Temporal em Porto Alegre teve vento mais intenso do que o Irene em NY

Estação do Prefeitura em Belém Novo registrou rajada de 110,1 km/h

Porto Alegre teve vento mais intenso durante o temporal na madrugada deste domingo do que o observado nas três principais estações meteorológicas da cidade de Nova York, onde atuava a tempestade tropical Irene, rebaixada da categoria de furacão. A estação do Sistema Metroclima da Prefeitura da Capital em Belém Novo registrou rajada de 110,1 km/h por volta das 4h da madrugada de hoje. Já em Nova York as velocidades máximas de vento observada neste domingo foram de 96,3 km/h no Central Park (Manhattan), 93,3 km/h no Aeroporto John F. Kennedy (Queens) e 103,3 km/h no Aeroporto La Guardia (Queens), segundo dados das estações automáticas publicados pelo National Weather Service dos Estados Unidos.

“A grande diferença é que Nova York foi afetada por vento intenso por horas seguidas enquanto aqui em Porto Alegre as rajadas mais fortes duraram poucos minutos”, explicou o meteorologista Luiz Fernando Nachtigall da MetSul Meteorologia. Segundo ele, Nova York foi atingida por uma tempestade tropical que pouco antes de alcançar a cidade era um furacão em processo de enfraquecimento que espalhou mortes e destruição na costa Leste americana. Já Porto Alegre teve rápido vendaval por conta do avanço de uma frente fria associada a um sistema de baixa pressão no Oceano Atlântico.

“Uma forte corrente de jato (vento) em baixos níveis da atmosfera atuava sobre a área de Porto Alegre, trazendo vento de até 100 km/h ou mais a cerca de 1500 metros de altitude, nas horas e minutos que antecederam o temporal da madrugada”, disse Nachtigall. “Quando se tem este tipo de corrente há ingresso de ar quente de Noroeste e aumenta a divergência de vento na atmosfera, agravando muito o risco de tempestades”, complementou.

Outra diferença gritante entre Porto Alegre e Nova York, cujas condições de tempo severo tiveram causas completamente distintas, foi a chuva. O temporal das 4h de hoje trouxe baixos acumulados de precipitação para a Capital enquanto em Nova York a tempestade Irene provocou volumes altíssimos de chuva na cidade de 150 a 200 milímetros em alguns pontos.

Correio do Povo



Categorias:Clima

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11 respostas

  1. Felipe

    Se não entendeste, problema teu, não vai ser eu que vou te explicar.

    Teus comentários sumiam porque apresentavam ofensas pessoais e palavras de baixo calão (conhecidas como palavrões), e desta forma nem o Bispo ou a Presidente da República entram no meu blog. Simples.

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    • Rogério,

      Não sei por que a agressividade (desde teu primeiro post), só estou tentando entender. Mas se a intenção não é que os outros te entendam não vejo razão de escrever. Mas é opção tua.

      Não sei de que ofensas pessoais estás falando, acho que estás me confundindo com alguém. Lembro que meu último comentário foi apenas uma observação sem importância sobre o artigo dos gases das vacas. Mencionei que até onde sei quem diz que o aquecimento global é gerado por elas são os que negam o aquecimento global, e não o contrário como indicaste no teu artigo.

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      • Caro Felipe X

        Acho que está havendo uma enorme confusão, dos comentários que recebi redirecionados do blog PortoImagem (até aí consigo rastrear) o mais gentil foi:

        “isso é idotíce eu pesquisei no google pluviogramas do brasil não essa m……!!!”

        Os outros que se referiam a diversas pessoas da minha família de maneira nada elegante até limpei da lixeira.

        Este comentário sobre a vaca, não recebi. Podes enviar que terei o máximo prazer em colocá-lo, e não precisas concordar comigo, até se houver alguma discordância fica mais interessante.

        Achei estranho a tua insistência, se realmente não eram teus os comentários, peço desculpas pelo pré-julgamento e responderei na medida do possível as tuas dúvidas.

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  2. Felipe

    Leia a explicação com cuidado do meteorologista Luiz Fernando Nachtigall da MetSul Meteorologia, que entenderás o que estou falando.

    Quanto ao meu blog, escrevo o que eu quero, não ganho nada por isto além do prazer de ser lido por milhares de pessoas, uns chatos, mas a imensa maioria não. Se leres com cuidado verás que a maior parte do que coloco lá tem origem em trabalhos técnicos sobre o assunto. Não invento, só enfeito um pouco o texto para não ficar chato.

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    • Falas deste artigo? http://www2.portoalegre.rs.gov.br/metroclima/default.php?reg=660&p_secao=6

      Se for, ele explica as diferenças entre os dois casos, mas não vi ali uma explicação de por que não podemos prever o acontecimento de fortes ventos.

      Em relação ao teu blog, não sei se os leitores são chatos, sei que parei de acompanhar pois meus comentários sempre sumiam, acho que faltava aprovação, sei lá. Entendo que teus textos são baseados em trabalhos técnicos, assim como os textos de defensores da mudança climática.

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  3. Caros VOP e Felipe X

    Primeiro, é importante destacar que este furacão chegando a NY não é algo comum, deve ter um período de recorrência em torno dos 30 a 50 anos, por outro lado, ventos como este em Porto Alegre ocorrem mais que uma vez por ano (mesmo que sejam rajadas).
    Segundo, e talvez o que nos leve a uma reflexão, a nossa cidade diferentemente as cidades Europeias ou grande parte dos USA (excetuando a zona de furacões e tornados ~30% da área dos USA), está sujeita a grandes precipitações e grandes vendavais (como parte do RS está sujeito a tornados).
    Terceira, estando nossa cidade mais sujeita a intempéries desta espécie teríamos que no momento que ocorre desastres como este pensar nas dificuldades que encontramos para realizar nossa infra-estrutura.
    Quarto, em NY os aeroportos só iam abrir hoje (segunda-feira pela manhã, e pelo que eu saiba o nosso antiquado, atrasado e ineficiente Salgado Filho, nunca fecha por eventos iguais ou piores do que este).

    Quanto ao comentário do Felipe, mais uma vez uma crítica sem conhecimento, os ventos que chegaram em NY eram originados de uma tempestade tropical que originou-se de um furacão, evento climático gerado próximo as Europa, que percorre todo o Atlântico, passa a frente da Flórida para depois subir na costa, ou seja, quase duas semanas, se não desse tempo para avisar aí é que seria o espanto.

    Quanto aos avisos do governo Americano me parece que são meio desencontrados chegando a ser Caóticos, lembro do Furacão Katrina, que matou mais de dez mil pessoas, a subida do nível do Mississípi era algo totalmente previsível (mede-se a pressão do núcleo do furacão e em função do desnível que esta cria se tem condições de calcular a altura de subida do nível do mar, e por consequência a subida no nível dos estuários dos rios.

    Felipe, que tal pensares um pouco antes de escrever qualquer coisa.

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    • Rogério, entendi tua demonstração de sabedoria descrevendo a origem do temporal americano, mas de onde vem o de POA? Por que não pode ser previsto? Faltou este trecho.

      E outra, o fato do vendaval ser mais frequente justifica nós não comunicarmos quando eles vêm? Sinceramente, vejo um monte de informações que provavelmente estão corretas tecnicamente nesse teu comentário mas não entendi a conclusão que tiras disto.

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    • Outra coisa: penso um pouco antes de postar sim… também pensas qdo escreve aqueles artigos de “climate denial”? 😉

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    • Correção: “climate denial” = “climate change denial”

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  4. Triste mesmo eh que nao fomos avisados do perigo, ao contrario deles.

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  5. Só com tragédia mesmo pra comparar Porto Alegre com Nova York…

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