Rebaixamento do metrô em Canoas

Lideranças políticas e empresariais de Canoas fizeram uma romaria nesta sexta (01) a Porto Alegre, onde o ministro Mário Negromonte, participava do Fórum Nacional do PP, para lhe entregar o projeto que prevê o rebaixamento da linha do trem na região central da cidade.

Coube a vice-prefeita, Beth Colombo, colega de partido de Negromonte, fazer sua defesa.

“Está na nossa história a intransigência que impediu que a linha do trem fosse feita subterrânea no primeiro projeto, já que dos recursos destinados à obra, quando a linha foi construída, sobraram 30 milhões de reais”, argumentou.

O prefeito Jairo Jorge afirmou ter saído satisfeito do encontro, depois de ouvir do ministro que ele é favorável ao projeto e vai defendê-lo sim junto as demais instâncias que decidem pela inclusão da obr! a no PAC.

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15 respostas

  1. Agora??? O metrô já comeu nosso dinheiro, e vão refazer, mais $$$$ DinDin. E o Japão já esta funcionando.

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  2. Prezado fmobus,
    Nesse blog podemos não concordadar com as idéias dos outros, mas isso não nos dá o direito de agredí-los.
    A idéia de tornar nosso metrô em um subway de verdade nos levaria a ganhar a área por onde ele passa atualmente. Aumentar as pistas da Castelo Branco é apenas uma idéia, mas todos poderemos discutir outras alternativas. Eu trabalho fora de POA e enfrento engarrafamentos diários na região da Castelo Branco próxima da rodoviária. Se tivessemos mais pistas isso não ocorreria. O fato que não podemos ignorar é que teremos cada vez mais carros nas cidades e temos que melhorar o fluxo em nossas vias. Precisamos de mais pistas na Castelo Branco e Mauá, pois teremos um aumento do fluxo vindo da estrada do parque. Na realidade nosso metrô já deveria ter nascido subterrâneo, como ocorre em diversas outras grandes cidades do mundo.
    Da próxima vez respeite um pouco mais os outros, para que tu também seja respeitado.

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    • Jair,

      Tu estás propondo ideias pra lá de ultrapassadas e queres meu respeito? Não o terás. Minha visão para a Av. Mauá é muito superior em termos de benefício à cidade se comparada a tua, que se foca em carros-carros-carros-e-mais-carros.

      Sim, temos cada vez mais carros em nossas cidades – nunca discordei disso. O problema é que os tacanhos sem criatividade nem visão de sociedade de plantão continuam achando que a única resposta para o aumento da frota de veículos particulares é o simples aumento do número de pistas de rolagem e de viadutos. Desconsideram eles a degradação evidente que essas medidas causam ao entorno e os retornos decrescentes em escala para seus altos custos marginais envolvidos. Você acredita que há quem proponha, nos dias de hoje, que se construa um elevado sobre a Av. Mauá, aos moldes da Av. Perimetral do Rio de Janeiro, visando “permitir o escoamento do fluxo da Castelo Branco”? Basicamente, gastar um mundaréu de dinheiro para adicionar 6000 carros por hora ao centro, replicando uma estrutura da qual a capital fluminense hoje se arrepende e tenta a todo custo demolir para poder revitalizar sua área portuária?

      O fato que os carrólatras de plantão, tu incluso, se recusam a aceitar é que o espaço em nossas cidades é escasso e o incremento da demanda por espaço em função do crescimento populacional das cidades fatalmente há de agravar este embate material-econômico. Ora, qualquer sistema econômico que queira ser eficiente, quando próximo aos seus limites materiais, dá preferência às cestas de consumo eficientes, garantindo que mais agentes sejam servidos aos seus respectivos preços de reserva, elasticidades e orçamentos. Traduzindo desse economês: se vocês carrólatras realmente fazem questão de andar de carro nas nossas apertadas cidades, vocês vão ter que começar a pagar mais pela tacanhice de optar por um meio de transporte ineficiente[1].

      Claro, aqui diriam que “mas já pagamos um monte de impostos sobre os veículos e sobre o combustível”. Isso não está errado. O problema que eu tenho com a forma como estes impostos são cobrados é que, sendo impostos que se dizem de intervenção sobre o domínio econômico, eles falham em ter efeito para todas as externalidades do consumo do bem que eles visam diminuir. Quando você anda de carro, além da externalidade da poluição atmosférica, você também está causando a externalidade do congestionamento. A primeira externalidade é inibida pelo imposto sobre o combustível, enquanto que a segunda não o é: alguém que ande 100km numa estrada vazia causa menos congestionamento do que alguém que anda 100km em uma cidade num dia útil qualquer – mas paga o mesmo imposto[2]. A solução para isso está em replicar o que as cidades modernas fazem: tarifar o uso do veículo em horários de pico. Uma das soluções mais elegantes que eu vi foi a adotada por Santiago do Chile, onde as vias expressas da cidade possuem pedágio automático por transponder, com valor da tarifa calculado em função do fluxo: a via fica mais cara conforme a demanda por ela aumenta, replicando perfeitamente os fenômenos econômicos esperados de um bem normal. Porto Alegre podia facilmente adotar esse tipo de mecanismo em suas principais vias e estabelecer por regulamentação que a parte maior do dinheiro coletado por este sistema seja utilizado para subsidiar o transporte coletivo.

      [1] uma faixa para carros, em fluidez de auto-estrada, admite 2000 veículos por hora, enquanto que um corredor de ônibus – mesmo bagunçado como os de Porto Alegre, carrega mais de 10000 passageiros por hora
      [2] desconsideremos aqui as pequenas diferenças de consumo dos motores

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  3. @fmobus: Entao pq nao aproveitam e tb passam um trecho da avenida Maua “pra baixo” junto com o trensurb??
    …. criando-se ali uma bela esplanada conectando o Mercado e o Cais.
    Seria um sonho.

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    • É parecido com o que pretendem fazer no Rio de Janeiro, transferindo o elevado do porto para baixo da terra e revitalizando a superfície. Temo que seja bastante caro, mas realmente gosto dessa solução.

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  4. duvido que isso saia….

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  5. A prefeitura de POA deveria fazer projeto selhante. Pelo menos entre a estação mercado e são Pedro. Assim poderiam fazer mais pistas para os automóveis, reduzindo assim os congestionamentos na região.. Parabéns Canoas.

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    • Eu concordo com o rebaixamento em Canoas, mas me desculpe a expressão: enterrar a linha 1 na Av. Mauá para botar mais pista para carro é ideia de girico.

      Em termos de funcionalidade como linha de metrô, estar em cima da terra ou abaixo dela não faz nenhuma diferença, pois a segregação do tráfico já está garantida. Gastar dinheiro para enterrar aquele trecho em benefício de uma reles faixa para carros de passeio ou duas é extremamente burro.

      Uma obra de tal magnitude e custo só faria sentido se visasse a integração daquela área que hoje essencialmente é MORTA para a cidade em uma área acessível a todos, dentro de um projeto de revitalização de toda a região. Com o metrô enterrado e o muro eliminado, a Av. Mauá poderia ser transformada em uma bela avenida, margeada por uma ciclovia e calçadas amplas, tornando o acesso a uma área renovada do porto muito mais convidativo.

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    • Jair, sou a favor de rebaixar o metrô, mas fazer isso pra dar mais faixas pros carros não é nada inteligente. Quando se alarga uma avenida, no início alivia um pouco, mas logo cresce a frota de carros e tudo continua a mesma droga. Tá na hora de priorizar outros meios de transportes.

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  6. Pois e’, esse ecoxi*tas falam tanto em “privatizacao da orla” e nada reclamam daqueles trilhos horrorosos do trensurb entre a Rodoviaria e o Mercado. Aquilo sim faz com que o cidadao nao tenha acesso ao porto e sua futura(quem sabe!) area revitalizada.
    Nao entendo pq os Srs.Prefeitos(antigos/atual) fizeram aquela reforminha “podre” da estacao mercado, qdo na verdade aquilo ja era pra ter sido aterrado a muito tempo.
    Parabens Canoas pela visao e iniciativa !!!!!!

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  7. Eu quero acreditar que se a linha 2 do metrô sair alguém minimamente inteligente vai propor o compartilhamento do traçado com a linha 1, até a curva para a Assis Brasil. Assim já teríamos a parte mais crítica do trajeto enterrada.
    Penso que, infelizmente, talvez seja pedir muito da nossa prefeitura.

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  8. bem que podiam rebaixar o metrô até porto alegre.

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    • Bem nessas!

      Se não fosse possível usar os mesmo trilhos do metrô que será contruído sob a Av. Farrapos, podiam usar o mesmo buraco, para passagem subterrânea do Trensurb.

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  9. Porto Alegre, uma terrivel cidade da região metropolitana de Canoas.

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