Aeroporto Internacional 20 de Setembro terá 25 quilômetros quadrados

Prefeituras de Nova Santa Rita e Portão devem decretar área como de utilidade pública

Porto Alegre – O tamanho da área do Aeroporto Internacional 20 de Setembro já está definido. Serão 25 quilômetros quadrados entre Portão e Nova Santa Rita. A decisão ocorreu ontem, em reunião do grupo de trabalho do novo aeroporto, coordenada pelo presidente do Conselho de Acionistas do Grupo Sinos, Mario Gusmão. O encontro contou com a participação do diretor do Departamento Aeroportuário da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Seinfra), Roberto Carvalho Netto, e os prefeitos Eloi Antônio Besson e Francisco Brandão.

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No encontro, os prefeitos receberam um documento que estabelece coordenadas que possibilitarão a elaboração dos decretos que determinam as áreas como de utilidade pública

O diretor de Relações com a Comunidade do Jornal NH, Miguel Schmitz, ressalta a presteza do diretor da Seinfra em entregar no ato o documento que estabelece as coordenadas que possibilitarão aos prefeitos elaborarem os decretos de utilidade pública para o surgimento do aeroporto 20 de setembro

Após os decretos, o 5º Comando Áereo Regional (Comar) será consultado das áreas e do alinhamento das pistas que, por sua vez, passará os dados aos órgãos competentes, incluindo o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta)

O encontro teve ainda a participação de integrantes do grupo de trabalho, presidente e vice do Conselho Consultivo em Ciências Aeronáuticas (CCCA), o comandante da aviação civil Nelson Hillcoap Riet Corrêa e o professor e diretor da Faculdade de Ciências Aeronáuticas da PUCRS, Elones Fernando Ribeiro, respectivamente, e o coronel aviador André Ficht.

Diário de Canoas – Susi Mello

 

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Para ajudar a visualizar a área, utilizo este mapa da RMPA, com a divisão em municípios.

Em vermelho a suposta área (sem escala) onde ficaria o Aeroporto 20 de Setembro.

 

 



Categorias:Aeroporto 20 de Setembro

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44 respostas

  1. Pessoas vão ter que se retirar de suas terras para a construção desta obra, e isso é muito ruin, pessoas que tem familia,que passaram tantos e tantos anos construindo suas casas, plantado nessas terras. Escolas vão ser destruídas e os jovens que moram nessa região? Será que vocês não pensam em ninguém, são tão egoístas a ponto de pensarem apenas no dinheiro que os grandões vão estar ganhando com isso?
    Ainda disseram que não vão indenizar as terras de quem mora nessa grande área! Isso é absurdo, sei que é dificil negociar com os grandões,pois não pensam nas outras pessoas. Más isto não pode ficar assim, vamos lutar para que este aéroporto não prejudique quem mora nestas áreas, e que indenizem até o último centavo, pois que mora nestas áreas não quer nem um pouco sair dali.

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  2. Eu acho interessante um novo aeroporto dentro da região metropolitana, tal como São Paulo e Rio de Janeiro que possuem 2 aeroportos próximos. No entanto, fica uma pergunta: para justificar a construção de um novo aeroporto, teria que o atual (Salgado Filho) estivesse com sua infraestrutura completamente ampliada e a capacidade esgotada. Será que é pertinente essa obra? E não pense que não apóio essa construção, muito pelo contrário…Tanto que gostaria de saber como posso obter informações para locar um espaço para comércio no futuro aeroporto, visto que no Salgado Filho não há mais lojas.

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  3. 1) A Base Aérea de Canoas nunca servirá a voos comerciais regularmente. Ela é muito próxima do Salgado Filho, e suas aproximações se cruzam, o que inviabiliza a otimização dos usos… Tu provavelmente não conhece a Base. Não é nem um pouco acessível, a não ser que tenham desapropriações em massa e mega intervenções DENTRO da cidade de Canoas, o que custaria MUITO mais…

    2) Não há a possibilidade de uma segunda pista. Além de não haver espaço (óbvio), ou as pistas se cruzariam, ou não teriam separação sufuciente para operação simultânea. Isso sem contar a maior proximidade ainda com a Base Aérea.

    3) Só pra constar: o A330-200, aeronve utilizada pela TAP, pode sair de POA com peso máximo de decolagem (MTOW). Menos asneira, por favor!!!!!

    4) São poucas as pessoas que frequentam o aeroporto e não o usam para voar. Esse pseudo-mercado não conta pra nada. Se tiver aeroporto, vai ter voo. Se tiver voo, vai ter gente. Se tiver gente, vai ter consumo. Ponto.

    5) Quando cito o valor maior a ser pago no Salgado Filho, me refiro às desapropriações para ampliações de maior porte. Essa ampliação da pista vai sair quase de graça. Isso sem contar que o BIG ficando onde está, a pista será rampeada. Mais custo. Mais aonda seria se tiovessem que tirá-lo de lá.

    6) Nosso aeroporto hoje tem tudo o que precisamos. Até espaço para mais alguma ampliação. Mas não é o aerporto do futuro. Precisaremos sim de um segundo aeroporto.

    7) Se tu olhares apenas para as imagens do Google Earth, verás grandes áreas desocupadas “próximas” ao nosso aeródromo. Acontece que essas áreas são privadas e já têm projetos aprovados e estão em vias de execução. Sei disso por trabalhar com eles. É preciso muito mais conhecimento que uma simples olhada do Google Earth…

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  4. É o que eu sempre digo: sempre tem um milhão de pessoas criticando tudo o que aparece. É notório ver que esse assunto só veio à tona quando já tinham decidido até a área: tivesse aparecido algum estudo prévio, já teria gente criticando. É por isso que aqui nada vai adiante.

    Várias cidades de vários estados de vários países têm e precisam ter dois aeroportos. Um que atenda a voos regionais, no nosso caso o Salgado Filho. Um aeroporto de pista única, com espeço para até 15 milhões de passageiros, confinado dentro da cidade, onde a ampliação se torna extremamente dispendiosa (o que ainda não foi o caso, pois as vilas Dique e Nazaré são favelas); e um aeroporto internacional de alta capacidade, para aviões grandes, intercontinentais…

    Aeroportos dentro da cidade são mais caros. Experimenta ir pra São Paulo. Por Congonhas e por Guarulhos. Vê o preço da passagem. Ou então pro Rio, Galeão e Santos Dumont. É assim. A operação é mais cara.

    Quero saber quem aqui voa regularmente, se vai de Trensurb ou T5, ou vai de carro ou de carona pro terminal… Mas reclamam de esse novo não ter conexão. É claro que não! Ele não existe! Já li que o aeroporto terá como via de acesso a rodovia Carioca. Não teria nenhum problema para as pessoas que viajam hoje de avião e usam o Trensurb utilizar o trem até a estação Mathias Velho, ou São Luiz e de lá pegar um ônibus até o aeroporto, numa linha exclusiva, com check-in na própria estação.

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    • Um aeroporto de pista única, com espaço para até 15 milhões de passageiros,

      A demanda/capacidade atual é 6 milhões de passageiros por ano. Ainda podemos trabalhar com ampliações de terminal por um bom tempo.

      onde a ampliação se torna extremamente dispendiosa […] e um aeroporto internacional de alta capacidade, para aviões grandes, intercontinentais…

      A ampliação da pista do Salgado Filho tem mais a ver com melhorar a viabilidade de certos voos (e.g. Lisboa) do que propriamente a quantidade de passageiros transportados. Quando se terminar a ampliação da pista, praticamente QUALQUER avião poderá pousar/decolar aqui com máximo de payload. Ora, se tal pista vai até 15 milhões, é ECONOMICAMENTE INEFICIENTE não utilizar esta capacidade; para utilizar esta capacidade, necessariamente temos que ampliar o terminal de passageiros. Uma rápida consulta ao Google Earth mostra-nos que há espaço para isso.

      Aeroportos dentro da cidade são mais caros. […] A operação é mais cara.

      Errado. A passagem é mais cara porque a demanda pela conveniência de pousar perto do centro das citadas cidades é superior à oferta, e não há espaço físico para aumentar a oferta. Salgado Filho está lotado hoje, mas é possível aumentar a oferta sem construir outro aeroporto.


      Um complemento interessante ao meu ponto: Digamos que construamos outro Aeroporto com uma pista, ou optemos por usar a pista da Base Aérea de Canoas. A capacidade agregada dos aeroportos da Região Metropolitana de Porto Alegre seria, então, de 30 milhões de passageiros por ano. Esquecendo por um momento nosso fraco turismo, para que a demanda atingisse esse patamar, cada um dos 4 milhões de habitantes da RMPA, rico ou pobre, teria que fazer umas 3 viagens ida e volta por ano, totalizando 24 milhões de viagens. Eu não vejo isso acontecer em menos de 30 anos.

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      • Em nenhum momento disse nada sobre abandonar o Salgado Filho, nem em abortar os investimentos que estão e podem ser feitos no futuro. Um aeroporto não fica pronto em 2 anos… Parar hoje para estudar uma alternativa de macro escala é muito importante, é ter vistas para o futuro, o que hoje parece não termos. Esses estudos normalmente levam 5 anos para ficarem prontos, mais todo o tempo para aprovação e ajustes de projeto, mais muitos anos de construção de acessos, pistas, terminais…
        O novo aeroporto é uma obra muito maior que o SAlgado Filho pode se tornar e só será uma realidade em 20 anos… Se esperarmos 20 anos para “descobrir” que o Salgado Filho não comporta mais e aí sim partir para uma alternativa é no mínimo pouco inteligente.
        Tenho absoluta certeza que o nosso aeroporto suporta muitos bons anos, mas seu esgotamento chegará, fatalmente, quer gostem ou não.
        E ampliar a pista atual não tem nada a ver com o voo para Lisboa… É com vistas ao transporte de cargas…
        os custos de operação dentro de uma cidade são sim muito superiores. Os impostos pagos são muito maiores, o aluguel das lojas é mais caro, estacionamento é mais caro…

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        • Leonel,

          SE o esgotamento da capacidade acontecer, temos a Base Aérea de Canoas prontinha ao lado, com uma pista maior que a atual do Salgado Filho, e facilmente expansível. Só precisa construir um terminal. Isso se faz em menos de 3 anos. Dez quilômetros de Porto Alegre.

          E com um pouquinho mais de engenharia, talvez até fosse possível construir uma segunda pista lá, visto que a área e maior.

          Assumindo que cada pista nos dá uns 15 milhões de pax/ano, conseguiríamos atender tranquilamente 40 milhões de pax/ano.

          E ampliar a pista atual não tem nada a ver com o voo para Lisboa… É com vistas ao transporte de cargas…

          E também com vistas a permitir maior quantidade de cargas nos voos de passageiros. Que é o que viabiliza voos longos, como os de Lisboa. É óbvio que essa ampliação da pista não atende o voo de Lisboa (até porque a ampliação não aconteceu ainda), mas eu tenho certeza que foi um dos fatores na decisão da TAP: saber que, num futuro próximo, poderá decolar seus aviões aqui com muito mais carga.

          Os impostos pagos são muito maiores, o aluguel das lojas é mais caro, estacionamento é mais caro…

          Quanta bobagem aqui hein ô batista.

          1) o imposto só é mais barato nas áreas afastadas se houver algum tipo de incentivo fiscal.
          2) o aluguel das lojas no aeroporto da cidade só é mais caro que o do interior se este apresentar vantagem competitiva aos locatários; é lindo ter um aluguel baratinho, mas de que adianta se esse aeroporto fica longe de onde as pessoas estão e o teu movimento vai ser bem menor?
          3) o estacionamento no aeroporto do interior seria até provavelmente mais caro, haja visto que, sem acesso por transporte coletivo, mais usuários não teriam opção senão pagar o preço que for.

          Sim, sem dúvida alguma, o metro quadrado do terreno é mais caro na cidade do que no campo, mas o terreno do Salgado Filho já está comprado e ocupado; não existe uma “pressão de oportunidade imobiliária” forçando o valor do terreno do Salgado Filho para cima ao ponto de ser mais vantajoso vender o terreno.

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  5. Quem viaja sabe o como é bom um aeroporto dentro da cidade, condução fácil, corridas de taxi curtas para chegar ao centro da cidade etc. Acho que temos muito espaço para ampliar o Salgado Filho. Se pra ampliar o aeroporto atual já é uma dificuldade, imaginem construir um novo.

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  6. Do jeito que as coisas são por aqui, só daqui 30 anos haverá a liberação para as obras.

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