Tutikian discute com Smam estacionamento sob o Ramiro Souto

Estacionamentos facilitariam acesso às regiões

Projeto da prefeitura prevê a criação de vagas subterrâneas sob o parque da Redenção e a praça Parobé

No dia 4 de agosto, a prefeitura de Porto Alegre publicará solicitação de manifestação de interesse público para receber estudos sobre a criação de vagas de estacionamento subterrâneo sob o parque Ramiro Souto, na Redenção, e a praça Parobé, no Centro da Capital. De acordo com o prefeito José Fortunati, a consulta pública é o primeiro passo para verificar a viabilidade técnica e econômica do projeto que vai contribuir para a melhoria da mobilidade urbana nos bairros. “Precisamos de informações técnicas sobre o número de vagas, custos e viabilidade das áreas para depois definir o modelo mais adequado e encaminhar a devida licitação”, destaca.

Segundo ele, a construção de um terceiro estacionamento subterrâneo junto à Estação Rodoviária está em análise pelos técnicos da prefeitura. Os estudos apresentados serão avaliados por uma comissão designada pelo prefeito. A equipe poderá selecionar um ou mais estudos, cujas informações servirão de base para a elaboração do projeto básico da licitação pelos técnicos do município.

O projeto é desenvolvido pelo Gabinete de Assuntos Especiais (GAE), ligado ao gabinete do prefeito, em parceria com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC). O edital para a licitação de concessão de área pública precedida de obra será publicado até o final de 2011. Ainda está em definição o prazo final para as manifestações de interesse.

O coordenador do GAE, Edemar Tutikian, disse que pretende discutir com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) o projeto que será desenvolvido no parque. “A proposta tem que passar por várias instâncias, principalmente pela Smam, em função de o parque ser tombado como patrimônio ambiental e cultural”, comenta.

Segundo o secretário municipal da Cultura, Sergius Gonzaga, o estacionamento com entrada pela avenida Osvaldo Aranha e saída pela avenida José Bonifácio resolveria diversos problemas no bairro. O primeiro seria o do auditório Araújo Vianna, que nos dias de shows tem falta de espaço para a colocação dos veículos. De acordo com Gonzaga, o estacionamento no estádio Ramiro Souto facilitaria também o acesso das pessoas que desejam ir ao Brique da Redenção e de quem pretende chegar ao Hospital de Pronto Socorro (HPS). “Um local alternativo com vagas para veículos na região resolveria não só o problema do auditório, mas de diversas atividades do bairro”, destaca.

Outra mudança, segundo Tutikian, terá que ser discutida com a Secretaria Municipal de Esportes, Recreação e Lazer (SME). O Ramiro Souto é utilizado para a prática de atividades esportivas. Em função das obras do estacionamento, o local teria que ser interditado.

O anúncio da prefeitura vem de encontro à proposta defendida por Carlos Konrath, diretor da Opus Promoções. A empresa foi a única concorrente na licitação de reforma do auditório Araújo Vianna, realizado em 2007, e pretende entregar as obras prontas em março de 2012, durante a semana de aniversário de Porto Alegre.

Konrath contou a reportagem do Jornal do Comércio que, junto com a reforma, o ideal seria o desenvolvimento de um projeto, que inclusive já é chamado de Tatu, no qual o parque Ramiro Souto teria uma garagem subterrânea com 702 vagas e um investimento já calculado de R$ 20 milhões. Segundo ele, a obra poderia ser realizada com a participação da iniciativa privada, através de uma Parceria Público-Privada (PPP).

Jornal do Comércio



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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21 respostas

  1. Interromper a prática esportiva? Como assim? O Basquete é sagrado aos sábados e domingos pela manhã lá, nem vem!

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  2. Tá, e os trocentos estacionamentos que existem ao redor não são suficientes? Sem contar os da rua, na Osvaldo Aranha tem vários estacionamentos pagos na frente da Redenção. E se o cidadão quer economizar, que vá de transporte público ou bicicleta. Ninguém jamais economiza andando de carro, é só despesa.

    Penso que em relação aos estacionamentos subterrâneos deviam fazer assim: se criam 150 vagas em estacionamentos subterrâneos, devem liberar 150 vagas de estacionamento em cima, esses que entopem as ruas, e usá-las como faixa exclusiva de ônibus ou ciclovia/faixa.

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    • Isso seria o ideal, Melissa. Reduzir os estacionamentos no solo ou em edifícios-garagem e implantá-los no subterrâneo.

      Quanto a não entender a linha de pensamento… não queremos transforma o centro em enormes avenidas! Ninguém disse isso! O Gilberto apenas citou que o centro de BH não sofreu uma degradação maior por que não impediu a circulação de carros como ocorreu em outras capitais.

      Deve haver um bom senso neste caso, proporcionando que a maioria utilize transporte público de qualidade e que uma minoria mais abastada possa ir de carro e pagar caro por isso (jamais impedindo!). Ou seja, as ruas centrais ficam abertas para os carros, mas as áreas para pedestres / ciclistas / transporte público devem ter preferência e um espaço disponível maior.

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    • É uma boa idéia, mas se é pra abrir tanto estacionamento subterrâneo para liberar espaço para ônibus será que não é mais negócio fazer mais metrô?

      Se bem que pensando bem o custo do metro do metrô deve ser maior que o de estacionamentos em algumas ordens de grandeza 🙂

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      • Já que vai mexer embaixo da terra o metrô é mesmo interessante, mas um estacionamento subterrâneo não deixa de ser uma boa idéia. E se puder apreciar a paisagem a bordo de um trem, bonde ou aeromóvel me parece mais lógico a uma cidade que tem alguma pretensão turística.

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  3. O centro da cidade entrou em decadência justamente por que impediram os carros de circularem anos atrás.

    Creio que devemos, sim, ter melhor transporte público!
    Porém, jamais, impedir o transporte privado!

    Quem quiser ir de carro que pague bem caro por um estacionamento e que os recursos arrecadados sejam em parte utilizados para melhorar ainda mais o transporte público.

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    • As cidades brasileiras que possuem trânsito mais liberado no seu centro sofreram bem menos o processo de degradação ao longo das últimas décadas (Belo Horizonte é um exemplo, em que uma das principais avenidas da cidade passam pelo centro, a Afonso Pena). Portanto, não creio que se deva impedir ou restringir o acesso de carros ou qualquer outro veículo (exceção caminhões) ao centro da cidade. Concordo contigo Rafael.O centro de POA morreu na década de 70 e 80 por causa dos famosos calçadões pra pedestres que implantaram. Agora corre-se atrás para reverter.

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    • Eu não entendo essa linha de pensamento, de achar que onde se abre espaço para os carros, as ruas ficam mais seguras. Até porque insegurança não é só assalto, também conta as mortes e lesões por “acidentes”, que são crescentes. O que vocês enxergam como degradação?

      Se os calçadões são coisas tão degradantes, por que o comércio é tão valorizado justamente naquela parte da Andradas só para pedestres? Se lá fosse aberta uma pista, imaginem só o caos e como ia ficar desagradável, pois o Centro tem muito pedestre.

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    • Olha, até acho que em parte o fechamento do trânsito foi um problema sim mas não dá pra dizer que foi só isso. Não conheço BH, mas acho que houve uma série de fatores que deixaram nosso centro abandonado, inclusive o descontrole na construção de palitões grudados um no outro, invasão de camelôs, por aí vai…

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    • Olhem essa foto do calçadão do centro de Porto Alegre nos anos 70:

      Onde está o problema aí? Eu vejo muito mais degradação e perigo todos os dias na minha rua que é super aberta para os carros, em especial naquele horário que as pessoas saem do trabalho (Avenida Independência). Rafael e Gilberto, gostaria de entender essa linha de pensamento de vocês. SE os calçadões causaram degradação do espaço urbano, certamente não foi pela falta de carros lá.

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  4. Conheço um bocado de gente que perdeu preconceito em relação a outras religiões ou homosexualismo.

    Mas enfim, o ponto da matéria é que já se gasta muito mais em rodoviário do que em meios mais “limpos”, digamos assim. Esta é a crítica.

    Eu não tenho nada contra o estacionamento, podem fazer um de baixo do mercado público que vou continuar indo de ônibus para lá pois nunca vai ter que chega e o trânsito do centro me incomoda.

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  5. Mas eu tambem acho que se deve investir em transporte publico, ciclovias e outros meios…

    Só que acho que tem que investir em ruas, estacionamentos e coisas do tipo.

    A prefeitura poderia por varios estacionamentos em regiões como bom fim, cidade baixa, centro, moinhos, etc… e cobrar por eles.
    Pode cobrar o olho da cara que vai ter quem pague… e isso ja seria uma baita renda para a prefeitura, que poderia ajudar a manter ciclovias e outros meios de transporte.

    Aqui no centro ta faltando vagas nos estacionamentos, eles estão cobrando o olho da cara.. imagina o que a prefeitura não ganharia com isso?

    Tem que pensar como um negocio, gerar dinheiro para dar manutenção nos outros meios, mas se quiserem, continuem sonhando, achando que um dia todo mundo vai andar de onibus ou bicicleta…. coisa que não vai acontecer, nem aqui, nem no mundo… pode aumentar a quantidade de pessoas usando, mas nunca vão ser a maioria, isso ja faz parte da cultura, é como tentar explicar para um fanatico religioso os motivos de aceitar outras religiões e o homosexualismo.

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  6. Os gastos em infra rodoviária não são malignos por si só. O que passa é que estão mal empregados em alargamento de ruas ou o que for. Investimentos em estacionamentos subtarrâneos já é mais bem pensado. Chegar à noite para jantar no Mercado Público… é viável de bicicleta? Nem hoje em dia é de carro. Aliás edifício garagem sim é a maior aberração que se pode ter no Centro.

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    • É viável ir de bicicleta jantar no Centro. Costumo ir com freqüência à noite ao centro aos cinemas, de bicicleta: CCMQ, Santander Cultural, CineBancários. Mas não precisa ir de bicicleta, pode ir de ônibus, de táxi, de lotação.

      Mas não portoalegrense acomodado TEM que ir de carro e estacionar embaixo do restaurante. Por isso que é um dos maiores índices de obesidade do país.

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      • Não fui claro, Marcelo. Sou ciclista e faço muita coisa de bicicleta. Mas ir com a família jantar no Mercado? Nesses eventos onde dar carona é conveniente fica difícil. Acho mais válido investir em transporte público leve como o aeromóvel ou o bonde elétrico, mas um estacionamento subterrâneo é sempre bem vindo.

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  7. Guilherme, o que o pessoal apóia não é apenas investimento em ciclovias, mas também em transporte de massa, como ônibus e metrô. Dá para fazer bastante coisa com transporte público sim. Eu particularmente concordo com eles neste aspecto.

    Mas sim, entendo que a maioria quer copiar aqui o que foi feito em SP, funcionou tão bem lá. E o pior é que não temos nem de perto tanto dinheiro pra despejar em trânsito.

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  8. Contra só por que tu anda de bicicleta.

    90% da população ta louco pra que isso aconteça.
    Não é incentivar o uso do carro, ter um carro faz parte, não pra andar na cidade, mas pra estrada, ir ao mercado, shopping, compras… tem coisas que não da pra fazer de bicicleta.

    Alias, com o que pagamos de impostos, não da pra dizer que o governo facilita para ter carros, é coisa de primeiro mundo, tem que pagar muito pra ter e manter um carro.
    haha

    (como se o governo fizesse isso pensando na natureza e no transito… hashasashus)

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  9. Espero que essa ideia seja concretizada e se multiplique por outras regiões da cidades.

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  10. Todos aqui já sabem que sou contra, e não vou ficar tocando na mesma tecla, gostaria de compartilhar o estudo feito pelo Ipea.

    http://vadebici.wordpress.com/2011/07/10/a-cada-r-1-investido-em-transporte-publico-governo-da-r-12-em-incentivo-para-carro-e-moto/

    Acredito que o estudo em si e a matéria bem sucinta falam por si. Quem quiser continuar com seus “achismos” fique a vontade.

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    • Dados muito interessantes, absurda a diferença de investimento nos diferentes modais. A questão do aumento das tarifas é um problema bem conhecido também…

      A crítica em relação à diminuição de IPI me parece meio mal colocada. Não li no detalhe as referências, mas aposto que pegaram a quantidade de veículos vendidos no período e calcularam o que o governo arrecadaria sem a isenção, mas isso é pseudo-estatística.

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    • Caro Olavo

      Além de subsidiar a industria automobilística estamos salvando a indústria automobilística de diversos países. Falamos tanto do preço dos carros e geralmente atribuímos ao excesso de imposto, porém há no Brasil o chamado Lucro Brasil, que faz o carro nacional ser 3X mais lucrativo do que em qualquer parte do mundo. Para quem quiser ver direitinho quanto que estamos pagando a mais olhe em http://omundoemmovimento.blog.uol.com.br/arch2011-06-01_2011-06-30.html#2011_06-27_18_42_25-142809534-0 , lá está claro pagamos R$15.000,00 a mais em termos de lucro do que no México, Argentina,…. Ou seja, subsidiamos a GM, Ford, Honda,… e o transporte público não.

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