Estado atende a premissas para atrair investimentos

Especialistas avaliam os caminhos para a retomada do crescimento

O Estado atende às premissas básicas para voltar a atrair investimentos, segundo a avaliação do economista Adalmir Marquetti, presidente da Fundação Estadual de Economia e Estatística (FEE). Marquetti participou ontem do seminário Rio Grande do Sul Venha Investir Aqui, promovido pela Revista Voto em Porto Alegre. O economista afirmou que identifica a existência de consenso social, políticas públicas e política industrial.

“A presença do presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Celso Woyciechowski, e as palestras do diretor da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI) Marcus Coester e do secretário de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque, demonstram isso”, apontou.

Marquetti mostrou, em gráficos, que até o ano 1980, o Brasil era mais rico que a Coreia do Sul, porém, depois deste período entrou em crise e, atualmente tem o correspondente a apenas uma fração da economia daquele país. Comparativamente, a economia gaúcha tem o tamanho de uma grande empresa coreana.

Segundo ele, há condições para que o Estado contorne a situação atual, em que sequer consegue acompanhar a retomada do crescimento experimentada pelo Brasil desde 2003. Enquanto o País cresceu 33% desde 2003, o ritmo de expansão do Estado foi de 23%. Fatores como as variações climáticas, a economia voltada ao mercado externo e as variações cambiais explicam a queda na participação da indústria no Valor Adicional Bruto local.

Dados da FEE apontam que, em 2004, a indústria representava 31,5% do PIB, sendo que 24,5% eram correspondentes à indústria de transformação. Em 2009, a participação geral da indústria foi de 24,6% e de apenas 17,3% para a indústria de transformação. “O Estado deixou de ter uma estratégia de desenvolvimento econômico, onde a atração de grandes empresas é um elemento, mas não o centro. Agora, parece que retoma esse processo”, afirmou.

Na primeira palestra do evento, sobre o papel do Estado no caminho do desenvolvimento, Coester mostrou o funcionamento do Sistema de Desenvolvimento do Estado que tem a Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento como órgão de coordenação dos trabalhos da agência e das três entidades financeiras – Badesul, Brde e Banrisul. O diretor da AGDI detalhou as vantagens competitivas do Estado, as premissas do sistema, os indicadores e os setores estratégicos, tanto na nova economia (que inclui indústria oceânica, semicondutores e energia), quanto nas tradicionais. Ele projetou, ainda, o lançamento da Sala do Investidor, para o dia 26 de setembro.

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Jornal do Comércio



Categorias:Economia Estadual

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1 resposta

  1. O título dá a entender que o estado está apto a atrair investimentos, mas o que mudou recentemente para que nossa curva de declínio mude para ascensão? Aliás, a matéria traz alguns dados interessantes, como o baixo crescimento do estado e o índice de desindustrialização.

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