AEROMÓVEL – a alternativa de transporte do Brasil

Aeromovel vira solução 30 anos depois

Daniel Favero

Diferentemente do que foi feito em São Paulo, onde a administração municipal elegeu o monotrilho como saída para os problemas de mobilidade urbana, em Porto Alegre, um projeto piloto desenvolvido com tecnologia 100% nacional é a aposta dos gaúchos para desafogar o trânsito local. A alternativa da capital do Rio Grande do Sul não é nova, na verdade. É uma versão renovada da frustrada tentativa criada há 30 anos, o Aeromovel.

Segundo os responsáveis pela obra, em meados de agosto começam a ser colocadas as fundações dos pilares que sustentarão as vigas e, até o começo de 2012, começam os testes finais com a linha pronta.

Veja a seguir a história desse transporte, a tecnologia utilizada, o novo traçado e a comparação com o monotrilho paulista.

História

O Aeromovel é um projeto de mobilidade urbana desenvolvido no Brasil inspirado em conceitos da aviação. Ele foi idealizado nos anos 60, mas só tomou forma no começo dos anos 80, com financiamento privado. Questões políticas impediram o prosseguimento do projeto cujo protótipo construído no centro de Porto Alegre ficou estacionado por quase 30 anos.

Nesse meio tempo, o Aeromovel foi implantado na cidade de Jacarta, na Indonésia, há 21 anos. Segundo a empresa responsável, todo o material usado na construção, bem como equipamentos como ventiladores de propulsão e vagões, são produzidos com componentes que podem ser encontrados na indústria comum, sem a necessidade de encomendas. No caso do Brasil, toda a construção é feita com material produzido no País.


Tecnologia

O sistema funciona com placas de propulsão, que ficam dentro das vias de circulação, ligadas as rodas sobre trilhos. Os veículos, feitos com material leve, são impulsionados por ar gerado pelos ventiladores que fazem o veículo se movimentar. As vias são feitas com vigas pré-fabricadas que são moldadas de acordo com o trajeto.



Segurança

Segundo os engenheiros, o sistema é seguro porque a pressão do ar entre os veículos impede qualquer possibilidade de colisão. A frenagem é feita com a ajuda dos ventiladores, mas é auxiliada por um sistema de freio ABS nas rodas. A placa de propulsão fica dentro da via impedindo que ocorram descarrilamentos.

 

Capacidade e demanda

Serão dois veículos com capacidades para 150 e 300 passageiros, com portas de 1,8 m de largura. O maior, com 25 m de comprimento, comporta 34 pessoas sentadas. O menor, com 14,3 m, transporta 17 sentados. A velocidade máxima para o trecho é de 65 km/h.

Segundo estudo feito em 2001 pelo Laboratório de Transportes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a demanda diária é de 7.756 usuários, podendo chegar a 11.635, caso seja finalizada a linha 2 do metrô.

Estações

Terminal 1 do Aeroporto (Próxima ao edifício garagem do aeroporto com cerca de 350 m²)

Trensurb (Junto à estação Aeroporto com cerca de 250 m²)


Altura

A altura das vigas varia entre 10 m e 6 m de acordo com o trecho percorrido. Segundo os engenheiros da Aeromovel Brasil, ele circula por inclinações de até 12%, diferentemente do que ocorre com sistemas impulsionados por rodas, e faz curvas com raio de até 25 m de diâmetro.

 

Comparativo Aeromovel x Monotrilho

Fonte: Portal Terra



Categorias:Aeromóvel

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16 respostas

  1. Pior é São Paulo que vai gastar 3,1 bilhões em um projeto elaborado pela Disney, ao invés de utilizar um equipamento 100% nacional e muito mais econômico.

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  2. Já aqui percebese algumas mentes cavernosas. Contrariar grandes interesses no Brasil pode deixar qualquer boa ideia ( por mais ecologica que seja) parada por ate mais de 30 anos. O poder da grande industria automobilística prevalece ao uso do trem. Ainda este veiculo não consome combustíveis fósseis.Quantos vão ser contra? Alguns com argumentos, outros, aqui já tem alguns, contrariar porque não é importado, produzido, projetado em algum pais do Norte.

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