Prefeito sanciona lei das lotações Restinga e Belém Novo

Licitação para atender o novo serviço deve acontecer até o final do ano. Foto: Gilberto Simon - Porto Imagem

Hoje, durante visita à comunidade da Restinga, o prefeito José Fortunati sanciona a lei que estende o transporte seletivo por lotações aos bairros das regiões Sul e Extremo-Sul. O projeto do Executivo foi aprovado em julho pela Câmara Municipal. O ato de assinatura será realizado às 16h, na Esplanada da Restinga (av. João Antonio da Silveira, s/nº).

Atendendo antiga reivindicação da comunidade, o novo serviço terá duas linhas – Belém Novo e Restinga –, que ligarão as comunidades ao Centro da cidade, passando também por bairros como Chapéu do Sol e Ponta Grossa, entre outros. A atividade será classificada como categoria especial de transporte seletivo, com trajetos de extensão igual ou superior a 50 quilômetros.

De acordo com o diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, o custo do serviço não terá acréscimo. “Mesmo com trajetos mais longos por percorrerem bairros afastados do Centro, a lei garante o mesmo valor da passagem hoje praticado na categoria de lotação comum”, afirma Cappellari.

A permissão para atender o serviço será definida por meio de licitação a ser realizada pela EPTC no segundo semestre. Conforme Cappellari, a quantidade de veículos será definida a partir de estudo técnico em desenvolvimento. A frota terá acessibilidade universal, ar-condicionado e sistema de bilhetagem eletrônica.

A nova legislação também prevê que os atuais permissionários do sistema de transporte seletivo por lotação implantem a bilhetagem eletrônica, compatível com a existente nos demais modais de transporte público. O prazo é de 12 meses.

Lotações na Capital – O sistema de lotação de Porto Alegre opera atualmente com 403 veículos do tipo microônibus, equipados com ar-condicionado e distribuídos em 29 linhas, com 18 desmembramentos. A tarifa atual é de R$ 4,00. A frota transporta, em média, cerca de 60 mil passageiros/dia.

Prefeitura de Porto Alegre



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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12 respostas

  1. Só que, se forem colocados ônibus tipo midi de 38 lugares, o pessoal iria reclamar da falta de agilidade, pois o tempo de viagem seria praticamente igual ao do ônibus comum.

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  2. Boa tarde!
    Daniel, se tu olhares o site da Prefeitura com essa notícia, vais ver que essas novas linhas de lotação operarão com veículos de tamanho semelhante aos atuais lotações APD, porém com 25 passageiros.

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    • Ah, então eles acabaram mudando o projeto incial… Eu tinha lido antes que seriam carros maiores. Até porque, pelo tamanho da população desses bairros, faria mais sentido colocarem veículos maiores. Sendo assim, talvez a tarifa de R$ 4,00 seja baixa pra esse serviço.

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  3. Até que enfim, Gilberto!

    Prometo que estarei na primeira linha da lotação, quando inaugurada!

    Abraço!

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  4. “Mesmo com trajetos mais longos por percorrerem bairros afastados do Centro, a lei garante o mesmo valor da passagem hoje praticado na categoria de lotação comum, afirma Cappellari.”

    — Não tem almoço grátis. Mas eles querem que a população entenda que tem.

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  5. Isto, vamos subsidiar!!! Depois o valor da passagem não para de subir e não sabem porque.

    Lei básica de economia: subsídio aumenta a demanda e impede formas mais eficientes de se surgirem.

    A passagem era para ser por zonas (como é em boa parte das capitais européias) ou melhor ainda, por km rodado ou pelo nr de paradas percorridas. Paga pelo que usa, simples assim.

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    • Até onde eu sei, os “micro-ônibus” dessas duas linahs não serão do tipo micro, mas do midi, com capacidade para 35 pessoas, não 21 como os micro. Dessa forma, não haveria necessidade de cobrar uma tarifa diferenciada.

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    • Adriel,

      O meu entendimento é que as coisas não são tão simples assim, pois os usuários que moram mais longe geralmente têm renda mais baixa e, portanto, são mais inelásticos a consumirem o serviço. Isso abre oportunidades de maior lucro para os fornecedores, mas não é necessariamente eficiente – alguns usuários acabariam excluídos do transporte e, por consequência, do acesso a emprego.

      No frigir dos ovos, eu concordo que um sistema de preços progressivo concêntrico pode ser válido, mas os níveis de tarifa estipulados devem respeitar a realidade econômica das diferentes regiões.

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  6. Pensei o mesmo mobus… eu adoraria usar o tri que a empresa me dá nas lotações..

    E tomara que não assaltem muito as novas linhas. Tinha uma que passava perto de casa, quando eu morava no morro Sta Tereza, que tiraram de lá por causa disso.

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  7. A nova legislação também prevê que os atuais permissionários do sistema de transporte seletivo por lotação implantem a bilhetagem eletrônica, compatível com a existente nos demais modais de transporte público. O prazo é de 12 meses.

    Que medo desse pedaço da notícia. Só falta inventarem MAIS UM sistema de cartão de passagem, e fazerem uma “compatibilidade” que você tem que ir não-sei-onde se cadastrar.

    Quanto tempo levaria para simplesmente adotar o TRI nas lotações?
    Qual é a dificuldade em utilizar os sistemas que já funcionam?
    Qual é a dificuldade em unificar tudo em um sistema só?

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    • fmobus:

      a determinação da lei – que, ma verdade, foi de iniciatuiva da EPTC, e não dos vereadores, que agora querem aparecer – é justamente esta: as lotações tem que se INTEGRAR à bilhetagem eletrônica que atualkmente existe no ônibus (de forma imediata, para as novas lotações, e em 12 meses, para as que já existem). Vai ser utilizado o mesmo Cartão TRI dos ônibus, NÃO SERÁ CRIADO UM NOVO CARTÃO

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      • Só estou comentando o que está na letra do release da prefeitura. Eu não consigo ver razão técnica para precisar de 12 meses para implementar algo que essencialmente já é bem conhecido e está funcionando a contento nos ônibus. Eu acho que aí tem.

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