Guines como a obra pública de conclusão mais demorada depoi das pirâmides.

    Curtir

    • hahaha. Nem por tanto… garanto que as pirâmides foram mais rápidas e a BR-101 nunca irá durar tanto quanto elas.

      Curtir

  2. Não sei não… talvez este prazo seja maior.
    Ouvi comentários que encontraram problemas para colocar as estacas do outro lado da margem (em Canoas). Parece que a profundidade para achar rocha para firmar as bases é bem mais profunda do que previsto e está causando problemas e custos maiores.

    Curtir

%d blogueiros gostam disto: