Facebook organiza QUEDA DO MURO DA MAUÁ

EVENTO POÉTICO IMAGINÁRIO PARA PESSOAS COM BOM HUMOR…PELA QUEDA DO MURO DA MAUÁ. APAREÇA VOCÊ TAMBÉM COM SUA MACHADINHA IMAGINÁRIA! VAMOS OLHAR OS ARMAZÉNS, VAMOS OLHAR O GUAIBÃO! ESTA É UMA INTERFERÊNCIA DIGITAL NO COTIDIANO E NAS DISCUSSÕES SOBRE NOSSO ESPAÇO URBANO!

Hora: quarta, 21 de setembro às 22:00 – 22 de setembro às 02:00

Localização: NO PÓRTICO DO CAIS DO PORTO

Iniciativa: usuária Mirela Kruel

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Boa iniciativa para chamar a atenção, mas tem muitas pessoas com pensamento arcaico ainda…

– “tenho medo da enchente!”

– “Meu sonho e ver aquele muro no chão e todas as habitações que existem na orla do Guaiba demolidas.!

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36 respostas

  1. MEUS AMIGOS, o Prof. Maestri merece nossos agradecimentos, pois ensinar é muito cansativo. Ele teve a maior paciência do mundo em explicar o empuxo, e que não importa a extensão de água envolvida para conter algo, porque a pressão exercida pela parede é a mesma. Belo exemplo de que podemos tomar banho no mar, mesmo com uma extensão até a África diante de nós. Muito didático.

    A questão é técnica. Assim como inúmeras decisões em Porto Alegre têm sido tomada por políticos, permitindo construção de prédios enormes na orla do Guaíba, tirando a vista, ou na Lima e Silva, ao lado de casas térreas, ou próximo à terceira perimetral, eliminando áreas verdes e vista (vejam os prédios próximos ao Mãe de Deus Center).

    Muita política e muito discurso vazio, manipulando o povo para lutar por interesses particulares dos interessados.

    Vamos confiar em quem estudou o assunto e parar de aceitar manipulação dessas pessoas que querem atender a interesses próprios.

    Se há uma chance de inundação, o muro deve ficar. Se as comportas não são testadas, estão velhas, sem manutenção, devemos lutar para que seja feita manutenção regular e teste de funcionamento e vedação.

    Imaginem a CATÁSTROFE que seria para a cidade, a detruição de prédios, perda de negócios, pessoas desabrigadas, contaminação da água, desvalorização dos imóveis, caos na cidade. QUANTO CUSTARIA ISSO para todos nós? Seria calamidade pública.

    Vamos calcular os riscos e benefícios. É claro que é mais bonito ver o rio, mas então que na próxima vez, construam prédios em lugares mais altos. Agora que já está feito, não dá para mudar a cidade toda para Petrópolis.

    Abraços a todos.

    César

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    • César

      Concordo contigo, no caso das cheias numa bacia como a do Rio Guaíba, há somente três soluções possíveis.

      1º) Não ter nada e quando o rio começar a subir todos que moram ou trabalham em zonas alagáveis tem que sair.

      2º) Construir um enorme canal ligando diretamente Porto Alegre ao mar (alguns bilhõezinhos de reais!!!)

      3º) O muro.

      Como tu dizes há uma exploração política do assunto que dá gosto. Um político, um radialista ou outra pessoas que querem aparecer, começam com um enorme papo furado que tecnicamente não se sustenta. Durante o governo Brito ele abriu um concurso para projetos para ocupação do Cais do Porto. O concurso foi deixado por conta do IAB-RS que era assessorado por uma equipe multidisciplinar de engenheiros de diversas especialidades, esta equipe foi unânime em dizer que o muro deveria ficar como estava. Mais de vinte equipes de arquitetos se apresentaram preliminarmente, dessas vinte e tantas equipes só três propunham mudanças no muro, e essas três, a partir de uma comissão julgadora composta exclusivamente por arquitetos (escolhidos pelo IAB, não pelo governador) foram escolhidas para detalhar o projeto.

      Quando chegou na audiência pública de apresentação dos projetos eles foram detonados exatamente por motivos de segurança, inclusive eu fui um dos que detonou os projetos (não na parte arquitetônica). Após os técnicos da PMPA não aceitaram a demolição do muro (eles não são burros). Como a prefeitura era do PT e o governo do Brito, atribuíram a rejeição a problemas políticos, esquecendo que a comissão inicial que colocou como pressuposto a não derrubada do muro era composta dos mais diversos representantes inclusive vinculados ao governo Brito.

      Para que estou contando toda esta história, porque vejo que muitos atribuem o atraso da revitalização do muro a problemas políticos, enquanto o que aconteceu na época foi a vaidade dos arquitetos que ignoraram o bom senso. tenho mais fatos muito interessantes para relatar sobre isto, uns publicáveis e outros impublicáveis.

      Eu apesar de não gostar nada do ex-governador Brito (nada mesmo) posso dizer como alguém que teve um papel interessante no processo dizer que tanto o ele como o prefeito da ocasião não tem a mínima culpa do atraso de tudo. Devemos procurar na intransigência do IAB-RS da época (que era inclusive de oposição ao governo) o principal responsável por tudo.

      Como curiosidade, durante anos a fio nas aulas que um dos arquitetos que era de um dos três grupos vencedores o meu nome era citado junto com cobras e lagartos.

      Resumindo: O muro pode ser até derrubado, mas a população do centro e cidade baixa tem que ficar ciente que suas casas e suas lojas perderão no mínimo 30% do valor (quem paga, eu não).

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  2. Esse assunto do muro sempre vai e vem e é meio cansativo. Quem não gostaria de derrubar o muro? Quem acha aquilo bonito? Mas a questão não é essa….. A questão é quem vai assumir a responsabilidade política, jurídica e econômica pela retirada do muro?
    Dúvido que qualquer defensor da retirada assuma essa responsabilidade, então nao é justo exigir de políticos e técnicos que assumam….. Mesmo que um técnico até ache que é pouco provável uma nova enchente, ou que se tiver o Muro nao vai dar conta….. porque ele arriscaria toda a sua carreira defendendo isso, “pouco provavel” nao dá nenhuma certeza…e se tiver enchente? O mesmo um político….

    Existem outras soluçoes técnicas….mas é claro…. quem vai pagar? Que político vai assumir o ônus de usar verba para saude, educacao e segurança para gastar em outra soluçao, que nao seja tao esteticamente feiosa como esse muro realmente é?
    Só se a iniciativa privada fizer, mas o que receberia em troca por gastar milhoes em um sistema de contençao no guaiba? Se alguem quer mesmo derrubar o muro, em vez de fazer uma manifestacao em favor do que todo mundo já quer mesmo, que já é uma unanimidade, seria melhor ter uma boa idéia, que fosse atraente para a iniciativa privada, senao nunca vai sair, pode ter um milhao de manisfestacoes desse tipo….
    Alias so tem uma maneira de derrubar o muro: se tiver uma enchente de pequenas proporcoes e o muro nao funcionar, se for assim, nao valeria mais a pena manter, se derrubaria na hora e seriamos obrigados a procurar outra solucao….

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  3. 1- o muro da mauá tem um furo? pois andei caminhando pela área e ao final do muro temos o gasômetro, com todas janelas de vidro, todas a menos de 3m de altura…..a água não entra por lá?
    2-E se a população se sente tão chateada de ter essa solução agressiva para a área a ponto de propor a derrubada a qualquer custo e risco, os técnicos poderiam ao invés de chamar todos de ignorantes no assunto (por quererem uma cidade mais agradável) propor algo inovador e que não separe uma das áreas mais atrativas da cidade de seus usuários.
    Se a discussão continuar entre derruba e não derruba…aí nada vai acontecer. Soluções?

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    • Essa é a questão: ninguém é contra que existe um sistema de proteção contra enchentes para a cidade de Porto Alegre, mas contra o MURO. O muro não é indispensável e pode perfeitamente ser retirado, ao menos em parte, ou ser substituído por outro sistema de proteção mais moderno e eficiente, sem ser tão agressivo e afastar a cidade de seu lago.

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  4. O que eu sei MESMO é que moro no Cristal e quando esta enchente chegar lá vai ficar tudo abaixo da água, junto com o BarraShopping hehehe.

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  5. Pessoal

    Vamos estabelecer algumas verdades técnicas:

    O Muro da Mauá apesar das dimensões que tem ainda não é suficiente para evitar qualquer cheia, ele evita a maior parte das cheias.

    Não há nenhuma modificação hidrológica na bacia do Guaíba que justifique afirmações do tipo “o muro d Mauá não é mais necessário.

    Apesar do projeto do muro da Mauá ter sido feito durante o período autoritário ele está correto em termos de engenharia.

    O clima é sujeito a grandes ciclos e talvez agora estamos entrando num novo ciclo em que grandes cheias voltarão.

    Não adianta bravatas do tipo, vamos derrubar o muro da Mauá” pois se a prefeitura derrubar todas as casas e edifícios que foram construídos após o muro e ficarem sujeitos a alagamentos terão direito a cobrar da Prefeitura indenizações, porque esta irá aumentar o risco de sofrer inundações, e com isto todos nós pagamos triplicado (construção do muro, demolição e pagamento indenizações)

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