Porto Imagem e Movimento Quero Cais conversam com Edemar Tutikian (Cais Mauá)

A reunião foi extremamente positiva, no final da tarde de ontem, 07 de julho

Da esquerda para a direita: Edemar Tutikian, Filipe Wels, Maria Cristina Niles, Jorge Piqué, Gilberto Simon, Daniel Serafim.

Parte da Equipe do Blog Porto Imagem (Daniel Serafim, Filipe Wels e Gilberto Simon) juntamente com integrantes do Movimento Quero Cais (Jorge Piqué e Maria Cristina Niles) estiveram conversando ontem no final da tarde com Edemar Tutikian, o Assessor Especial do Prefeito José Fortunati para Grandes Projetos, como a Revitalização do Cais Mauá e dos estacionamentos subterrâneos que serão construídos em Porto Alegre. Tutikian, ex-diretor-presidente da Caixa-RS, é o responsável por agilizar os procedimentos que dependerão da área pública do projeto.

A reunião foi bastante esclarecedora, em relação a alguns detalhes do Projeto do Cais Mauá, como por exemplo, a certeza de que o prédio sede da SPH será preservado. Tivemos a informação também que os responsáveis pelo empreendimento construirão as novas sedes da SPH e dos bombeiros que estão no cais, além de outros órgãos que se encontram na área.

Entre outras coisas, Tutikian nos afirma que o projeto será levado adiante, que o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Alegre estão se empenhando para que se torne realidade. Há expectativa, segundo ele, que as obras possam começar ainda em dezembro de 2011. Os processos de EVU e EIA-RIMA serão agilizados, sendo que a parte do consórcio já está bastante adiantada.

Outra notícia interessante é que será dada prioridade no início do projeto, às obras dos armazéns, passando ao shopping ao lado do Gasômetro e após as torres de escritórios e hoteis. Ele nos confirma que haverá o Hotel Hyatt. Para a Copa de 2014 espera-se que pelo menos os armazéns e o shopping estejam prontos. Está confirmada também a participação da Livraria Cultura, que fará unidade similar a principal loja de São Paulo, com uma grande livraria, auditório para eventos e cafeteria.

O valor do empreendimento total ficará em torno de 500 milhões de reais, incluindo a participação de empresas como a Livraria Cultura.

Será construído também um terminal turístico para navios de passageiros (que possam entrar no Guaíba, com calado entre 5 e 6 metros) fora do Cais Mauá, mas integrado a este por uma via interna que também será construída pelo Consórcio.

Segundo Tutikian, embora o munícipio permita a construção no Cais Mauá de torres com até 100m, o Consórcio decidiu, mais por uma questão de visão de melhor integração do projeto ao Centro da cidade, do que de um posto de vista estritamente financeiro, limitar as torres a 70m.

Ficará por conta do Consórcio também os custos e a construção de um novo acesso viário tanto ao Cais Mauá como ao Cais Navegantes, com a abertura de um túnel para acessar a área do Cais. Também a “ligação aérea ou em nível, vegetada sobre a Avenida Presidente João Goulart, integrando a Praça Brigadeiro Sampaio ao Cais Mauá”, prevista pela lei municipal que regula os usos do Cais Mauá será realizada e paga pelo Consórcio, como mais uma contrapartida ao arrendamento da área.

Saímos da reunião bastante confiantes de que realmente vá sair o projeto de revitalização do Cais exatamente como divulgado.

Queríamos agrader ao Tutikian pela gentileza em nos receber e pela disponibilidade em conversar e dar todas as informações sobre esse importante projeto para Porto Alegre. A reunião durou quase 2 horas e meia, na Secopa (Secretaria Extraordinária para a Copa 2014), que também tem várias vezes manifestado, através do secretário Joao Bosco Vaz, a importância do Cais Mauá para a Copa 2014.

Caso queiram fazer perguntas específicas, fiquem a vontade. Tentaremos responder.

Texto: Gilberto Simon (Porto Imagem) e Jorge Piqué (Quero Cais)

Atualizado às 18:02



Categorias:Projeto de Revitalização do Cais Mauá, QUERO CAIS

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46 respostas

  1. Parabéns pela iniciativa!

    Pena que outros grandes projetos possíveis para a cidade não tenha sido abordados na reunião. Pelo visto o tal Assessor da Prefeitura Municipal para Grandes Obras não tenha tido nada para anunciar para outras áreas da cidade, como o Gasômetro, sua orla e o precário Mirante do Morro santa tereza, assim como o abandonado extremo sul da cidade.

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    • Talvez não tenha ficado claro, mas a reunião foi marcada com o Tutikian apenas para falar sobre a questão do Cais Mauá, não outros projetos. Na prática acabamos falando de outras coisas, como o metrô e a nova marina pública, além de assuntos diversos. Comentamos também a necessidade de um projeto para o Morro de Santa Tereza. Nos nossos relatos sobre a reunião, nos restringimos apenas ao assunto principal.

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      • Humm. Entendo.

        Todavia, não creio que a Prefeitura esteja em vias de fazer algo para as outras áreas da cidade além do Cais, senão já estariam fazendo algo, ao menos, senão ainda licitando, pelo menos cogitando, já que as eleições estão próximas e depois já vem a Copa das Confederações e na seqüência a Copa do Mundo. Se ele não anunciou nada para vocês referente à outras iniciativas, dificilmente dá para esperar por algo nesse sentido além do Cais.

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        • Note que isso sao coisas que nao dependem apenas da prefeitura, tem que haver o interesse dos investidores. Veja o trem-bala ligando rio e sampa, nao é uma ideia ótima? nao apareceu ninguem…. o governo federal fez mal a licitacao? Se tivesse aparecido um interessado estariam felizes da vida, e foi isso que aconteceu na licitacao do Cais Mauá, apareceu so um e ai criticaram…. bom… um é melhor que nenhum….

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          • Depende sim, Jorge. Exclusivamente dela (Prefeitura).

            Se ela não tem grana, que faça uma concessão das áreas para a iniciativa privada ou que faça uma parceria público-privada, conforme for o caso. Se não aparecer ninguém interessado, aí tudo bem não será culpa dela, mas até então é, pois sequer chegou a tentar

            Se ela nem lançou edital de nada e nem demonstrou interesse, como poderia saber se há ou aparecer interessados? Se Veranópolis ganhou um torre panorâmica e Camboriú, bondinhos aéreos, porque POA não teria interessados, se milhões de pessoas desembarcam em POA todos os anos rumo à Gramado?

            Veja que nem uma simples revitalização da praça onde fica o Mirante do Morro Santa Tereza eles sequer cogitam. Isso é, sim, culpa exclusiva da Prefeitura Municipal. Em Curitiba a história seria diferente.

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          • Vc tem razao de certo modo, tem que ir atrás também. No caso da Marina pública eles estão se movimentando, não lembro bem dos detalhes, talvez o Gilberto possa esclarecer. Acho que já tem um grupo interessado até. No caso do Morro de Santa Tereza, falei também na idéia de um teleférico, que ligaria a zona em frente ao Beira-Rio ao alto do morro, falei que havíamos discutido aqui no blog, e acho que falei que o prefeito de Osório (do mesmo partido do Fortunati) está querendo fazer um lá também (nao sei se falei ou pensei em falar apenas). Eu acho que nao seria um investimento muito caro e seria o inicio da recuperacao do Morro S.Tereza, que é a melhor vista da cidade e está abandonado. Acho que depois do Cais Mauá seria o projeto de carater turístico mais importante para a cidade. Como se abriu uma boa relação com o Tutikian, acho que poderiamos tocar mais vezes nesse tema.

            Uma sugestão: porque quem está mais por dentro do Morro de Santa Tereza, e participou da discussao no blog, nao cria algum documento, reunindo as idéias, com fotos. Coloca em discussao aqui e se houver um consenso minimo, enviamos ao Tutikian, como uma colaboracao do blog à prefeitura. O Santa Tereza realmente vale a pena.

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          • Excelente idéia, Jorge!

            Creio que nem seria preciso reabrir novas discussões para se criar esse tal documento para vocês poderem enviar, sobre o Morro Santa Tereza, pois nos últimos debates já houve quase uma unanimidade à respeito. O Gilberto poderia pegar todas as sugestões realizadas nos respectivos posts criados sobre o assunto e juntá-las às fotos da precária situação atual e assim tal documento já estaria formado! Nesses posts já há todos os exemplos de iniciativas possíveis para a área! Basta a Prefeitura optar por todos, alguns ou algum deles.

            Gilberto, o que achas da idéia do Jorge de aproveitar esse canal criado com o referido assessor e mostrar à ele que é possível fazer MUITO pela área do mirante e sem o poder público gastar NADA! Seria sensacional se isso resultasse em algo concreto para a área, fosse o que fosse!

            Jorge, à propósito, no que tange ao projeto atual do Cais (já que eu ainda não havia deixado a minha opinião sobre ele aqui neste post), concordo que o projeto atual é válido e que no Rio, de certa forma, as coisas são diferentes porque lá até mesmo a União o está apoiando (e pressionando) a favor dele, por se tratar das Olimpíadas, que ocorrerão exclusivamente naquela cidade. Além disso, de fato, o Rio é o Rio, cidade mundialmente conhecida e de porte bem maior do que POA, o que por si só já justifica algumas diferenças entre os projetos. Todavia, acredito que não houve mais interessados devido às várias experiências frustradas anteriores de se tentar emplacar algo para a referida área e sempre acabar em pizza, isso deve ter afastado eles, já que até mesmo para elaborar uns estudos para um simples projeto às vezes se ultrapassa os milhares de reais, chegando até à milhões deles e, muitos, talvez, não quiseram arriscar de por sua grana a perder mais uma vez. Só acho que, apesar de muito válido, ele (projeto atual) foi “limitadamente elaborado” por imposição da própria prefeitura, que sabia que esta seria a única forma de evitar que os pseudo-ambientalistas vencessem mais uma vez. Se não fosse assim, já na época de Brito talvez tivéssemos aquele projeto muito mais grandioso do que o atual ou, quem sabe, até mesmo hoje em dia, se nada ainda tivesse sido pensado, outro melhor surgiria e mais interessados teriam aparecido. Mas concordo que não adianta especular sobre isso, esse é o atual projeto, já em vias de ser executado e já é bem válido e, se não houve outros interessados, paciência! Já será um grande avanço para a cidade!

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          • Esqueci de dizer, quanto ao projeto da orla, creio que a prefeitura desistiu e o engavetou sem nem sequer tentar procurar por interessados, já que nunca mais se falou nada do assunto e nada se ouve falar em licitações à respeito, como ocorreu com o Cais. Uma prova disso é o silêncio do Edemar sobre o assunto, sem novidades.

            Seria um bom projeto, apesar de ahar que a prefeitura deveria abrir um concurso internacional deixar que a iniciativa privada e os grandes escritórios de arquitetura pensassem em algo bonito e viável para a área.

            Aqueles estacionamentos flutuantes, por exemplo, pelo menos da forma como forma apresentados, não eram o que seria mais desejável para a área, apesar de sabermos que todo grande projeto precisa de estacionamento para os seus freqüentadores.

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  2. Oi Pessoal! Lembram que a arquiteta Adriana Schonhofen (antiga colunista) tinha feito um texto apontando problemas no projeto do cais (jul/2010)?

    Sem querer tropeçar nas palavras dela, vou resumir de memória os pontos:
    A obra do cais poderia colocar porto alegre no mapa da arquitetura, mas o projeto é fraco e desatualizado. Não mostra conceitos, não apresenta diagramas de trânsito, acessibilidade e climatização. Tem sérios problemas de circulação de pessoas, não resolve totalmente a questão do muro. As torres de vidro da forma que estão são ultrapassadas e mal localizadas. O paisagismo é banal. As zonas são fragmentadas onde shopping, escritórios e cais se comunicam mal. O entorno do centro não foi incluído na revitalização.

    As sugestões dela são muitas, as principais seriam definir o conceito por trás do projeto para assim fazer o paisagismo e arquitetura de forma mais coesa. Ela citava outras ideias de casos bem sucedidos de revitalização. Sobre os prédios, eles deveriam ser erguidos do outro lado da avenida e, se forem de vidro, deveriam ser melhor planejados. A avenida Mauá precisa estar inclusa na revitalização e evitar passarelas, melhorando o acesso a pé e pelo sistema de transporte público, incluindo aí um estudo para tentar estender o transporte aquaviário ao cais. Já o entorno, em especial o gasômetro, precisaria ser sinalizado e unido a revitalização (o cais não deveria ficar isolado). Ela propõe que a parte cultural aborde história e educação, mostrando como era a navegação na cidade antigamente, como é tratada a água da cidade hoje etc.

    Alguém sabe como ficaram essas questões no novo projeto?
    Não quero fazer o papel do chato, mas achei procedentes as colocações da Adriana, o artigo completo tá aqui:
    http://schonhofen.blogspot.com/2011/01/como-se-faz-uma-analise-critica-de-um.html

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    • Glauber,
      eu li na época esse texto, sinceramente nao vou responder ponto por ponto porque ficaria enorme aqui. Uma coisa é o ante-projeto apresentado na licitacao, outra é o projeto mesmo, onde estao todos esses detalhes que ela diz faltar. Ontem no almoço da Federasul muitos diagramas explicam exatamente aquilo que ela critica, acho que ela deveria ver isso e, se quiser, fazer outras criticas mais pertinentes, baseada em uma informacao mais precisa…

      Muitas das criticas para mim sao questao de gosto, como o muro, uns gostaram, outros nao, porque haveria de ser uma coisa unânime? Eu gostei, é ironico que o Guaiba passe por cima do muro, mas nao como catástrofe, mas como beleza visual e sonora….

      De qualquer forma embora cada um tenha todo o direito de criticar o que quiser, teria sido muito melhor que as criticas dela tivessem tomado uma forma positiva, como um projeto apresentado na licitacao, mas ela se justifica dizendo que nao teve tempo habil para apresentar (olha, desde 2008 o modelo da revitalizacao tem sido discutido e houve poucas alteracoes de ultima hora…).

      Além disso, uma coisa é apresentar um projeto arquitetônico alternativo, outra coisa é conseguir cumprir as exigencias economico-financeiras do edital, que procurou empreendedores com muita experiencia em projetos parecidos e muita capacidade de financiamento, justamente para termos mais segurança na realizaçao..ficar no meio do caminho seria o pior cenário…

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  3. “Os “espanhóis”: na verdade, um consórcio de 5 empresas, 1 brasileira e 4 espanholas e pelo edital nesses casos a liderança do consórcio é sempre assumida pela brasileira, no caso a Contern, braço da construção civil do grupo Bertin, que tem grande capacidade de financiamento:”

    Então, ao contrário do que o Giba informou, 4 empresas espanholas entram como investidoras no projeto..e isso significa – grana.
    Serão 5 empresas a investir. Uma brasileira, líder do consórcio conforme a legislação brasileira e mais 4 espanholas. Todas vão colocar grana no negócio….isso se o negócio sair.

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  4. Os espanhois fazem parte do consorcio, o que e’ otimo pela experiencia europeia que trazem. A gente sabe, a arquitetura brasileira nao vale nada, fica atras ate’ da dos paises vizinhos do Mercosul. O Cais vai sair, nao tem volta, os secadores perderam.

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  5. Na boa, eun tbm fiquei perdido, uma hora falavam uma coisa e agora falam outra… Mas vamos esperar pra ver. Quero o melhor pra cidade, mas as vezes até quem quer muito acaba atrapalhando… Como aqui é Brasil e tudo demora, sei não.

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  6. Um dos problemas em relação ao Projeto de Revitalização do Cais Mauá é que as pessoas não leram o edital.

    Os “espanhóis”: na verdade, um consórcio de 5 empresas, 1 brasileira e 4 espanholas e pelo edital nesses casos a liderança do consórcio é sempre assumida pela brasileira, no caso a Contern, braço da construção civil do grupo Bertin, que tem grande capacidade de financiamento:

    “No consórcio de empresas e/ou outras entidades, brasileiras e
    estrangeiras, a liderança caberá, obrigatoriamente, à empresa ou entidade
    brasileira, nos termos do art. 33, § 1º, da Lei 8.666/93.” p. 13

    Os espanhóis contribuem com toda a parte de concepção, mas eles não sao contratados pela Contern para dar consultoria, eles são sócios. Como sócios devem todos se submeter às exigências financeiras estipuladas no edital. Por mais belas idéias que eu tenha, eu nao tenho condições de cumprir as exigências econômico-financeiras desse edital, que pelo tamanho do projeto exigem também um certo tamanho e experiência dos licitantes.

    O consórcio por sua vez contrata empresas para diversos fins, para a concepcao arquitetônica do projeto eles contrataram um escritório espanhol, a b720, com sede em Madrid e Barcelona, e com muita experiência de grandes projetos, e a empresa do Jaime Lerner.

    Talvez até tenhamos muitas pessoas com competência no Estado para propor um projeto muito bom para o Cais Mauá, mas a questao é se elas tem a capacidade de alavancamento financeiro que esse projeto exige. Não é simples chegar num banco e pedir 400 milhoes, vc tem que dar garantias, e essas empresas do Consórcio, garantem com o capital que elas já tem, com passado delas, com os balanços equilibrados.
    Vejam que o edital exige certas condicoes muito claras aos licitantes:

    “Na entrega da proposta o licitante teve que entregar “Documentação, (…) destinada a comprovar a habilitação jurídica, qualificação técnica, qualificação econômico-financeira, regularidade fiscal” p. 16

    E demonstrar “Experiência na gestão da promoção imobiliária com áreas destinadas à
    habitação, lazer, entretenimento e negócios (serviços e comércio) por um
    valor mínimo equivalente a R$ 200.000.000,00 (duzentos milhões de reais);
    no caso de experiências internacionais o valor mínimo deverá ser
    equivalente em dólares americanos.” p. 17

    e entregar uma “Carta de compromisso de investimento mínimo em obras e instalações
    necessárias à implantação e operação do Complexo Cais Mauá, no valor de
    R$ 350.000.000,00 (trezentos e cinquenta milhões de reais), na forma do
    Anexo VIII – Compromisso de Investimento Mínimo.” p. 21

    Fica claro no edital (que ninguém leu….) que o vencedor da licitação, no caso o Consórcio, ou qualquer um que tivesse vencido que é uma obrigaçao do Arrendatário buscar financiamento:

    12.1. Constituem-se obrigações da Arrendatária:
    “xiv.viabilizar junto à(s) instituição(ões) financeira(s) o financiamento necessário
    para o Complexo Cais Mauá, nos termos deste Edital e do Contrato de
    Arrendamento” p. 36

    Os termos do edital exigem um prazo para entregar os contratos de financiamento de no minimo 400 milhoes, senao o Consórcio deverá pagar multa:

    “14. ESTRUTURAÇÃO FINANCEIRA DO COMPLEXO CAIS MAUÁ
    Quando pactuado financiamento para construção, implantação, manutenção,
    conservação, melhoria, gestão, exploração e operação do Complexo Cais Mauá,
    a Arrendatária deverá apresentar ao Arrendante, no prazo máximo de até 180
    (cento e oitenta) dias após a celebração do Contrato de Arrendamento, o(s)
    contrato(s) firmado(s) com instituição(ões) financeira(s)com patrimônio líquido
    mínimo de R$ 400.000.000,00 (quatrocentos milhões),.
    14.1. Caso o(s) contrato(s) referido(s) acima não seja(m) apresentado(s) ao
    Arrendante em até 30 (trinta) dias após o termo final do prazo de 180 (cento e
    oitenta dias) contemplado no item 14, o Arrendante poderá proceder na
    declaração de caducidade do Contrato de Arrendamento, sem prejuízo de
    aplicação de multa e juros, conforme estabelecido na minuta referida no Anexo
    IX ao presente Edital.
    14.2. Sem prejuízo do subitem anterior, a Licitante vencedora desta
    Concorrência deverá apresentar ao Arrendante, em até 30 (trinta) dias] contados
    da adjudicação do objeto desta Concorrência, carta-compromisso emitida por
    instituição(ões) financeira(s), na(s) qual(is) esta(s) assume(m) o compromisso de
    viabilizar o Contrato de Arrendamento.
    14.3. Caso a Licitante vencedora desta Concorrência não apresente ao
    Arrendante, no prazo estabelecido no subitem 14.2, a referida cartacompromisso,
    estará sujeita ao pagamento de uma multa de 5% sobre o Valor
    Anual de Arrendamento, mais juros de mora no valor de 1% (um por cento) ao
    mês, calculados pro rata die.” p. 38

    Espero ter ajudado um pouco…. Esse edital nao foi feito por amadores, várias das coisas que se discutiram como o predio da SPH e os bombeiros já estavam completamente definidos no edital, que nao lemos, inclusive eu….:

    “Das Obras de Caráter Público:
    A Arrendatária deverá se comprometer a:
    – Relocalizar no Projeto e custear a construção do conjunto de instalações
    situadas atualmente no Cais Mauá pertencentes à Corporação de Bombeiros,
    Anvisa e à SPH (Sede, oficinas, almoxarifado, OGMO) em uma área a ser
    delimitada, dentro do Porto Operacional.
    – As benfeitorias a serem edificadas deverão corresponder ao valor venal das
    instalações atualmente ocupadas pela SPH, na área a ser revitalizada,
    constituídas da sede, das oficinas, do almoxarifado e da OGMO. O valor venal
    dessas instalações será apurado pelo Departamento de Patrimônio da Secretaria
    da Administração e Recursos Humanos.
    – Os projetos de engenharia das novas construções deverão ser submetidos
    à aprovação do Arrendante e à SPH, sem prejuízo da aprovação dos demais
    órgãos competentes.
    – O custo de construção das novas instalações observará o valor do CUB-RS
    de acordo com o padrão de acabamento para projetos comerciais.” p. 60

    E os bombeiros tem que ficar no porto pq como o próprio edital explica se trata da “Estação Naval (!) do Corpo de Bombeiros com todo o equipamento necessário para o combate a incêndios por água e por terra.” p. 57

    Todas as obras de acesso viário em torno do Cais Mauá serão pagas e feitas pelo vencedor da licitacao:

    “A execução das obras nas áreas públicas, necessárias para a acessibilidade
    do empreendimento, será de responsabilidade da Arrendatária conforme edital
    de licitação.” p. 61

    Isso fora todas as contrapartidas que já sabíamos….

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    • Beleza Jorge !!!!!! Isso sim que é comentário construtivo ! Um comentário que ajuda e não destroi. Gente inteligente é outra coisa !

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    • Muito bom o comentário, Jorge. Fica claro que não é o escritório de arquitetura espanhol que vai investir. Assim, poderia ser um escritório/instituição brasileira, como aconteceu no projeto Rio Maravilha, muito superior ao adotado aqui nos pampas … Também li, detalhadamente, o Edital, desde o momento em que ele foi publicado pela Cecom, e sei que tem gente que ainda não leu (inclusive no governo). Mas leiam ele na íntegra, pois a parte financeira, por exemplo, tem aspectos muito interessantes …

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      • Mas acho que Porto Alegre e Rio são casos bem diferentes. Lá eles fizeram um concurso para a parte habitacional, é na verdade um conjunto de edificios pelo que vi, para moradia, comercio e hotel (de 45 andares!).

        Quem ganhou o concurso tem o direito de construir em 40% da área do projeto, uns 170 mil m2. Mas ainda tem que ver quem vai investir mesmo.

        No caso do Rio é mais facil encontrar investidores:
        1) se trata de Jogos Olímpicos concentrados em uma cidade, nao é uma das sedes da Copa, como Porto Alegre;
        2) É o Rio…. nao preciso dizer mais nada….
        3) Vai ter investimentos federais, estaduais, municipais, privados… vai ter de tudo… aqui o Estado não tem como investir….

        Se o Estado do RS fizesse um concurso de arquitetura, quem daria a certeza que iriam aparecer investidores para realizar um projeto que nem é deles? Se temos dinheiro, a melhor solucao é fazer um concurso e escolher o que quisermos. No nosso caso o Estado fez um modelo em que o projeto arquitetônico já faria parte do plano de investimentos. Ele determinou uns principios gerais, que todos os licitantes deveriam cumprir e cada um faria a sua versao do projeto arquitetonico. Mesmo assim so uma proposta foi feita.

        Imaginem se houvesse um concurso arquitetonico e os licitantes ficassem obrigados a fazer apenas aquele projeto, que quem escolheu em todos os detalhes foi o governo, um projeto fechado, sem margem de manobra…. nao apareceria ninguem… porque é Poa, pq nao sao os Jogos Olímpicos, pq é o unico investimento no local, enquanto o Porto Maravilha é uma área de 1 milhão de metros quadrados, etc etc.

        São dois casos muito diferentes. Quando Porto Alegre sediar os Jogos Olímpicos, faremos como o Rio ….

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  7. Como tem gente medíocre neste mundo, Meu Deus !

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  8. Gilberto, uma afirmação que me deixou perplexo: “os espanhóis não vão investir, eles trouxeram a idéia do projeto”. Ora, no ano passado foi apregoado aos quatro ventos que os espanhóis iriam investir 500 milhões na “revitalização” do Cais Mauá. As “idéias” sobre a reurbanização dessa área começaram a surgir há mais de 15 anos, e foram de grande diversidade. A “revitalização” dos cariocas (Rio Maravilha, um excelente projeto, muito avançado) foi CONCEBIDO por arquitetos brasileiros. Faço parte da diretoria do sindicato dos engenheiros do RS, que integra também arquitetos, e do CREA/RS (do qual sou conselheiro, pela quarta vez), e não entendi o propósito dos espanhóis: se não vão investir, o que vieram fazer aqui? Dar idéias? Ora, não somos anencéfalos, e temos excelentes arquitetos aqui no RS, sem falar no resto do País (alguns dos nossos arquitetos têm projetos/obras em vários países …). Outra coisa, para ter uma “idéia” do que foi feito no Porto de Barcelona, dentre outros, não preciso ir lá, nem eles virem aqui (a tecnologia de comunicação mudou bastante nesses últimos anos …). Registro que sou engenheiro mecânico. Imagino que os colegas arquitetos também não tenham qualquer dificuldade para fazer isso. Isso tá cheirando “consultoria” (assessoria, etc.). Consultoria dos espanhóis em arquitetura? Por favor, aqui nós temos professores (mestres) para eles! Nem vou citar nomes.

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    • Esse projeto está cheio desse tipo de informação que depois se verifica não corresponder à realidade. Parecia que estava tudo ok depois se descobre que a área não era de direito do RS e sim da União. Diziam que as torres seriam perto da rodoviária, mas depois se percebe que serão em frente ao mercado público. E ninguém fala como será o trânsito no início da manhã e no final da tarde. Sei lá… Tudo isso acaba gerando desconfiança… Não faz bem para a imagem do projeto perante a população da cidade.

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  9. Estive também na reunião e postei um resumo no Movimento Quero Cais, no Facebook. Estou copiando e colando aqui simplesmente, desculpem por repetir algumas coisas que já estão ditas acima (é falta de tempo para reescrever mesmo….):

    Ontem, dia 7 de julho, fizemos uma visita ao Edemar Tutikian, assessor especial do Prefeito José Fortunati na área de Grandes Projetos. Tutikian será o principal responsável dentro da prefeitura pela preparação de todas as licenças necessárias ao início das obras e sem dúvida umas das pessoas que mais conhece todos os detalhes do projeto de revitalização do Cais Mauá.

    Segundo Tutikian, se o Estado entregar a área agora em julho ao Consórcio, é ainda possível que até dezembro de 2011 se possa começar as obras pelo menos na parte de infra-estrutura, como água e esgoto. A reunião foi muito proveitosa, pois foi confirmado que, pelo planejamento atual, já em 2013, para a Copa das Confederações, os armazéns e a estrutura de lazer estarão abertos à população. Se espera que em 2014, na Copa do Mundo, o centro comercial também esteja funcionando. Portanto, a parte mais importante para o recebimento de turistas e da população da cidade estaria praticamente pronta em 2014, ficando o término das torres para depois da Copa.

    Tutikian reafirmou o empenho da Prefeitura em agilizar os procedimentos para que o início das obras não sofra mais atrasos. Também destacou que o governo do Estado vem demonstrando seu apoio ao projeto, principalmente pela ação da Casa Civil para chegar a um acordo com a Antaq, que se espera será assinado nos próximos dias, ieberando a área.

    Outras informações são que não somente a sede da SPH no Cais Mauá será preservada, mas que pelo edital da licitação uma das contrapartidas acertadas é a construçao de uma nova sede, provavelmnte no Cais Navegantes, com custo pago pelo Consórcio. Já que o Corpo de Bombeiros atualmente ocupa parte do Cais Mauá onde será erguida uma das torres, também será construída pelo Consórcio uma nova sede em outra área.

    Ficará por conta do Consórcio também os custos e a construção de um novo acesso viário tanto ao Cais Mauá como ao Cais Navegantes, através da duplicação da Ramiro Barcelos e com a abertura de um túnel para acessar a área do Cais. Também a “ligação aérea ou em nível, vegetada sobre a Avenida Presidente João Goulart, integrando a Praça Brigadeiro Sampaio ao Cais Mauá”, prevista pela lei municipal que regula os usos do Cais Mauá será realizada e paga pelo Consórcio, como mais uma contrapartida ao arrendamento da área.

    Segundo Tutikian, embora o munícipio permita a construção no Cais Mauá de torres com até 100m, o Consórcio decidiu, mais por uma questão de visão de melhor integração do projeto ao Centro da cidade, do que de um posto de vista estritamente financeiro, limitar as torres a 70m.

    Queríamos agradecer ao Tutikian pela gentileza em nos receber e pela disponibilidade em conversar e dar todas as informações sobre esse importante projeto para Porto Alegre. A reunião durou quase 2 horas e meia, na Secopa (Secretaria Extraordinária para a Copa do Mundo 2014), que também tem várias vezes manifestado através do secretário Joao Bosco Vaz a importância do Cais Mauá para a Copa do Mundo.

    Estavam nesta reunião, pelo Movimento Quero Cais, além de mim, a Maria Cristina Niles e o Gilberto Simon, que também representava o site e blog PortoImagem, junto com Daniel Serafim e Filipe Wels.

    O blog PortoImagem também publicou uma notícia sobre a reunião, onde se podem encontrar outros detalhes:
    http://portoimagem.wordpress.c​om/2011/07/08/porto-imagem-e-m​ovimento-quero-cais-conversam-​com-edemar-tutikian-cais-maua/

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  10. Nao vejo a hora do projeto virar realidade…ai a populacao vai finalmente “abrir os olhos” e o ibope desses grupinhos que pregam o “terrorismo verde hipocrita” por essas bandas a varias decadas vai evaporar.
    “Privatizacao” da area????………..
    Xooooooooo pra la gente do atraso………..

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