Hyundai busca local para fábrica

Grupo define local de fábrica de elevadores até o final do ano

Depois de confirmar a unidade gaúcha de produção de elevadores, os coreanos visitam o Interior

Uma missão da coreana Hyundai estará hoje em Caxias do Sul para familiarizar-se com o setor metalmecânico gaúcho, e também em Rio Grande, onde acompanhará as atividades do polo naval. Ontem, o grupo foi recebido para um almoço no Galpão Crioulo do Palácio Piratini pelo governador Tarso Genro, secretários estaduais e dirigentes de autarquias.

A principal pauta dos coreanos é a definição do lugar e do dimensionamento da fábrica de elevadores da Hyundai que será instalada no Estado. O secretário do Desenvolvimento e Promoção do Investimento, Mauro Knijnik, classificou o encontro como “altamente positivo”. Ele relata que a decisão sobre a localização da unidade de elevadores deve acontecer ainda este ano.

Segundo o dirigente, a companhia não informou o tamanho do investimento que será realizado, mas busca uma área de cerca de 100 mil metros quadrados para instalar a planta. Além dessa iniciativa, o grupo avalia as possibilidades de investir em um terminal de regaseificação (gás natural liquefeito) e em um complexo logístico no município de Rio Grande.

Na reunião, o CEO da Hyundai Marinha Mercante, Suk-Hui Lee, afirmou ver o Rio Grande do Sul como crucial para o desenvolvimento do Brasil. Ele destacou que o Estado é estratégico para a empresa pela proximidade com países como o Uruguai, Argentina e o Paraguai. Já o governador falou sobre o desenvolvimento gaúcho e a relevância do grupo coreano para a economia global. “Queremos que vocês se sintam em casa no nosso Estado, que é acolhedor, trabalhador e importante na integração latino-americana”, disse Tarso.

Também presente ao almoço, o presidente da Fiergs, Heitor Müller, comentou que a instituição contribuirá no que for possível para a organização da infraestrutura de instalação da empresa no Estado, além de trabalhar pela possibilidade de parceria junto às escolas técnicas para formação de mão de obra especializada.

Os próximos passos dessa aproximação se darão pelo fornecimento de informações de natureza técnica do Estado. Subsídios como o perfil da atuação da indústria oceânica, a relação entre o Rio Grande do Sul e a Petrobras, bem como espaços e regiões de interesse para instalação de empreendimentos serão apresentados aos executivos da empresa coreana.

O presidente da Agência de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), Marcus Coester, salientou aos representantes da companhia que as operações navais estão alinhadas com a estratégia de incrementar a participação gaúcha na indústria oceânica e de petróleo e gás. Ele detalhou a nova estratégia de expansão da indústria oceânica, aproveitando a capacidade hídrica da Lagoa dos Patos, o que poderia facilitar a distribuição dos empreendimentos navais por outras regiões do Estado, e não apenas no entorno de Rio Grande.

Os coreanos ainda puderam conhecer o sistema de incentivos disponível no Estado para receber novos empreendimentos e a estrutura financeira oferecida por Badesul e BRDE para suportar investimentos. “O Rio Grande do Sul tem a característica especial de possuir duas instituições dedicadas ao fomento empresarial”, explica Knijnik.

Sobre incentivos, o secretário acrescenta que o projeto de expansão da empresa Stara, fabricante de implementos e máquinas agrícolas, também poderá ser analisado para receber benefícios do Fundopem. A partir deste ano, o grupo passa a trabalhar com um novo segmento: a fabricação de tratores. Com sede em Não-Me-Toque, a Stara atua em todo o País, está presente nos cinco continentes, e atualmente exporta para 35 países. A previsão é de que até 2015 a planta possa produzir dois mil tratores.

Jornal do Comércio



Categorias:Economia Estadual

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2 respostas

  1. Deixo o velho dito popular como premissa para reflexão…
    ” O segredo é não correr atrás das borboletas… É cuidar do jardim para que elas venham até você.”

    No passado vimos a briga da FORD e GM, usando como principais argumentos os benefícios fiscais, aos quais afetam o bolso do contribuinte e podem ser transitórios, pelo leilão de benefícios de outros estados, findo os nossos.

    Não apenas devemos brigar e demonstrar o interesse de nosso estado por sediar empresas de porte, mas fazê-las convencidas da escolha certa por nossos benefícios de infraestrutura, mão de obra especializada e posição estratégica para os negócios.

    Portanto lendo esta matéria, lembrei do projeto da hidrovia do rio Jacuí, o quanto poderiamos ficar competitivos com este argumento.

    Achei este link para demonstrar um projeto.
    http://www.wittler.com.br/engenharia/site/default.asp?TroncoID=906480&SecaoID=920639#

    Tão bom quanto trens, são os navios… porquê então optamos apenas por caminhões?

    Abraços,
    Rafael Troleis

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  2. Gostaria de deixar um link aqui, é um documentario alemão sobre a Copa do Mundo no Brasil.

    Eles dão uma visão geral do pais e mostram os principais problemas das cidades, e acabam mostrando bastante de Porto Alegre, as carroças, a vila chocolatão, etc… nenhuma novidade mas vale a penas pra ter uma noção do ponto de vista de outros paises.

    SEGUE O LINK PARA DOWNLOAD, não consegui achar para assistir online, mas vale a pena.

    O documentario esta em inglês.

    [video src="http://tv-download.dw.de/Events/mp4/inf/2011_08_09_18_30_gesamt_sd.mp4" /]

    Abs.

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