Cidades debatem projetos de mobiliário urbano em Porto Alegre

Palestrantes conheceram o Centro e as intervenções para requalificação Foto: Francielle Caetano/PMPA

Aliar o desenho à funcionalidade, o custo de implantação aos benefícios para os usuários, levando em conta as normas de acessibilidade, segurança, a paisagem da cidade, além de definir formas de gerir e fiscalizar os elementos, são desafios enfrentados pela administração das grandes cidades, que desenvolvem projetos de mobiliário urbano. Na busca do melhor projeto para Porto Alegre, a prefeitura promove nesta sexta-feira, 26, a partir das 9h, o seminário Mobiliário Urbano: do desenho à gestão – Construindo a Imagem da Cidade, no Hotel Embaixador (rua Jerônimo Coelho, 354). O prefeito José Fortunati participa da abertura do evento.

Na programação, representantes de cidades como Barcelona (Espanha), Santiago (Chile), Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba vão falar de suas experiências em projetos de mobiliário. Barcelona desenvolve o seu há mais de 20 anos; Santiago está no processo de mudança de desenho; São Paulo, com o projeto Cidade Limpa, tirou todas as intervenções publicitárias da cidade, e o Rio busca aliar os elementos urbanos à beleza natural da cidade.

Para a urbanista Maria Luisa Aguado, chefe do Departamento de Arquitetura e Projetos Urbanos da Prefeitura de Barcelona, os problemas enfrentados pelas grandes cidades, sejam europeias ou sul-americanas, são muito semelhantes: “o mais difícil é achar a medida certa entre a gestão do poder público e o aporte da iniciativa privada em troca do espaço publicitário”, explica.

São Paulo, segundo Regina Monteiro, diretora de Paisagem Urbana da São Paulo Urbanismo, tomou a decisão de acabar com a poluição visual e retirou todas as intervenções de publicidade das ruas, em detrimento dos recursos privados para a implantação ou manutenção dos equipamentos. “Foi uma decisão de governo, mas nem por isso menos polêmica, pois é ainda motivo de muita discussão”, afirma.

Com cerca de 400 participantes, o evento coordenado pelo Gabinete de Planejamento Estratégico (GPE) e pela Comissão de Análise e Implantação do Mobiliário Urbano (Caimu) está com as inscrições esgotadas, mas poderá ser acompanhado via Internet, ao vivo, pelo portal da prefeitura. O link da transmissão estará disponível sexta, por meio de um banner no lado direito do portal.

Palestrantes – Em sua chegada a Porto Alegre, os palestrantes do seminário tiveram a oportunidade de conhecer o Centro Histórico da cidade e alguns pontos de interesse. Encantados, fotografaram elementos do mobiliário e conheceram as intervenções que estão sendo realizadas no Centro para requalificar a área. Também quiseram saber mais informações sobre o projeto do Cais Mauá e sobre os estacionamentos subterrâneos.

Nesta quinta-feira, 25, todos participam de reunião técnica com os representantes do grupo de Trabalho do Mobiliário Urbano da Capital, que será coordenada por Izabel Matte, da Comissão de Análise e Implantação do Mobiliário Urbano (Caimu).

Prefeitura de Porto Alegre

Palestrantes e GT do Mobiliário debateram uso do espaço público

Em reunião técnica realizada na tarde desta quinta-feira, 25, o Grupo de Trabalho do Mobiliário Urbano e os palestrantes do seminário sobre o tema, que ocorre amanhã, 26, no Hotel Embaixador, debateram o melhor uso do espaço público e as variáveis que implicam nesse processo, como a melhor utilização dos elementos urbanos, sua relação com a paisagem e a identidade das cidades, o processo de gestão e fiscalização do mobiliário e a relação com os espaços para publicidade.

Com um processo de discussão do espaço urbano que teve início em 1990, São Paulo tem um projeto diferenciado das demais cidades representadas no debate, como Santiago (Chile), Barcelona (Espanha), Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre. O investimento da capital paulista foi na limpeza do espaço urbano de toda e qualquer publicidade. Através de uma Lei Municipal 14.223, de 2006, a Prefeitura de São Paulo instituiu o Projeto Cidade Limpa e estabeleceu um prazo de três a seis meses para as grandes empresas e o comércio retirassem toda a publicidade de fachadas, ruas, placas, outdoors e se adequassem a um novo modelo. Para tal, foi instituída uma multa bastante pesada em caso de descumprimento da lei.

Segundo Regina Monteiro, a cidade ficou sem poluição visual, mas perdeu cerca de R$ 350 milhões/ano em investimentos da iniciativa privada (em valores estimados há cinco anos). “Agora, o mobiliário urbano, quando for objeto de licitação, terá que ter uma lei especial, pois hoje não aceitamos nem publicidade das entidades parceiras nos prédios tombados, que estão em processo de restauração”, salienta.

Barcelona encontra-se num processo mais avançado, pois trabalha a questão do mobiliário há 30 anos, conta Maria Luisa Aguado, chefe do Departamento de Arquitetura e Projetos Urbanos da cidade. “Nossa preocupação, nesse momento, é como trabalhar melhor a utilização dos espaços urbanos, uma vez que Barcelona possui a mesma população de Porto Alegre, numa área cinco vezes menor”, explica.

Os debates sobre o tema continuam amanhã, com a participação do público, no Seminário “Mobiliário Urbano: do desenho à gestão – Construindo a Imagem da Cidade”, promovido pela prefeitura, por meio do Gabinete de Planejamento Estratégico (GPE) e Comissão de Análise e Implantação do Mobiliário Urbano (Caimu). Com as inscrições encerradas, os painéis poderão ser acompanhados via Internet, pelo site da prefeitura, em um banner localizado à direita da página.

Prefeitura



Categorias:Mobiliário Urbano

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