Porto Alegre ganha monumento em homenagem a vítima da ditadura

Memorial Pessoas Imprescindíveis é um tributo à Manoel Raymundo Soares. CRISTINE ROCHOL/PMPA/JC

Foi inagurado nesta sexta-feira (26), no Parque Marinha do Brasil, na esquina da avenida Ipiranga com a avenida Beira-Rio em Porto Alegre, um novo monumento que homenageia um cidadão símbolo da luta contra a ditadura.

O Memorial Pessoas Imprescindíveis, em tributo à Manoel Raymundo Soares, morto no período da ditadura militar, é uma escultura alusiva ao “Caso das Mãos Amarradas”, como ficou onhecido o episódio da sua morte, há 45 anos, quando seu corpo foi encontrado boiando no Guaíba.

O memorial integra o projeto “Direito à Memória e à Verdade – A Ditadura Militar no Brasil (1964-1985)“, organizado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), que no Estado tem a parceria da prefeitura e da Assembleia Legislativa. Desde 2006, foram instalados 26 memoriais criados pela artista plástica paranaense radicada em Porto Alegre, Cristina Pozzobon.

Para a ministra titular da SDH, Maria do Rosário, o projeto mostra “o desejo claro do poder público – unindo governo federal, Legislativo e prefeitura – de que jamais seja esquecido o símbolo dessas mãos amarradas”.

O presidente da Assembleia Legislativa, Adão Villaverdade, apresentou uma publicação elaborada pelo Legislativo estadual com o relatório da CPI que apurou, entre 1966 e 1967, a morte de Soares.

Manoel Raymundo Soares (1936 – 1966) nasceu em Belém (PA), em 15 de março de 1936. Ingressou no Exército em 1955. Foi um dos fundadores do “Movimento dos Sargentos”, que lutava por direitos sindicais e democráticos.

Após o golpe militar de 1964, foi preso e expulso da corporação. Solto, engajou-se na luta contra a ditadura e passou a residir no Rio Grande do Sul, onde atuou no Movimento Revolucionário 26 de Março.

Em 1966, quando entregava panfletos contra a visita do presidente Castelo Branco a Porto Alegre, Soares foi preso, torturado e encaminhado para a ilha-presídio existente no Rio Guaíba, onde permaneceu isolado por cinco meses.

Em 13 de agosto de 1966, cerca de um mês depois de escrever a última carta à esposa, foi levado ao Dops para novo interrogatório. Na mesma noite, um jipe do Exército o conduziu até ao rio Jacuí, onde foi submetido à tortura do afogamento.

Seu corpo foi encontrado em 24 de agosto de 1966, com as mãos e os pés atados às costas, e por isso o caso ficou conhecido como “Mãos Amarradas”.

Jornal do Comércio



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8 respostas

  1. E tem gente que é induzida a crer naquilo que a esquerda festiva lhe diz, mas na verdade é raivosa, oportunista e terrorista. Monumentos para tais ratazanas? Não mesmo. A esquerda assassinou e continua matando muita gente de bem, é um mal que surgiu no século passado e que seria necessário um governo contra para sepultá-la definitivamente. O Brasil fora isso é um país lindo, que precida pelo menos seguir o dístico de sua bandeira ORDEM E PROGRESSO. Está na hora de o Brasil ser colocado novamente sobre os trilhos.

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  3. a cor de ferrugem é pra quando ficar podre, a prefeitura falar que ja é assim.

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  4. Milagre, até achei bonitinho, mas pequeno.

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  5. Gostaria de saber quando teremos nesta cidade um monumento decente – e não
    apenas uma pedra com uma placa na tal “Esquina Democrática” – em memória
    ao cabo Valdeci de Abreu Lopes, da Brigada Militar, assassinado em agôsto de 1990 por um militante do MST. Parece que somente os chamados “heróis da resistência democrática” tem este direito, desde que estejam/estivessem perfilados (melhor seria dizer “curvados”) aos cânones da esquerda, evidentemente.

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  6. Não é uma estátua em estilo clássico, e parece até que já nasce “enferrujado”…. mas ok.

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  7. Façam suas apostas.

    Até 2014 ja roubaram uma boa parte dele, vai ser bastante pixado até o fim do ano….

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    • Fim do ano nada….Final de setembro já estará todo estragado….Mais um pra conta de enferrujados e pixados da cidade..

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