Ciclovia da Ipiranga terá 9,4 quilômetros de extensão


vista atual da Av. Ipiranga, próximo à PUC

Avenida Ipiranga terá 9,4 quilômetros de cicloviaFoto: Ricardo Giusti/Arquivo PMPA

Quem usa bicicleta para se deslocar terá uma nova alternativa: a avenida Ipiranga receberá uma ciclovia de 9,4 quilômetros de extensão, ligando as avenidas Edvaldo Pereira Paiva (Beira-Rio) e Antônio de Carvalho. A obra será uma contrapartida ambiental para a cidade, envolvendo a prefeitura, o Grupo Zaffari e o Shopping Praia de Belas, e faz parte do Plano Diretor Cicloviário, elaborado pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), que prevê um potencial de 495 quilômetros de ciclovias em diversos pontos da Capital.

A ciclovia será às margens do Arroio Dilúvio, terá duplo sentido de circulação e mudará de lado em alguns pontos, para um melhor aproveitamento de espaço do talude. Exclusiva para quem anda de bicicleta, a pista será segregada ao tráfego de veículos e apresentará piso na cor vermelha, sinalização horizontal e vertical (placas e pinturas) e semáforos específicos.

Normas técnicas – O projeto da ciclovia da Ipiranga foi realizado pela Gerência de Planejamento Estratégico da EPTC e atende a normas técnicas internacionais, contemplando mais segurança e conforto aos ciclistas. O diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, projeta para 90 dias o início das obras da ciclovia. “Será uma nova alternativa de deslocamento pela Ipiranga, além de colaborar para o meio ambiente e ajudar na saúde das pessoas”, afirmou. “Nossa ideia, desde a criação do Plano Diretor Cicloviário, é incentivar o uso desse tipo de transporte. Seguiremos buscando parceiros e investindo na implantação de novas ciclovias”, destacou Cappellari.

Ciclovias integradas – Com a conclusão da duplicação da Edvaldo Pereira Paiva (Beira-Rio), obra prevista para a Copa do Mundo e que também contará com uma ciclovia de 5 quilômetros, haverá uma integração dos espaços exclusivos para os ciclistas das avenidas Ipiranga, Edvaldo Pereira Paiva, Padre Cacique (1 quilômetros a ser implantado) e Diário Notícias (2 quilômetros já existentes), resultando em 17,4 quilômetros de ciclovias integradas.

Fonte: Prefeitura de Porto Alegre

Percebam que, pelo trecho que destaquei, a notícia da prefeitura dá a entender que a ciclovia será implementada sobre o talude, sem implicar em remoção de faixas de circulação de automóveis, como sugeria o gráfico da desinformada Zero Hora dias atrás. Como muito falamos aqui, parece ser a alternativa mais sensata, uma vez que há espaço suficiente nesse canteiro para tal intervenção. Quero acreditar que esse é o princípio de uma intervenção urbana há muito desejada pela cidade.




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14 respostas

  1. comocidades europeias tem promovido o uso de transporte publico. http://www.nytimes.com/2011/06/27/science/earth/27traffic.html?_r=1&hp aq reportagem é em inglês

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  2. Isso aí está integrado com a reformulação do dilúvio pelas universidades? Das duas uma: ou haverá retrabalho ou a reformulação vai ser BEM meia-boca.

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    • Não vai acontecer nenhuma reformulação. Alguém já sequer pensou em de onde vai sair o dinheiro? Daqui a pouco criam um grupo de estudos para formulação de um planejamento estratégico de longo prazo visando o aproveitamento do dilúvio pela sociedade de forma democrática e participativa, com uns 15 CCs.

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  3. Uso bicicleta seguido, acho positivo a implementação das ciclovias em POA ( que espero essa da Av Ipiranga tenha um melhor acabamento do que as que foram feitas anteriormente), mas fica uma grande pergunta…paralelo teriam que fazer bicicletarios por todos trajetos.
    Passo bom trabalho, passando correntes em postes, etc…espero um dia, ter alternativas mais coerentes com o projeto cicloviário.da cidade.

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  4. Mas ciclovia será do lado do dilúvio certo? A foto dá a impressão que seria esta pista mais clara junto à calçada.

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    • felipe

      essa foto é apenas ilustrativa do estado atual da avenida. O texto da prefeitura fala em talude, então vai ser no talude 😉

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    • Esta é a pista junto ao portão central da PUC, que foi recém construida para minimizar os congestionamentos e permitir uma área de embarque e desembarque para automóveis.

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  5. “…desinformada Zero Hora…” hahaha. Mas é bem isso mesmo. Eles fazem os gráficos sem ao menos ler sobre o projeto.

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  6. Concordo com o pensamento do Vitor.. tal ação me parece maquiagem para um problema maior que exige um projeto maior. O fato é que os órgãos responsáveis deviam trabalhar integrados, em harmonia. Cada um fazendo uma coisa, vocês sabem o resultado. Eu gostaria de ver um projeto de verdade para a o Dilúvio, com ciclovia, transporte leve por trilhos (no qual diminuiria o volume dos ônibus), embelezamento, calçadas, enfim, integração do Dilúvio com a população. Tenho certeza que isso não exigiria muito dinheiro. Um pouquinho só de criatividade poupa milhões.

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  7. Iniciativa louvável, mas me parece uma uma ação isolada do que um “plano cicloviário”. Agora que os debates em torno da despoluição do Dilúvio e de novas ideias para seu uso surgem, me parece que essa ciclovia vai ser um remendão dissociado de uma ideia maior: a revitalização do Dilúvio.

    A sinergia entre diferentes entes sociais (empresários, universidades e poder público) torna o momento ideal para revitalizarmos o Dilúvio e inserir esta ciclovia num projeto maior. Estamos perdendo a oportunidade.

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    • Vitor,

      Eu creio que a implementação dessa ciclovia não seja um impedimento para um eventual projeto maior de revitalização – até pelo contrário, talvez seja o motor indispensável para que a ideia da necessidade da renovação dessa avenida surja na cabeça de todos.

      Sempre me pareceu que este é o melhor jeito de operar as mudanças de uma cidade. Pequenas medidas cumulativas ao invés de grandes cirurgias, pois estas sempre vão requerer malabarismos políticos e financeiros.

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      • Será que descobrimos o segredo para dobrar os ecoshits ? Comer pelas beiradas ? Fazendo aos poucos.. a tal ponto que não exista mais volta.. ? Interessante seu comentário.

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      • Bom, “pequenas” sendo 9 km ao ano, levará 49 anos para completar os 450 km idealizados de ciclovias em Porto Alegre. Isso sem atrasos nem interrupções.

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  8. Ótimo! Eu me recuso a considerar aquilo que tem na Diário de Notícias uma ciclovia, porque na realidade é uma calçada de lajota que pintaram bicicletas. E o pedestre, caminha aonde? Aquela parte no canteiro central é boa, mas é pequena. Não vejo a hora de estar pronta a ciclovia da Ipiranga e poder ir trabalhar mais tranqüila.

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