Concurso do Sistema Fecomércio-RS escolhe projeto vencedor para a nova sede da entidade

O Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e o departamento do Rio Grande do Sul do Instituto de Arquitetos do Brasil divulgaram na noite de ontem (7) os vencedores do Concurso Público de Arquitetura e Urbanismo, para o projeto do Complexo do Sistema Fecomércio-RS.

O arquiteto Emerson José Vidigal, de Curitiba (PR), classificado em primeiro lugar, será responsável por desenvolver o Complexo de 19 hectares, às margens da Freeway. O projeto prevê a construção do Centro Administrativo do Sistema Fecomércio-RS, Sesc e Senac, Centro de Convivência, Centro de Eventos Sesc e Centro Educacional Senac.

“Uma entidade pujante como a Fecomércio-RS merece uma sede à altura de suas ações, e é certamente o que teremos com o projeto escolhido”, destacou o vice-presidente da Federação, Flávio Gomes, que coordenou o projeto pela Fecomércio-RS. Para o presidente Zildo De Marchi, a expectativa agora é de que o projeto tenha suas obras executadas, o que deverá começar em janeiro de 2013. “Tenho certeza de que todos do nosso Sistema ficarão bastante satisfeitos com a escolha feita nesse concurso”, avaliou.

Foram premiados quatro projetos, entre os 33 submetidos a julgamento. O projeto sob coordenação do arquiteto Gabriel Cruz Grandó, de Porto Alegre (RS) conquistou a segunda colocação, seguido por Tarso Carneiro. Em quarto lugar ficou o trabalho da equipe liderada por Alípio Pires Castelo Branco, de Belo Horizonte (MG). A abertura dos envelopes aconteceu na sede do IAB-RS, na presença da diretoria do Sistema Fecomércio-RS, diretoria do Instituto, membros da comissão julgadora e de licitação, convidados e imprensa.

O projeto vencedor tem à disposição um terreno com 200 mil m². Para a construção, o projeto o Complexo Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac terá área construída de 160 mil m², sendo sua obra arquitetônica ecologicamente sustentável. A garagem projetada comportará 3.500 vagas e, no projeto escolhido, foi prevista uma área administrativa de 20 mil m², a criação de um Centro Educacional Senac-RS, que atenderá feiras e eventos, além de uma arena multiuso com capacidade para dez mil pessoas. A entrada do Complexo será por duas vias: pela Fernando Ferrari e também entrada pela Free Way.

Veja as imagens:

Prédio principal

 

Centro Educacional

 

1ª Fase

 

2ª Fase

 

Vista aérea total

 

 

 

Arquiteto propôs a criação de um edifício garagem que serve como pódio sobre os quais se apóiam as construções principais, impedindo a invasão das águas do rio Gravataí na época de cheias

O Sistema Fecomércio-RS e o departamento do Rio Grande do Sul do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RS) divulgaram os vencedores do Concurso Público de Arquitetura e Urbanismo do projeto das futuras instalações do Complexo que abrange o Sistema Fecomércio-RS, Sesc e Senac.

Área construída será no bairro Anchieta, zona Norte da Capital Foto: VITOR KALSING

O  empreendimento será instalado em área de 19 ha às margens da Freeway, importante rodovia gaúcha, e contará com centro administrativo, centro de convivência, centro de eventos do Sesc e centro educacional para a rede Senac. Os trabalhos tinham como desafio valorar não só a qualidade do complexo, mas levar em consideração no desenvolvimento dos projetos as características específicas do terreno, tais como sua proximidade com a bacia do rio Gravataí e alguns problemas de drenagem e alagamentos na região.

O projeto

A equipe do arquiteto Emerson José Vidigal, de Curitiba, propôs construir em etapas edificações que renovem a paisagem e, ao serem usadas pela comunidade e trabalhadores, induzam a requalificação do entorno. O arquiteto pretende resolver dois problemas centrais: representar em um só complexo o caráter institucional da Fecomércio, Sesc e Senac e impedir que as construções sejam invadidas pela água do Gravataí na época de cheias, sem prejudicar o ecossistema da área.

Para evitar alagamentos, Vidigal cria uma nova topografia, ao propor um edifício garagem na cota de 3 m, que serve como pódio sobre os quais se apóiam as construções principais. Esse prédio tem vistas para áreas verdes do entorno e concentra as áreas técnicas e de serviços do complexo. No teto, recebe tratamento paisagístico, que propicia conforto térmico.

Acima da garagem, em cota de 8 m, o prédio do Centro de Convivência serpenteia pelo complexo. Essa edificação linear funciona como ante-sala que interliga os saguões dos diferentes edifícios.  A ideia é induzir o convívio entre os usuários das instituições. O interior do Centro também abriga as áreas de alimentação, comércio e exposições.

O prédio, localizado na parte central do terreno, permite que os outros edifícios se conectem à medida em que forem construídos. Um balanço na estrutura marca o acesso principal, que fica na porção Sul, em frente à Av. Francisco Ferrari. Na parte Norte, o prédio delimita o espaço da praça de chegada para a área de eventos.

Vidigal também projetou um edifício administrativo, com missão de marcar o caráter institucional das construções. Paralelo à avenida e próximo ao acesso principal, esse prédio constitui-se no volume mais alto do conjunto. O programa foi distribuído em dois blocos: uma base, que abriga áreas de apoio para eventos e lazer e um corpo, que abriga ambientes de trabalho e escritório.

Já o prédio do centro educacional tem seus usos espalhados ao redor de um pátio, que é parcialmente invadido pela garagem. A biblioteca central cobre e marca a entrada desse pátio.

O centro de eventos, por sua vez, foi projetado para ser multifuncional e flexível. Seu espaço principal, a quadra, pode abrigar eventos esportivos ou transformar-se para comportar eventos. O prédio também tem galerias laterais que, com o saguão e área de aquecimento, formam um percurso ao redor da quadra. O conjunto pode, assim, ser usado para feiras e exposições. Abaixo desse edifício, o arquiteto propôs dois pavimentos de garagem, um estacionamento para ônibus, áreas técnicas e áreas de carga e descarga.

A equipe de Vidigal também adotou brises para diminuir a insolação na fachada Leste-Oeste, sugeriu adoção de energia solar e dispôs as edificações no sentido Norte-Sul, de modo a usufruir melhor da luz do sol. Para economizar água, os arquitetos previram espaços para armazenagem de chuva e tratamento de águas servidas.

A estrutura proposta é de aço, com módulo base de 125 cm. Para melhorar o aproveitamento das peças metálicas, os arquitetos projetaram vãos da ordem de 15 m.

Fonte das informações: Sistema Fecomércio/RS e Pini Web Arquitetura



Categorias:Arquitetura | Urbanismo

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9 respostas

  1. Posso garantir que o projeto da Fecomercio em nada afeta a possibilidade de construção de nova pista do Aeroposto,está muito longe mais ou menos 1000 mts.Qdo falam em alagamento do Rio Gravatai,nossa área está totalmente protegida,por um lado pela Free Wai e do aoutro pelo Dique.É uma área úmida,mas não alaga.
    No mais,informo que nosso cronograma preve aprovação total do projetos nos orgaos competentes até dez de 2012 e inicio das obras em janeiro de 2013.
    Flavio Jose Gomes
    Vice presidente da Fecomercio

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  2. Gostei do projeto, pena que ficará exatamente na única área onde seria possível fazer uma nova pista paralela de operações simultâneas para o salgado Filho, que apesar d enão precisar, agilizaria os poucos e decolagens quando atingirmos os 10 milhões de passageiros em 2010, pois hoje isso acontece em Brasília e não há aquelas longas filas de espera de aviões em terra esperando em terra para decolar ou orbitando no ar esperando autorização para pousar, como ocorrer em Congonhas. Uma segunda pista em POA hoje sme dúvida não é (e nem nunca será) algo imprescindível, mas seria extremamente útil. Além disso, mais pátios e terminais poderiam lá serem erguidos e também ligados ao atual terminal 2 pelo aeromóvel. Bastaria um nivevamento da pista de maneira que não ficasse sujeita aos alagamentos a que aquele terreno atualmente é suscetível.

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  3. Da-lhe Emerson e equipe!

    Trabalho duro se paga com o tempo!

    Muito bom piazada! Parabens!

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  4. Finalmente um projeto de qualidade em Porto Alegre depois de anos!
    Implantação fundamentada e formalmente bem interessante. Espero que o projeto saia em sua totalidade, seria um belo exemplar de arquitetura contemporânea em nossa carente Porto Alegre.
    Mesmo utilizando belos renders, se vê um projeto com atitude e objetivo, não seremos tão pessimistas…

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  5. :O

    Gostei!
    Para uma área daquela, no meio de praticamente nada, achei muito bom.
    Vai ficar harmônico com a região e dar um belo ‘up’ na entrada da cidade.

    O complexo Fecomécio, a ponte da Rodovia do Parque, a Arena…. tudo vai deixar com outra cara a entrada de Porto Alegre.

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  6. Lindão….

    Mas por ser lindo de mais, tenho medo que não saia..

    Sabe como é né, Porto Alegre

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  7. O que seria de Neverland sem os renders?

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