CAIS MAUÁ PERTO DA LIBERAÇÃO

Prefeitura e consórcio aguardam aval da União à concessão do local para as obras

Lerner (e) e Fortunati falaram do projeto que deve receber autorização federal até o final do mês. ANA PAULA APRATO/JC

A expectativa da prefeitura de Porto Alegre e do consórcio Cais Mauá é de que a União autorize, até o final do mês, a concessão da área para as obras de revitalização e posterior arrendamento por 25 anos. Segundo a secretária- adjunta da Casa Civil do Estado, Mari Peruzzo, a formalização do acordo deverá ser feita em reunião na Câmara de Conciliação da Advocacia-Geral da União (AGU), prevista para acontecer entre os dias 26 e 28 de julho.

Nesta data, será assinado o Termo Aditivo nº 2, que prevê a concordância da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) com a transferência dos equipamentos portuários (escritórios) para o Cais Navegantes, onde opera atualmente o porto da Capital gaúcha, e o repasse dos valores referentes ao arrendamento do Cais Mauá à Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH).

De acordo com o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, a aceitação por parte da União é que determinará quando o projeto arquitetônico poderá começar sua tramitação pelos órgãos técnicos das administrações municipal e estadual, que precisam autorizar o início das obras e dar os licenciamentos.

Estes procedimentos deverão ser conduzidos por uma comissão conjunta que terá dedicação exclusiva. Os esforços, afirmou o prefeito, serão feitos para que o completo licenciamento das obras seja concluído até o final deste ano.

Na semana anterior à reunião de conciliação, empreendedores interessados em investir no projeto (que deve ter financiamento privado) se encontrarão com o governador do Estado, Tarso Genro. Para o arquiteto e ex-governador do Paraná Jaime Lerner, a organização do arranjo econômico com os investidores é que determinará o ritmo de execução das obras.

“De todos os projetos de revitalização de orla que tenho conhecimento, este de Porto Alegre é o que tem mais condições de sair do papel em menos tempo, porque aqui se encontra uma conjunção de vontades. O projeto representa um sonho para os porto-alegrenses. Nossa expectativa é que as obras fiquem prontas até a Copa do Mundo. Não podemos dar certeza disso, mas minha experiência mostra que, quando se coloca uma data, as coisas acontecem”, afirmou Lerner, que foi palestrante ontem da reunião-almoço Tá na Mesa, da Federasul.

A um grupo de empresários, o ex-governador, que foi prefeito de Curitiba por três vezes, detalhou a proposta feita em conjunto por seu escritório de arquitetura e pelo escritório espanhol Fermín Vásquez. Dividido em três partes, a reestruturação deve ir do Gasômetro até as docas, passando pelos armazéns. Nestes espaços serão construídos um centro comercial, restaurantes, três torres comerciais e um centro cultural.

“Este é um projeto que se está fazendo sem ganância, sem a avidez dos investidores por tirarem o máximo rendimento. Tanto é assim que as áreas construídas ocupam menos espaço que o permitido em lei e os cuidados de inserção na paisagem foram muito grandes. É uma iniciativa que traz um novo momento para a cidade, por retomar sua frente para o rio, por impactar na recuperação do centro histórico”, avaliou.

Durante a reunião-almoço, o presidente da Federasul, José Paulo Cairoli, afirmou que a entidade, em conjunto com outras organizações comerciais e o Sindicato da Hotelaria e da Gastronomia (Sindpoa), irá espalhar pela cidade 80 outdoors em apoio à revitalização do Cais Mauá. As peças publicitárias devem ser expostas a partir da próxima segunda-feira, dia 18.

Jornal do Comércio –  Clarisse de Freitas

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Matéria do site da Prefeitura:

Grupo de trabalho agiliza tramitação do projeto Cais Mauá

Assim que o governo federal concretizar a sua liberação e o consórcio vencedor ingressar com a documentação, a prefeitura terá um grupo de trabalho dedicado a dar celeridade à análise técnica do projeto de Revitalização do Cais Mauá. A informação foi anunciada pelo prefeito José Fortunati nesta quarta-feira, 13, durante a reunião-almoço Tá na Mesa, promovida pela Federasul. Na ocasião, o projeto técnico foi apresentado pelo arquiteto e ex-governador do Paraná, Jaime Lerner, com a presença da secretária-adjunta da Casa Civil, Mari Perusso. (fotos)

De acordo com Fortunati, o grupo será integrado por técnicos do município e do governo do Estado, sob a supervisão do coordenador do Gabinete de Assuntos Especiais da prefeitura (GAE), Edemar Tutikian. “Os profissionais da prefeitura acompanham o processo desde o nascimento, então possuem conhecimento abrangente do conteúdo. Se a liberação pelo governo federal ocorrer em breve, nossa expectativa é conseguir trabalhar com o consórcio os aspectos técnicos e liberar os licenciamentos até o final do ano”, manifestou o prefeito.

A secretária-adjunta da Casa Civil do Piratini, Mari Perusso, afirmou que o governo do Estado está atuando para buscar a superação dos entraves burocráticos. “Estamos acompanhando a discussão junto à Antaq e aguardamos para o final de julho reunião da Comissão de Conciliação da Advocacia-Geral da União”, disse.

Ao apresentar as características da revitalização, Jaime Lerner enfatizou a integração dos poderes em benefício do projeto. “A prefeitura e o governo estadual souberam definir a melhor ocupação possível, num processo transparente desde o princípio”, avaliou. Lerner reforçou que o Cais Mauá é uma das iniciativas mais importantes da sua trajetória profissional. “Será um momento histórico para Porto Alegre. O projeto irá recuperar a interação com o rio, atraindo os jovens e uma nova perspectiva para a economia local”, disse o arquiteto.

Fortunati enfatizou que a revitalização do Cais Mauá, junto com a construção do metrô, são dois grandes sonhos dos porto-alegrenses que estão perto da concretização. “Esse investimento irá devolver o contato com a orla e será fundamental na revitalização do Centro Histórico, na geração de emprego e renda e para o turismo de Porto Alegre, numa modelagem com sustentabilidade”, reforçou o prefeito.

Sobre o muro da Mauá, Lerner destacou que a equipe encontrou uma solução adequada para a questão, que sempre foi uma preocupação. “Para respeitar os aspectos paisagísticos e de segurança, considerando as variações climáticas, chegamos a uma boa solução. O muro será uma cortina de água”, explicou. Durante a palestra, arquitetos da equipe expuseram detalhes do investimento, que inclui duas torres comerciais e uma mista, com hotelaria e comércio, restauração e ocupação dos armazéns e centro comercial no Gasômetro. O trecho tem aproximadamente 2,5 quilômetros, da Rodoviária à Usina do Gasômetro.

O presidente da Federasul, José Paulo Dornelles Cairoli, informou que a entidade, em parceria com instituições da Capital, lançará uma campanha de apoio ao projeto do Cais Mauá. Serão 80 outdoors instalados na cidade, com a mensagem “A favor do Cais. A favor do Porto. – Quanto antes acontecer, melhor”.

Prefeitura

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Matéria do Correio do Povo – 14/07/2011

Cais do Porto é detalhado

Maquete mostra como ficará parte do espaço do Cais Mauá após o término das obras de revitalização

O prefeito José Fortunati e o arquiteto paranaense Jaime Lerner, consultor do consórcio de investidores que ganhou a licitação para revitalizar o Cais Mauá, apresentaram a empresários e políticos gaúchos detalhes do projeto de revitalização da área portuária. Foi ontem, durante a reunião-almoço Tá na Mesa da Federasul, na Capital. Lerner e Fortunati explicaram o projeto, que tem como principal conceito o resgate da memória da cidade. Fortunati ressaltou a importância da iniciativa, que qualificará a cidade, com desenvolvimento e sustentabilidade no turismo. Destacou que a revitalização do Cais é um antigo sonho que está muito próximo de se concretizar.

De acordo com a secretária Adjunta da Casa Civil do Estado, Mari Peruzzo, até o final deste mês será homologado acordo com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antac) e a Secretaria dos Portos, do Ministério dos Transportes, que garantirá a continuidade do processo de revitalização do Cais Mauá. Pelo acerto, a Agência recomendou destinar parte dos recursos, estimativa de R$ 2,5 milhões ao ano, decorrentes do arrendamento da área de 181 mil metros quadrados do Cais à Superintendência dos Portos e Hidrovias, que terá de deixar a tradicional sede histórica na área portuária. Também ficou definida a transferência dos inquilinos da área para o Cais Navegantes.

A expectativa é de que entre os dias 26 e 28 de julho a documentação seja assinada na AGU, em Brasília. Enquanto isso, a execução do projeto permanece no aguardo. O poder público, porém, garante que o Cais Mauá estará revitalizado para a Copa do Mundo de 2014, quando Porto Alegre será uma das sedes.

Para que seja possível, será criado um comitê com técnicos do governo municipal, estadual e do consórcio que acompanhará a tramitação do projeto no momento em que ingressar na prefeitura. “Posso garantir que nós cuidaremos de forma específica desse projeto”, afirmou o prefeito.

O empreendimento todo, incluídas obras públicas, hotel, shopping, bares, restaurantes e lojas, exigirá investimentos de R$ 500 milhões. O consórcio Porto Cais Mauá do Brasil, liderado pelo grupo Bertin, é quem executará o projeto que compreende 3,5 quilômetros de obras na orla do Guaíba. O grupo foi o vencedor da licitação para a revitalização da área no ano passado. O prazo do arrendamento é de 25 anos, que podem ser renovados.

Lerner, um entusiasta do projeto de recuperação do Cais, reiterou que o projeto revitaliza a área respeitando o patrimônio histórico e fazendo a integração do Guaíba com a cidade. Questionado sobre a manutenção do muro da avenida Mauá, o arquiteto declarou que o mesmo será mantido, mas envolto de uma cortina de água, dando uma perspectiva de proximidade com o Guaíba. “Nossa intenção é contemplar os que são contrários e a favor do muro, e o projeto se insere nesta perspectiva, de devolver o Guaíba à população e de requalificar o Centro Histórico da Cidade”, destacou Lerner.

Projeção para 3 mil empregos

O arquiteto Jaime Lerner explicou que as três torres comerciais a serem construídas na área, nas proximidades da Estação Rodoviária, não impactarão no Guaíba, assim como o centro comercial junto ao Gasômetro.

O empreendimento deve gerar 3 mil empregos diretos e mais de 6 mil indiretos. O projeto foi aprovado pela Câmara Municipal e sancionado pela prefeitura em 2010. O consórcio vencedor é liderado pela Contern, braço da construção civil do grupo brasileiro Bertin. Desde 2003, atua na construção de grandes obras no país e é formado por quatro empresas espanholas – uma delas foi gestora da revitalização do Porto de Barcelona – e uma brasileira, que apresentou proposta no processo de licitação. O projeto será executado em etapas: recuperação dos armazéns portuários, acessos, estacionamento, centro comercial e torres.

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Apenas para informar que o Movimento Quero Cais esteve também presente no almoço na Federasul, através de um dos seus administradores, Jorge Piqué, e dá seu total apoio ao projeto de Revitalização do Cais Mauá.

Movimento Quero Cais:

Foi criado no final de 2010 no Facebook um movimento de pessoas que apóiam a imediata Revitalização do Cais Mauá, em Porto Alegre. Já esperamos muitos anos, agora é a hora. Já contamos com mais de 300 membros. O grupo convida os cidadãos gaúchos e brasileiros, independentemente de cor partidária, que tenham o mesmo desejo de ver em poucos anos esse sonho realizado. Se tem também essa posição, entre no grupo e divulgue para todos os seus conhecidos.

Facebook: http://www.facebook.com/groups/querocais

Blog: http://querocais.blogspot.com/




Categorias:COPA 2014, Projeto de Revitalização do Cais Mauá

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24 respostas

  1. De fato, Londres tem o risco de inundação pela invasão do Mar do Norte, por isso as barreiras – para evitar que as marés inundem a região do rio Tâmisa, pois aquela região está afundando aos poucos. Essas barreiras foram construídas tomando o exemplo da Holanda. Obviamente, a situação é diferente. Onde estão os muros em torno de Manhattan? Ou em torno do Tâmisa no centro de Londres? Os estragos seriam muito maiores lá em caso de inundações devido a chuvas. Certamente eles jamais construiriam um pelo efeito estético.

    No caso do Guaíba, já são 4 barragens construídas no rio Jacuí – Dona Francisca, Itaúba, Maia Filho e Passo Real, e pelo menos 4 no rio das Antas e rio da Prata = Castro Alves, Vila Flores, Usina Monte Carlo e 14 de Julho. Devem existir mais que não conheço. Todas funcionam como barreiras, diminuindo e retardando a subida das águas. Por isso há 44 anos não há enchentes. Uma “super enchente” está prevista só de mais de 300 em 300 anos. Mesmo que ocorrer uma enchente centenária e subir alguns centímetros no cais de Porto Alegre por algumas horas, ainda assim vale a pena o investimento feito, pelo retorno que terá no resto das décadas sem enchente.

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    • Bem..espero que as tuas previsões estejam corretas…para bem do investimento e da cidade em si.

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      • Dê uma lida nesse post aqui: https://portoimagem.wordpress.com/2011/01/08/o-muro-da-maua-e-suas-comportas-por-ernesto-da-cruz-teixeira/

        Augusto, essas discussões são para tentar se chegar à verdade, não para simplesmente ver quem ganha.

        Uma dúvida que eu fiquei: será que alguma outra cidade ribeirinha no mundo fez o que Porto Alegre fez, construir um muro em torno de sua área central? Me parece uma opção para quem não gosta de sua cidade ou não tem nenhuma noção de estética. Duvido que fariam isso em Nova Iorque, ou Paris, por exemplo, por maiores que sejam os riscos.

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        • Eu não sei se o muro protegeria a cidade em caso de cheia. A minha indagação é; Será que existe um plano técnico..um projeto confiável que possa proteger a cidade em caso de cheia? A prioridade seria a proteção ao projeto do cais, que está inegavelmente na posição mais vulnerável.

          Não me preocupo com a manutenção ou não do muro…mas com um plano de desefa contra enchentes que seja eficiente.

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