Travessia do Guaíba está quase pronta

A empresa que vai operar a travessia hidroviária entre Porto Alegre e Guaíba, a Catsul do grupo Ouro e Prata, deve aprontar em até 30 dias as duas estruturas para embarque e desembarque de passageiros. Mas isso poderá ainda não ser suficiente para liberar o fluxo de usuários entre o Cais Mauá e a área em Guaíba, próxima à Estação Rodoviária. A largada na navegação depende de verbas do governo estadual para financiar a dragagem e a sinalização náutica, principalmente noturna.

O diretor da Catsul, Carlos Bernaud, disse nesta quinta (11) ao Jornal do Comércio que as reformas e adaptações nos dois lados do Cais estão nos detalhes finais. Em Guaíba, só falta instalar uma cobertura no píer de embarque e desembarque.

No Cais da Capital, Bernaud projetou que em 30 dias serão concluídas as instalações em uma área de 350 m².

O investimento deve totalizar R$ 1 milhão.

www.affonsoritter.com.br

Estrutura para travessia do Guaíba está quase pronta

Liberação para transporte na hidrovia ainda é dúvida, pode ter plano B

Patrícia Comunello

Obra é considerada essencial para evitar grande fluxo rodoviário e impulsionar o turismo ANTONIO PAZ/JC

A empresa que vai operar a travessia hidroviária entre Porto Alegre e Guaíba deve aprontar em até 30 dias as duas estruturas para embarque e desembarque de passageiros. Mas isso poderá ainda não ser suficiente para liberar o fluxo de usuários entre o Cais Mauá e a área em Guaíba, próxima à Estação Rodoviária, uma aposta de alternativa para escapar dos engarrafamentos rodoviários ou mesmo impulsionar o turismo. A ligação regular, desativada há mais de 50 anos, deve movimentar 2 mil passageiros ao dia, com viagens de até 20 minutos cada trecho.

A largada na navegação depende de verbas do governo estadual para financiar a dragagem e a sinalização náutica, principalmente noturna, consideradas imprescindíveis pela Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) para dar segurança à operação. Uma alternativa pode surgir nas próximas semanas para acelerar o transporte tão aguardado. A proposta está em exame por áreas do governo, o que afastaria a necessidade de melhorias na hidrovia como condição para o tráfego de catamarãs. Estudos indicariam que existe calado no traçado, que exigiria apenas um pequeno desvio na rota.

A licitação vencida pela empresa Catsul, que integra o grupo Ouro e Prata, foi realizada pela ex-governadora Yeda Crusius no final de 2010. O chefe da SPH, Vanderlan Vasconselos, acusa o governo anterior de não ter incluído na previsão orçamentária deste ano os recursos para tornar a hidrovia navegável. “Isso ficou à deriva”, ilustrou Vasconselos. Para implantar a ligação, o órgão estimou custo de R$ 1,8 milhão. Nesta sexta-feira, o superintendente enviará à Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) pedido para o repasse do valor. “Se não tivermos resposta positiva, o dinheiro terá de ser incluído no orçamento de 2012”, preveniu, o que adiaria para o ano que vem a efetivação das melhorias. Segundo Vasconselos, a Secretaria Estadual de Obras e a Metroplan, responsável pela gestão de transportes na área metropolitana, não têm verbas para custear a infraestrutura. O titular da Sefaz, Odir Tonollier, informou que só poderá decidir se haverá caixa após conhecer a demanda da SPH e como será o cronograma de alocação das verbas.

O diretor da Catsul, Carlos Bernaud, disse nesta quinta-feira que as reformas e adaptações nos dois lados do Cais estão nos detalhes finais. Em Guaíba, só falta instalar uma cobertura no píer de embarque e desembarque. No Cais da Capital, Bernaud projetou que em 30 dias serão concluídas as instalações em uma área de 350 metros quadrados. O investimento deve totalizar R$ 1 milhão. “Só demorou mais pois só tivemos acesso ao Armazém B-3 em maio”, esclareceu o diretor. Serão instalados quatro guichês para compra de passagens e acesso aos catamarãs, que foram adquiridos pela Catsul. “Será possível usar o cartão dos ônibus metropolitanos”, informou Bernaud. O valor da passagem por trecho deve ser de até R$ 7,00 e não está descartada a redução desse valor. A hidrovia terá 15 quilômetros.

Enquanto a travessia ainda depende de desfecho, a revitalização do Cais terá novo capítulo nesta sexta, com uma reunião convocada pela Casa Civil do governo Tarso Genro com o prefeito José Fortunati e representantes do Consórcio Cais Mauá Brasil, que venceu a disputa pelo arrendamento, a partir das 11h. O chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, pretende repassar aos interlocutores orientações para o encaminhamento dos licenciamentos e o acordo, que aguarda assinatura, com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq)). O projeto deve envolver R$ 460 milhões em investimentos privados.

Jornal do Comércio



Categorias:hidrovias

Tags:,

4 respostas

  1. Políticos (e CCs) fazem política e lobistas fazem lobby.

    Curtir

  2. mas se passa navios enormes no Guaiba, por que que uma balsinha não iria passar?

    Curtir

    • As grandes embarcações passam exatamente pelo canal de navegação..que foi dragado justamente para atender ao calado nos grandes navios. O canal do catamarã, deve ter um quilômetro e meio fora do canal principal. Os navios passam direto da lagoa dos patos para o cais de porto alegre…basta seguirem o canal. Já os catamarãs da hidrovia, se desviam do canal, para poderem atracar em Guaíba….e o trajeto desse desvio (parte dele) é muito raso, havendo riscos de que mesmo uma embarcação de pouco calado como um catamarâ vir a encalhar. Até mesmo na Lagoa dos Patos, o único modo de se entrar é pelo canal natural entre a ilha e o Lami. Em toda a extensão de águas que vai da ilha até Guaíba, a profundidade varia de meio a um metro. Impossível navegar…até mesmo uma canoa grande poderia encalhar.

      Curtir

  3. Pela enésima vez vou repetir; não vai sair essa travesia…nem em 2011 nem nunca. É economicamente inviável, não vão torrar torrar uma grana pra dragar o canal…além de não haver estudo de impacto ambiental na Fepam.
    Essa hidrovia seria tão inútil quanto o tal aeromóvel do aeroporto.

    Curtir

%d blogueiros gostam disto: