Porto Imagem e Movimento Quero Cais conversam com Edemar Tutikian (Cais Mauá)

A reunião foi extremamente positiva, no final da tarde de ontem, 07 de julho

Da esquerda para a direita: Edemar Tutikian, Filipe Wels, Maria Cristina Niles, Jorge Piqué, Gilberto Simon, Daniel Serafim.

Parte da Equipe do Blog Porto Imagem (Daniel Serafim, Filipe Wels e Gilberto Simon) juntamente com integrantes do Movimento Quero Cais (Jorge Piqué e Maria Cristina Niles) estiveram conversando ontem no final da tarde com Edemar Tutikian, o Assessor Especial do Prefeito José Fortunati para Grandes Projetos, como a Revitalização do Cais Mauá e dos estacionamentos subterrâneos que serão construídos em Porto Alegre. Tutikian, ex-diretor-presidente da Caixa-RS, é o responsável por agilizar os procedimentos que dependerão da área pública do projeto.

A reunião foi bastante esclarecedora, em relação a alguns detalhes do Projeto do Cais Mauá, como por exemplo, a certeza de que o prédio sede da SPH será preservado. Tivemos a informação também que os responsáveis pelo empreendimento construirão as novas sedes da SPH e dos bombeiros que estão no cais, além de outros órgãos que se encontram na área.

Entre outras coisas, Tutikian nos afirma que o projeto será levado adiante, que o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Alegre estão se empenhando para que se torne realidade. Há expectativa, segundo ele, que as obras possam começar ainda em dezembro de 2011. Os processos de EVU e EIA-RIMA serão agilizados, sendo que a parte do consórcio já está bastante adiantada.

Outra notícia interessante é que será dada prioridade no início do projeto, às obras dos armazéns, passando ao shopping ao lado do Gasômetro e após as torres de escritórios e hoteis. Ele nos confirma que haverá o Hotel Hyatt. Para a Copa de 2014 espera-se que pelo menos os armazéns e o shopping estejam prontos. Está confirmada também a participação da Livraria Cultura, que fará unidade similar a principal loja de São Paulo, com uma grande livraria, auditório para eventos e cafeteria.

O valor do empreendimento total ficará em torno de 500 milhões de reais, incluindo a participação de empresas como a Livraria Cultura.

Será construído também um terminal turístico para navios de passageiros (que possam entrar no Guaíba, com calado entre 5 e 6 metros) fora do Cais Mauá, mas integrado a este por uma via interna que também será construída pelo Consórcio.

Segundo Tutikian, embora o munícipio permita a construção no Cais Mauá de torres com até 100m, o Consórcio decidiu, mais por uma questão de visão de melhor integração do projeto ao Centro da cidade, do que de um posto de vista estritamente financeiro, limitar as torres a 70m.

Ficará por conta do Consórcio também os custos e a construção de um novo acesso viário tanto ao Cais Mauá como ao Cais Navegantes, com a abertura de um túnel para acessar a área do Cais. Também a “ligação aérea ou em nível, vegetada sobre a Avenida Presidente João Goulart, integrando a Praça Brigadeiro Sampaio ao Cais Mauá”, prevista pela lei municipal que regula os usos do Cais Mauá será realizada e paga pelo Consórcio, como mais uma contrapartida ao arrendamento da área.

Saímos da reunião bastante confiantes de que realmente vá sair o projeto de revitalização do Cais exatamente como divulgado.

Queríamos agrader ao Tutikian pela gentileza em nos receber e pela disponibilidade em conversar e dar todas as informações sobre esse importante projeto para Porto Alegre. A reunião durou quase 2 horas e meia, na Secopa (Secretaria Extraordinária para a Copa 2014), que também tem várias vezes manifestado, através do secretário Joao Bosco Vaz, a importância do Cais Mauá para a Copa 2014.

Caso queiram fazer perguntas específicas, fiquem a vontade. Tentaremos responder.

Texto: Gilberto Simon (Porto Imagem) e Jorge Piqué (Quero Cais)

Atualizado às 18:02



Categorias:Projeto de Revitalização do Cais Mauá, QUERO CAIS

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46 respostas

  1. Parabéns pela iniciativa!

    Pena que outros grandes projetos possíveis para a cidade não tenha sido abordados na reunião. Pelo visto o tal Assessor da Prefeitura Municipal para Grandes Obras não tenha tido nada para anunciar para outras áreas da cidade, como o Gasômetro, sua orla e o precário Mirante do Morro santa tereza, assim como o abandonado extremo sul da cidade.

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    • Talvez não tenha ficado claro, mas a reunião foi marcada com o Tutikian apenas para falar sobre a questão do Cais Mauá, não outros projetos. Na prática acabamos falando de outras coisas, como o metrô e a nova marina pública, além de assuntos diversos. Comentamos também a necessidade de um projeto para o Morro de Santa Tereza. Nos nossos relatos sobre a reunião, nos restringimos apenas ao assunto principal.

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      • Humm. Entendo.

        Todavia, não creio que a Prefeitura esteja em vias de fazer algo para as outras áreas da cidade além do Cais, senão já estariam fazendo algo, ao menos, senão ainda licitando, pelo menos cogitando, já que as eleições estão próximas e depois já vem a Copa das Confederações e na seqüência a Copa do Mundo. Se ele não anunciou nada para vocês referente à outras iniciativas, dificilmente dá para esperar por algo nesse sentido além do Cais.

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        • Note que isso sao coisas que nao dependem apenas da prefeitura, tem que haver o interesse dos investidores. Veja o trem-bala ligando rio e sampa, nao é uma ideia ótima? nao apareceu ninguem…. o governo federal fez mal a licitacao? Se tivesse aparecido um interessado estariam felizes da vida, e foi isso que aconteceu na licitacao do Cais Mauá, apareceu so um e ai criticaram…. bom… um é melhor que nenhum….

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          • Depende sim, Jorge. Exclusivamente dela (Prefeitura).

            Se ela não tem grana, que faça uma concessão das áreas para a iniciativa privada ou que faça uma parceria público-privada, conforme for o caso. Se não aparecer ninguém interessado, aí tudo bem não será culpa dela, mas até então é, pois sequer chegou a tentar

            Se ela nem lançou edital de nada e nem demonstrou interesse, como poderia saber se há ou aparecer interessados? Se Veranópolis ganhou um torre panorâmica e Camboriú, bondinhos aéreos, porque POA não teria interessados, se milhões de pessoas desembarcam em POA todos os anos rumo à Gramado?

            Veja que nem uma simples revitalização da praça onde fica o Mirante do Morro Santa Tereza eles sequer cogitam. Isso é, sim, culpa exclusiva da Prefeitura Municipal. Em Curitiba a história seria diferente.

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          • Vc tem razao de certo modo, tem que ir atrás também. No caso da Marina pública eles estão se movimentando, não lembro bem dos detalhes, talvez o Gilberto possa esclarecer. Acho que já tem um grupo interessado até. No caso do Morro de Santa Tereza, falei também na idéia de um teleférico, que ligaria a zona em frente ao Beira-Rio ao alto do morro, falei que havíamos discutido aqui no blog, e acho que falei que o prefeito de Osório (do mesmo partido do Fortunati) está querendo fazer um lá também (nao sei se falei ou pensei em falar apenas). Eu acho que nao seria um investimento muito caro e seria o inicio da recuperacao do Morro S.Tereza, que é a melhor vista da cidade e está abandonado. Acho que depois do Cais Mauá seria o projeto de carater turístico mais importante para a cidade. Como se abriu uma boa relação com o Tutikian, acho que poderiamos tocar mais vezes nesse tema.

            Uma sugestão: porque quem está mais por dentro do Morro de Santa Tereza, e participou da discussao no blog, nao cria algum documento, reunindo as idéias, com fotos. Coloca em discussao aqui e se houver um consenso minimo, enviamos ao Tutikian, como uma colaboracao do blog à prefeitura. O Santa Tereza realmente vale a pena.

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          • Excelente idéia, Jorge!

            Creio que nem seria preciso reabrir novas discussões para se criar esse tal documento para vocês poderem enviar, sobre o Morro Santa Tereza, pois nos últimos debates já houve quase uma unanimidade à respeito. O Gilberto poderia pegar todas as sugestões realizadas nos respectivos posts criados sobre o assunto e juntá-las às fotos da precária situação atual e assim tal documento já estaria formado! Nesses posts já há todos os exemplos de iniciativas possíveis para a área! Basta a Prefeitura optar por todos, alguns ou algum deles.

            Gilberto, o que achas da idéia do Jorge de aproveitar esse canal criado com o referido assessor e mostrar à ele que é possível fazer MUITO pela área do mirante e sem o poder público gastar NADA! Seria sensacional se isso resultasse em algo concreto para a área, fosse o que fosse!

            Jorge, à propósito, no que tange ao projeto atual do Cais (já que eu ainda não havia deixado a minha opinião sobre ele aqui neste post), concordo que o projeto atual é válido e que no Rio, de certa forma, as coisas são diferentes porque lá até mesmo a União o está apoiando (e pressionando) a favor dele, por se tratar das Olimpíadas, que ocorrerão exclusivamente naquela cidade. Além disso, de fato, o Rio é o Rio, cidade mundialmente conhecida e de porte bem maior do que POA, o que por si só já justifica algumas diferenças entre os projetos. Todavia, acredito que não houve mais interessados devido às várias experiências frustradas anteriores de se tentar emplacar algo para a referida área e sempre acabar em pizza, isso deve ter afastado eles, já que até mesmo para elaborar uns estudos para um simples projeto às vezes se ultrapassa os milhares de reais, chegando até à milhões deles e, muitos, talvez, não quiseram arriscar de por sua grana a perder mais uma vez. Só acho que, apesar de muito válido, ele (projeto atual) foi “limitadamente elaborado” por imposição da própria prefeitura, que sabia que esta seria a única forma de evitar que os pseudo-ambientalistas vencessem mais uma vez. Se não fosse assim, já na época de Brito talvez tivéssemos aquele projeto muito mais grandioso do que o atual ou, quem sabe, até mesmo hoje em dia, se nada ainda tivesse sido pensado, outro melhor surgiria e mais interessados teriam aparecido. Mas concordo que não adianta especular sobre isso, esse é o atual projeto, já em vias de ser executado e já é bem válido e, se não houve outros interessados, paciência! Já será um grande avanço para a cidade!

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          • Esqueci de dizer, quanto ao projeto da orla, creio que a prefeitura desistiu e o engavetou sem nem sequer tentar procurar por interessados, já que nunca mais se falou nada do assunto e nada se ouve falar em licitações à respeito, como ocorreu com o Cais. Uma prova disso é o silêncio do Edemar sobre o assunto, sem novidades.

            Seria um bom projeto, apesar de ahar que a prefeitura deveria abrir um concurso internacional deixar que a iniciativa privada e os grandes escritórios de arquitetura pensassem em algo bonito e viável para a área.

            Aqueles estacionamentos flutuantes, por exemplo, pelo menos da forma como forma apresentados, não eram o que seria mais desejável para a área, apesar de sabermos que todo grande projeto precisa de estacionamento para os seus freqüentadores.

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  2. Oi Pessoal! Lembram que a arquiteta Adriana Schonhofen (antiga colunista) tinha feito um texto apontando problemas no projeto do cais (jul/2010)?

    Sem querer tropeçar nas palavras dela, vou resumir de memória os pontos:
    A obra do cais poderia colocar porto alegre no mapa da arquitetura, mas o projeto é fraco e desatualizado. Não mostra conceitos, não apresenta diagramas de trânsito, acessibilidade e climatização. Tem sérios problemas de circulação de pessoas, não resolve totalmente a questão do muro. As torres de vidro da forma que estão são ultrapassadas e mal localizadas. O paisagismo é banal. As zonas são fragmentadas onde shopping, escritórios e cais se comunicam mal. O entorno do centro não foi incluído na revitalização.

    As sugestões dela são muitas, as principais seriam definir o conceito por trás do projeto para assim fazer o paisagismo e arquitetura de forma mais coesa. Ela citava outras ideias de casos bem sucedidos de revitalização. Sobre os prédios, eles deveriam ser erguidos do outro lado da avenida e, se forem de vidro, deveriam ser melhor planejados. A avenida Mauá precisa estar inclusa na revitalização e evitar passarelas, melhorando o acesso a pé e pelo sistema de transporte público, incluindo aí um estudo para tentar estender o transporte aquaviário ao cais. Já o entorno, em especial o gasômetro, precisaria ser sinalizado e unido a revitalização (o cais não deveria ficar isolado). Ela propõe que a parte cultural aborde história e educação, mostrando como era a navegação na cidade antigamente, como é tratada a água da cidade hoje etc.

    Alguém sabe como ficaram essas questões no novo projeto?
    Não quero fazer o papel do chato, mas achei procedentes as colocações da Adriana, o artigo completo tá aqui:
    http://schonhofen.blogspot.com/2011/01/como-se-faz-uma-analise-critica-de-um.html

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    • Glauber,
      eu li na época esse texto, sinceramente nao vou responder ponto por ponto porque ficaria enorme aqui. Uma coisa é o ante-projeto apresentado na licitacao, outra é o projeto mesmo, onde estao todos esses detalhes que ela diz faltar. Ontem no almoço da Federasul muitos diagramas explicam exatamente aquilo que ela critica, acho que ela deveria ver isso e, se quiser, fazer outras criticas mais pertinentes, baseada em uma informacao mais precisa…

      Muitas das criticas para mim sao questao de gosto, como o muro, uns gostaram, outros nao, porque haveria de ser uma coisa unânime? Eu gostei, é ironico que o Guaiba passe por cima do muro, mas nao como catástrofe, mas como beleza visual e sonora….

      De qualquer forma embora cada um tenha todo o direito de criticar o que quiser, teria sido muito melhor que as criticas dela tivessem tomado uma forma positiva, como um projeto apresentado na licitacao, mas ela se justifica dizendo que nao teve tempo habil para apresentar (olha, desde 2008 o modelo da revitalizacao tem sido discutido e houve poucas alteracoes de ultima hora…).

      Além disso, uma coisa é apresentar um projeto arquitetônico alternativo, outra coisa é conseguir cumprir as exigencias economico-financeiras do edital, que procurou empreendedores com muita experiencia em projetos parecidos e muita capacidade de financiamento, justamente para termos mais segurança na realizaçao..ficar no meio do caminho seria o pior cenário…

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  3. “Os “espanhóis”: na verdade, um consórcio de 5 empresas, 1 brasileira e 4 espanholas e pelo edital nesses casos a liderança do consórcio é sempre assumida pela brasileira, no caso a Contern, braço da construção civil do grupo Bertin, que tem grande capacidade de financiamento:”

    Então, ao contrário do que o Giba informou, 4 empresas espanholas entram como investidoras no projeto..e isso significa – grana.
    Serão 5 empresas a investir. Uma brasileira, líder do consórcio conforme a legislação brasileira e mais 4 espanholas. Todas vão colocar grana no negócio….isso se o negócio sair.

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  4. Os espanhois fazem parte do consorcio, o que e’ otimo pela experiencia europeia que trazem. A gente sabe, a arquitetura brasileira nao vale nada, fica atras ate’ da dos paises vizinhos do Mercosul. O Cais vai sair, nao tem volta, os secadores perderam.

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  5. Na boa, eun tbm fiquei perdido, uma hora falavam uma coisa e agora falam outra… Mas vamos esperar pra ver. Quero o melhor pra cidade, mas as vezes até quem quer muito acaba atrapalhando… Como aqui é Brasil e tudo demora, sei não.

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