Operários da Arena do Grêmio paralisam obras

Trabalhadores reivindicam melhoria nos salários e nas condições de trabalho

Operários da Arena paralisam obras por tempo indeterminado Crédito: Pedro Revillion

Os 400 operários que trabalham na construção da Arena, futuro estádio do Grêmio, paralisaram as atividades na manhã desta quinta-feira por tempo indeterminado. Os funcionários da OAS, empresa responsável pela obra, reivindicam melhoras nos salários e nas condições de trabalho.

Atualmente, os trabalhadores ganham em torno de R$ 900 e querem um reajuste para R$ 1,1 mil. Além do aumento nos vencimentos, os operários exigem modificações no alojamento onde ficam abrigados. De acordo com o grupo o local é muito frio. Em função do clima gelado do inverno gaúcho, eles também querem ganhar roupas mais quentes para a execução da obra.

Os funcionários garantem que não existe um técnico de segurança na construção e afirmam que, caso as exigências não sejam atendidas, os operários devem acionar a OAS junto ao Ministério do Trabalho.

Correio do Povo

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Pois é, um tempo atrás aqui no Blog um estudante de jornalismo (Jonathas Costa) enviou uma matéria prevendo uma nova greve na Arena. Montes de gente o criticaram. E agora?

Veja aqui a matéria dele.



Categorias:Arena do Grêmio

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34 respostas

  1. E frio exagerado desse inverno gaúcho é verdadeiramente um problema (a previsão era que seria moderado), mas é um problema para todo mundo que é obrigado a trabalhar a céu aberto, ainda mais em uma obra.

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  2. Gente, não esqueçam que o problema da paralisação das obras da Arena não é um problema de origem dos trabalhadores – se fossem gaúchos, paulistas, capixabas, mineiros, as obras seriam paralisadas da mesma forma.

    O problema é baixo salário e alojamento em péssimas condições.

    Vamos cuidar o preconceito de origem aí, galera.

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    • Isso mesmo Vitor ! Se não manerarem vou começar a moderar.

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    • Excelente, Vitor!

      Também não entendi por que resolveram culpar os trabalhadores que vieram de lá… como se fossem pessoas de segunda classe.

      Se eles necessitam de melhores condições de acomodação, que a empresa forneça!

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    • Vitor.

      Se os trabalhadores fossem Gaúchos, Paulistas ou demais simplesmente não viriam, pois o mercado está pagando bem mais com condições de trabalho adequadas.

      Os trabalhadores não são de segunda classe, quem os contratou que é.

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      • Como são maranhenses, eles vieram..pois o mercado de lá paga menos do que a OAS oferece. Simples lei de mercado.

        Quem é você pra denegrir empresas que constroem o teu país e dão milhares de empregos aos teus compatriotas?

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    • Como se eles não soubessem o quanto iriam receber aqui.

      Por que a OAS traria trabalhadores de outros estados se fosse para pagar o mesmo salário que ganham os trabalhadores daqui? Não tem sentido. Eles vieram porque ganhariam aqui mais do que lá ou porque lá não encontravam trabalho e a OAS os trouxe porque gastaria menos ou porque não encontrava esse tipo de mão-de-obra no estado.

      Isso é insuflado por sindicalistas daqui que querem manter a reserva de mercado para a mão de obra local.

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  3. Rogério Maestri. Os indianos e pasquistaneses que trabalham em Dubai gnaham mais do que cá…porém o custo de vida em Dubai é algumas vezes superior ao do Brasil….além do fato de estarem trabalhando fora dos seus países.
    Não interessa quanto ganham aqui ou lá. O que interessa é que os projetos e as obras SEJAM concluídos dentro dos prazos e sem paralisações. Nem eu nem você vamos ter a pretensão de ensinar uma OAS ou uma Odebrecht a administrar uma obra…ou vamos? Era só o que faltava.

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    • Augusto

      Nosso custo de vida está passando tranquilamente os valores da Europa, em Dubai não sei exatamente. Quanto a OAS e a Odebrecht parece que está bem claro a forma que estão administrando, trazem operários do Maranhão, para pagar abaixo do que o mercado gaúcho está pagando e contratam pelo preço que uma firma gaúcha contrataria.

      Não me venha me falar de Administração estilo OAS e Odebrecht pois as notícias dos jornais estão cheias de verdadeiros escândalos em obras fora do eixo Rio-São Paulo, estas firmas tem uma longa tradição disto.

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      • Entre os donos da Odebrecht a OAS e você, podes ter certeza que eu aposto muito mais nos primeiros. Eles CONSTRUÍRAM grandes empresas e REALIZARAM grandes obras…enquanto você….bem, você é o Rogério Maestri.

        Agora só o que me falta é qualquer zé mané querer ensinar o padre a rezar a missa. ha! Que petulância. É muita falta de TIFRAGOL.

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  4. Sempre o grande impedimento do pessoal do norte e nordeste migrarem até o sul foi o frio. Eles nem tem noção do que é frio. Agora imaginem se vier a Frente Fria que estão prevendo. Vão de volta para o Maranhão e não voltam mais.

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  5. Na verdade, o Jonathas nao previu nada, apenas disse que poderia acontecer uma nova greve nos “próximos dias”, isso a meses atras. Meio vago, pra nao dizer que foi um chute.

    Previsao por previsao, alias, eu posso dizer que previa m* quando soube que trariam baianos e maranhenses pra construir a Arena. A gente sabe que esse pessoal nao e’ muito chegado em trabalho, ainda mais com o frio que tem feito ai.

    Valeria mais a pena treinar os papeleiros ali das vilas do Humaita’ do que trazer esses jegues de fora.

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  6. Que palhaçada, R$900,00! Queria saber quanto que a construtora/incorporadora está ganhando em cima deste projeto.

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    • Seja sócio dela. Coloca a tua grana na sociedade. Conhecerás os custos, encargos sociais e impostos, e tu saberás de tudo.
      Abre uma empresa, contrata vários funcionários, trabalha 12 horas por dia, sempre tendo que matar meia dúzia de leões por dia, sem dormir por causa de inúmeras variáveis nos custo da obra…desde crédito, intempéries, queda nas ações, câmbio, acidentes de trabalho, preço do aço, logísticas, refeições, instalações aos operários, etc, etc e etc.
      Vocês ficam com o rabinho na cadeira, filosofando bobagens e acham que um Ford da vida construiu sua empresa comendo saldadinhos no sofá e relaxando numa rede sob a brisa vespertina.
      Vai trabalhar, cara.

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      • Que celeuma em Augusto. Eu adoraria ser sócio da OAS.
        Para sua informação, eu conheço muito bem os custos envolvidos por traz de um projeto como este, especialmente os trabalhistas. Ao contrario do que você disse a OAS não é nenhuma empresa inocente. Muito pelo contrário, as margens deste tipo de empresa não são nenhum pouco modestas. Elas aproveitam-se da situação econômica atual e inflacionam seu produtos sem dó. Vendem uma obra a custo local e contratam mão de obra nordestina por uma fração do que pagariam por um operário gaúcho.Ountro ponto, todas as variáveis que você falou com certeza já estão no custo deste projeto.

        Eu tenho convicção de que os R$900 junto das condições oferecidas não são uma recompensa digna ao trabalho dos operários. Também não acredito que nenhum empreendedor deva ter mérito se construiu algo explorando alguém. Caso você ache que é a remuneração em questão é o bastante, levante teu rabinho e se junte a eles no frio e na chuva com cimento no lombo.E quem és tu pra dizer o que eu devo ou não fazer, a ponto de afirmar que estou sentado no sofá comendo salgadinho?

        Grande Abraço.

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        • Vocês não tem noção da realidade do Brasil.

          Só para da uma ideia a média das aposentadorias do INSS é de 600 e poucos reais, ou seja um pouco mais de 1 salário mínimo; a média dos salários da iniciativa privada e de 1200 reais, isso contando salários executivos, gerentes, diretores de médias e grande empresas; o estado do RS não consegue pagar um piso de 1.100 reais para os professores do RS.

          Isso é Brasil, um país em desenvolvimento. O dia que pudermos pagar altos salários a simples operários seremos ricos, mas provavelmente já teríamos solucionado antes questões como a da baixa qualidade da educação pública, saúde pública insuficiente, falta de saneamento, habitações e segurança pública.

          Esse operários ganharem pouco porque tem baixa instrução e pouca qualificação, consequentemente o seu rendimento também é baixo. Para ganharem bons salários devem estar capacitados para trabalhar com máquinas modernas ou serem especializados numa função específica. Por exemplo: um azulejista, para ficar no mesmo setor, recebe 2 ou 3 vezez mais, porque precisam demonstrar capacidade de trabalhar com esmero.

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        • Vai ensinar a OAS a administrar uma obra e erguer um projeto. Com essa tua genialidade e conhecimento, tu terás um salário astronômico como consultor e gerente executivo de alto padrão.

          Agora começam a aparecer os bidus e gurus. Sabem tudo…dominam tudo, entendem de tudo. Não fazem nada…mas dizem como fazer…e ainda querem se fazer justiceiros e paladinos sociais. Falta de autocrítica é um troço insuportável.

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  7. Deviam contratar funcionários da Sibéria.

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  8. Eles estão certos. Imagina o que deve ser o alojamento… Tá fazendo muito frio, e a maioria dos trabalhadores são do Nordeste.

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    • Acho uma judiaria. Se eu fosse a OAS, libertava os operários do trabalho. Mandava-os de volta ao nordeste. Coitadinhos…sofrendo aqui nesse frio terrível. Bom mesmo é não precisar trabalhar. Manda essa cambada de volta pra casa….lá eles serão felizes.

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    • Tu conheces os alojamentos?

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      • As péssimas condições dos alojamentos já foram mostradas em reportagem na TV – não lembro se Band ou SBT Rio Grande. São péssimos, desumanos. Os operários estão certos em paralisar as obras. A OAS acha que isso aqui é Dubai, onde os imigrantes da Índia, da Indonésia e do Paquistão dormem em catres dentro de contêineres alijados de seus direitos trabalhistas.

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        • É por isso que em Dubai e na China as coisas funcionam. Não tem FRESCURA de sociólogo gay enrustido. Querem trabalho? Sujeitem-se às condições do contratante. Não gostam das condições? Procurem outro emprego. Ninguém é obrigado a trabalhar onde não gosta.

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  9. Hua hua.. tem gente que criticou o cara só por ele ser estudante?
    Ele provou ser mais do um mero estudante de jornalismo. Eis a prova aí…

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    • Foi critica por não ter apresentado um contraponto as informações coletadas entre os operários, não pela reportagem em si.

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      • Alias nessa pseudoreportagem também está faltando o contraponto da OAS. Afinal, a empresa cumpriu os itens do acordo de março que acabou com a greve anterior ou são novas reivindicações? Se não cumpriu, por que?

        Não sabemos, mas ninguém foi atrás da informação.

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      • Deixa que eu explico. As informações levantadas com os operários revelam que eles estavam descontentes e podiam voltar a fazer greve. Essa notícia pode e deve ser divulgada, ou tu acha que a insatisfação dos operários só deve ser revelada junto com uma nota da OAS?

        Depois pegaram pesado com o rapaz, insinuaram isso e aquilo da reportagem. Eu acharia mais fácil pedir desculpas pelas besteiras. Neutra mesmo é a Zero Hora que coloca o contraponto ao lado de um anuncio da OAS.

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        • A Zero Hora, pelo menos, colocou que o Sindicato e os operários estavam em negociação. Já o CP (e o estagiário) fez sensacionalismo. Aliás, não faz outra coisa em relação a Arena do Grêmio

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    • Sim!
      E lá foram 32 km construídos em 4 anos.
      Aqui vão levar o mesmo tempo para fazer uma pontezinha sobre o Guaíba.

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