Comissão quer expandir debate sobre metrô de Porto Alegre

Objetivo é conhecer quais impactos a obra com custo estimado de R$ 1,58 bilhão trará à população e à cidade

Tessaro quer saber como será feito o metrô no trecho entre a Fiergs e a estação Triângulo

Evitar que o impacto negativo das obras de construção dos corredores de ônibus se repita no processo de implantação do metrô de Porto Alegre é um dos objetivos da Comissão Especial para Análise e Proposta de Viabilidade do Metrô, que começou a trabalhar ontem na Câmara de Vereadores da Capital. Segundo o vereador Nelsir Tessaro (PTB), que preside o grupo, em 120 dias serão analisados os detalhes do projeto e elaborado um relatório com sugestões para minimizar os transtornos.

“Precisamos trazer o projeto do Executivo, feito já há alguns anos, para a realidade do momento e entender que impactos terá a obra sobre o trânsito de importantes eixos da cidade, como é o caso da avenida Assis Brasil. Não só para diminuir os engarrafamentos, como para não impactar negativamente sobre o comércio da região”, disse o vereador.

A comissão composta por 12 vereadores irá se reunir às quartas-feiras, sempre às 10h30min. No cronograma definido neste primeiro encontro foi estabelecido que a cada semana será convidado um representante de entidade envolvida no projeto. Na primeira etapa serão ouvidos o Executivo municipal, o Estado e o secretário nacional de Transporte e Mobilidade, Luiz Carlos Bueno de Lima.

O projeto em debate, apresentado pela prefeitura ao Ministério das Cidades, inclui nesta primeira fase a construção de uma linha entre a Fiergs e o Centro, com 13 estações, passando pelas avenidas Assis Brasil, Benjamin Constant e Farrapos.

Os vereadores querem saber como será feito o metrô no trecho entre a Fiergs e a estação Triângulo, se por superfície (como mostrava a primeira versão divulgada do projeto) ou subterrâneo; se a construção das vias subterrâneas nos demais trechos, pelo sistema cava e tapa, irá interditar por completo os corredores de ônibus; como será o financiamento da obra; e, ainda, como se dará a integração com o futuro sistema da zona Leste, previsto para ser construído em uma segunda fase.

“Sozinho, nenhum ente público tem condições de tirar esse projeto do papel. Fala-se que o município, o Estado e a União assumirão parcelas de R$ 300 milhões cada um, mas nada disso está claro. Com esse trabalho vamos dar a contribuição da sociedade, representada por seus vereadores, ao projeto que ainda não foi contratado, não recebeu aportes”, detalhou Tessaro.

Para o vereador Toni Proença, a segunda fase (que não entra no projeto em discussão) deveria ser construída sobre o arroio Dilúvio, na avenida Ipiranga, para ligar o bairro Praia de Belas ao bairro Agronomia, onde está localizado o Campus do Vale, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).

Os vereadores debatem, ainda, a sugestão de usar, neste trecho, um aeromóvel, semelhante ao que será implantado entre a estação Aeroporto, do Trensurb, e o terminal 1, do Aeroporto Internacional Salgado Filho.

A obra, confirmada em maio pelo Ministério das Cidades, está estimada em R$ 1,58 bilhão, já com os abatimentos das isenções fiscais (a estimativa inicial era de quase R$ 2,5 bilhões). O trem subterrâneo percorrerá um trecho de 15 quilômetros e, se começar a ser construído em 2012, poderá entrar em operação em 2017.

Jornal do Comércio



Categorias:Metro Linha 2

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11 respostas

  1. O que não adianta é fazer esforço para se ter o metrô sem pensar nas demais linhas que deverão existir num futuro próximo (espero eu) Uma linha de metrô não supre a demanda de uma cidade, ainda mais do tamanho de Porto Alegre, deveriam rever também, um projeto de metrô com demanda da zona sul, claro, após ser discutida a linha leste do metrô, no caso a linha 2 do metrô. A evolução não pára, o crescimento populacional também não, então porque embrecar em um só projeto de metrô ? assim que concluírem a 1ª linha do metrô da capital medidas terão de ser tomadas para a continuação desse chamado programa de aceleração do crescimento.

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  2. Acho justo e digno a existência de ciclovia, alem de se tratar de uma das grandes alternativas para o trânsito de uma cidade, abre espaço aos pedestres, a um veículo totalmente não poluente, e a reurbanização bem estruturada de uma cidade, Porto Alegre ganharia muito com ciclovias! As ruas e calçadas depredadas por exemplo, quem anda de carro não vê isso! E o custo da contrução de metrô é alto, nenhuma instituição pública sozinha conseguiria bancar tais custos. Se para tirar do papel a 1ª linha de metrô em Porto Alegre já está sendo uma burocracia, quem dirá criar um sistema inteiro desse tipo de transporte na cidade(seria ótimo), e a solução correta não seria tranformar os corredores de ônibus em linhas expressas de metrô, isso acabaria com o visual da cidade, poluiria visualmente e sonoramente, por se tratar de um metrô de superfície. Acho que a idéia dos BRT’s devem servir de ligações com a região metropolitana de Porto Alegre, Tais como: Cachoeirinha – Triângulo (trecho: Av. Flores da cunha, Assis Brasil, Terminal Triângulo Assis Brasil) , Alvorada – Triângulo(Av. Pres Getúlio vargas, Av. Baltazar de Oliveira Garcia, Terminal Triângulo Assis Brasil) , Triângulo-Cairú (Av. Assis Brasil, Av Cairú, Terminal Cairú) , Triângulo-Centro (Av. Assis Brasil, Av. Benjamin Constant, Av Farrapos, Centro) OU (Av. Assis Brasil, Av do forte, Av Protásio Alves, Centro) , Viamão-centro (Av. Bento Gonçalves, Av João Pessoa, Centro). Não estou querendo transformar Curitiba em Porto Alegre, mas , estas linhas citadas acima são exemplos de como o sistema daqui de Curitiba funciona, interligando terminais metropolitanos com os de Curitiba, com ônibus biarticulados (que tem maior capacidade de abranger passageiros) Transformando os corredores da Assis Brasil, Protásio, Bento, Farrapos, Baltazar, joão pessoa em linhas expressas de ônibus biarticulados, algumas dessas linhas com redes alimentadoras como: Baltazar, protásio e bento.

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  3. Aqui em Curitiba, onde também deverá ser implantado o metrô, estudos revelam que por se tratar de uma obra que passará embaixo das canaletas(corredores de ônibus). Não haverá tanta interferência no trânsito devido as escavações da obra em sí. Em Porto Alegre não seria diferente, pois tratando-se de uma linha elevada que passaria por cima da Av. Assis Brasil até o Terminal Triângulo, não haveriam problemas no trânsito decorridos da obra. Asim como no resto do trajeto do Terminal Triângulo até o centro, o metrô passaria por baixo da linha dos ônibus (Assis Brasil, Beijamin contant, Farrapos) a idéia seria: Interditar por pedaços, onde passariam a ser escavados os túneis, e direcionar os ônibus para percorrer caminhos alternativos até encontrarem área livre para entrar nos corredores novamente. E poderiam juntas, as obras do metrô e do BRT serem feitas ao mesmo tempo, com a modernização do asfalto e construções das plataformas elevadas, assim que concluída uma parte da obra metroviária, renovaria-se o asfalto e implantava-se as plataformas de embarque e desembarque, interligando assim, o metrô e o BRT.

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  4. Só tem uma pequena diferença entre 1km de metro, e 600km de ciclovia.
    1km de metro vai ser muito bem utilizado, 600km de ciclovia, vai ser usado só por quem gosta de andar de bicicleta e usa como transporte, ou seja, minoria.

    Acho que o que poderiam fazer, é por o metrô, tirar os onibus das avenidas em que eles existem, pega uma faixa de onibus e coloca uma ciclovia com dois sentidos, a outra faixa, coloca pra carros.
    Alias, poderiam pegar e dividir esse espaço da faixa de onibus em dois, colocar metade dele (ou um pouco mais..) em cada canto das avenidas (e coloca uma separação dos carros), e ai as faixas para os carros no meio, usa aquele sistema em que em determinado horario, tem digamos qeu 3 faixas para um sentido, e 2 para o outro sentido, no horario de volta inverte…

    Pronto, bastante faixas para carros, ciclovias e um metrô. Resolvido.
    Mas isso só onde passar o metrô, em avenidas com corredores.

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  5. Os caras não tem absolutamente nada de projeto pronto para a primeira fase e já estão discutindo a implementação da segunda? Ninguém merece.

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  6. Eu sempre defendo o transporte coletivo, acho o metrô ótimo, por ser eficiente e ficar escondido, mas não adianta colocar metrô e encher a superfície de carros.

    Outro dia, vi uma estimativa do custo de 1km de metrô = 150 milhões de reais, isso dá para construir 600km de ciclovias.

    Antes que me trucidem, eu não estou dizendo que não se deve construir metrô! Mas 600km de ciclovias com certeza causariam um impacto positivo muito maior na cidade, pensem um pouco, e apenas ao custo de 1 km de metrô!

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    • Olha pelo outro lado, ciclovias a prefeitura tem condições de bancar sozinha, metrô só com financiamento federal, como é o caso.

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    • Me explicando: quero dizer que não vejo por que fazer o paralelo, não tem nada de excludente entre executar ambas obras.

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  7. Está certo, durante a construção da linha haverá impacto negativo sobre a região, mas depois de pronto, haverá valorização dos bairros por onde o metrô passar. Portando, outra coisa que poderia ser discutida nessa Comissão seria o uso do tributo da CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA para cobrir parte ou todo o custo da obra.

    Em países desenvolvidos, boa parte dos investimentos dos governos em infraestrutra, principalmente o dos Poderes públicos locais, são originados exatamente desse tipo de tributo. Trata-se de uma tributação das mais justos que se tem notícia, pois é calculado proporcionalmente a valorização dos imóveis e limitado constitucionalmente (aqui no Brasil) ao valor da obra.

    Por exemplo, as ampliações e modernizações da Terceira Perimetral em Porto Alegre custaram centenas de milhões de reais aos cofres da Prefeitura (inclusive limitando a obtenção de outros financiamentos internacionais pelo Município por certo período). Recurso público que teve origem, de certa forma, no orçamento local e que deixaram de ser aplicados em saúde, educação e na melhoria de outras vias da cidade.

    Por outro lado, os proprietário da região da Terceira perimentral tiveram uma violenta valorização de seu imóveis, ganhando bilhões de reais com essas obras públicas. Está certo, hoje eles pagam um IPTU maior, pois seus imóveis valem mais, mas com certeza poderiam ter contribuído bem mais com os custos da implantação dessa infraestrutura melhor qualificada, sem sacrificar o resto da cidade.

    E esse modelo de obtenção de recursos públicos para financiar obras pública para a própria cidade poderia ajudar a desenvolvê-la, criando mais riqueza para os particulares, qualificando os espaços públicos e, ao mesmo tempo, liberando o orçamento local para outros serviços públicos essenciais que não podem se autofinanciar.

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  8. Vai um canapé aí, gente?

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  9. Da qui a pouco a notivia vai ser de que não teremos mais metrô por causa dos transtornos causados pelas obras
    ¬¬

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