Esperada há 4 anos, pista de skate no Marinha terá terceira licitação


Primeira licitação foi feita em 2008 mas, para sair do papel, será preciso uma terceira | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Esperada há cerca de quatro anos, a pista profissional de skate no Parque Marinha do Brasil, em Porto Alegre, ainda tem um longo caminho a percorrer para sair do papel. Com os R$ 203 mil destinados à obra parados na Caixa Econômica Federal desde 2008, a prefeitura de Porto Alegre pode perder o recurso se não fizer, até setembro, a terceira licitação desde o começo do projeto. Os skatistas gaúchos alertam que, passado tanto tempo, a verba disponível já está defasada, mas a prefeitura municipal garante a complementação.

Em 2008, o então deputado federal Beto Albuquerque (PSB) destinou, por meio de emenda parlamentar, cerca de R$ 150 mil para a pista de skate, com a contrapartida de R$ 53 mil da prefeitura. Foram feitas duas licitações na gestão do ex-prefeito José Fogaça (PMDB). Na primeira, nenhuma empresa se interessou. A segunda licitação foi vencida pela Gres Engenharia mas, três anos depois, a empresa não executou o serviço, alegando que os recursos eram insuficientes.

O presidente da Federação Gaúcha de Skatistas (FGSKT), Jean Felipe de Andrade, conta que a prefeitura de Porto Alegre garantiu que uma nova licitação será feita. Ele teme, porém, não ver a pista construída, uma vez que o valor da obra aumentou nestes quatro anos. “O mercado da construção civil está muito forte, os preços dos materiais estão aumentando. O projeto precisará de 50% do valor do total a mais para ser realizado em uma nova licitação”, estima.

Antes da nova licitação, a prefeitura precisa encerrar o contrato com a Gres Engenharia. O processo já foi encaminhado para a procuradoria do município. “Emiti na semana passada um parecer jurídico para a Procuradoria Geral do Município. Agora é tudo uma questão jurídica. Tem os prazos burocráticos da justiça. Mas, estamos atentos para não perder os recursos da obra”, garante o secretário municipal de Esporte, José Edgar Meurer.

“A empresa se negou a fazer o serviço um ano depois de vencer a licitação e 30 dias depois de assinada a ordem de serviço. Alegou que o custo teria elevado e seria necessário um aditamento no projeto para mais recursos da prefeitura. Ela ainda falou que estava com mão de obra comprometida com outras obras e não poderia dar conta”, justifica o secretário. Só depois de resolver o processo jurídico da primeira contratação que a prefeitura poderá abrir nova licitação para construção da pista.

Segundo o secretário se até setembro, quando encerra o prazo limite para a realização de uma nova licitação, tudo estiver resolvido juridicamente, a prefeitura irá colocar os valores necessários para execução da obra. “Se for preciso, falaremos com o prefeito (José Fortunati) e complementamos o dinheiro”, garante.

Veja a matéria completa no Sul 21, por Rachel Duarte



Categorias:Parques da Cidade

Tags:, , ,

4 respostas

  1. Vem cá! Por quê a PMPA em vez de contratar uma empresa pra jogar centenas de dezenas de metroc cúbicos de concreto numa outra pista de skate…não contrata a uma empresa pra usar todos esse concreto e consertar os passeio do centro da cidade por exemplo? Será que não seria muito mais prioridade se dar um jeito no calçamento?
    É como eu digo; PRIORIDADES, amigos. PRIORIDADES.

    Curtir

  2. Se sair, vai sair com a mesma qualidade do camelódromo… podem esperar pra ver!

    Se o valor não dá mais pro gasto e aparecer uma empresa interessada, vai fazer com material de péssima qualidade e mal feito.

    Curtir

  3. Depois de pronta, não dou uma semana para estar toda pichada.

    Curtir

  4. Chega a ser cômico.

    Curtir

%d blogueiros gostam disto: