Copa 2014 pode ter blecaute: Brasil precisa de R$ 4,7 bi para evitar blecaute

Diagnóstico ocorreu após estudo coordenado pelo Ministério de Minas e Energia

O setor elétrico brasileiro vai precisar de um investimento adicional de R$ 4,7 bilhões para evitar blecautes durante a Copa do Mundo. O diagnóstico ocorreu após um estudo coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, com a participação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), da Aneel, das secretarias estaduais, das distribuidoras e das empresas de geração e transmissão.

Segundo o jornal “Valor Econômico”, a maior parte do montante –quase R$ 3,4 bilhões– virá das distribuidoras, que devem incorporar critérios e procedimentos mais rigorosos até o evento. O financiamento será feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Déficit

Manaus, por exemplo, tem risco de déficit de 650 megawatts (MW) no suprimento de energia durante a Copa. A linha de transmissão que liga a cidade à hidrelétrica de Tucuruí já enfrentou atrasos. Caso não seja concluída, exigirá geração térmica adicional.

No Rio, a Light, concessionária responsável pelo fornecimento de energia na cidade, pretende trocar todos os equipamentos de distribuição com “elevado tempo de uso”. Além disso, deve antecipar em três anos a construção de uma nova subestação na zona oeste da cidade.

Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá e São Paulo também devem apresentar soluções para evitar os blecautes, com a implantação de “eletroanéis”. O objetivo é interligar as principais linhas e subestações, criando rotas alternativas de alimentação da rede.

Durante a Copa, a Fifa exige que os estádios recebam energia elétrica de pelo menos duas fontes distintas. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), os estádios e centros de imprensa serão atendidos também por geradores próprios e especiais.

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15 respostas

  1. O juros do BNDES são subsidiados, porque no Brasil o juros em geral são os mais altos do planeta. Pode apostar que mesmo subsidiados pelo governo os juros cobrados pelo BNDES em financiamentos a investimentos ainda são os mais altos do mundo.

    Por outro lado, o dinheiro emprestado pelo BNDES, que basicamente vem da emissão de títulos públicos (dívida pública da qual pagamos taxa de 12% ao ano, no mínimo) não pode ser usado para financiar a educação, a saúde e a segurança. Para isso os governos tem a arrecadações gerais, que atualmente passam de 1,2 TRILHÃO de reais.

    Portanto, para acabar com os juros subsidiados do BNDES é simples, basta reduzir os juros da economia brasileira, da qual o próprio governo é o maior incentivador ao pagar um taxa SELIC de 12% ao ano. Quem vai emprestar dinheiro a taxas menores, se tem essa rentabilidade e segurança (garantida pelo Tesouro da União) a sua disposição?

    Agora sobre a isenções, elas ocorrem para incentivar um investimento que trará retorno mais adiante. Se pensarmos que o TURISMO e a segunda maior atividade econômico do planeta e o Brasil é um dos países que menos se aproveita desse ramo da economia (por exemplo, recebemos menos turista estrangeiros num ano do que o Palácio de Versalles, na França), esses incentivos são muito válidos. Além disso, não existe perda para cofres públicos, porque esses investimentos não seriam feitos, se não houvesse esse incentivo.

    Também não teria sentido cobrar impostos sobre obras públicas ou estádios pagos com dinheiro público, como acontece com a maioria dos investimentos necessários a Copa.

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    • Ah, é para REDUZIR OS JUROS da economia brasileira é bem fácil, basta fazer uma reforma PREVIDENCIÁRIA, para gerar poupança interna, pois o juro, todos sabem, é o preço do dinheiro, e, quanto mais dinheiro existe a disposição, menores são os juros; uma reforma TRIBUTÁRIA, reduzindo a carga tributária brasileira sobre o sistema produtivo, consequentemente incentivando o aumento da produção e reduzindo a pressão inflacionário, pois o governo usa também os juros altos para controlar a inflação; além de uma reforma FEDERATIVA e do ESTADO BRASILEIRO, pois precisamos de governos que façam mais com menos e sejam eficiente na aplicação dos recurso públicos que tem a sua disposição.

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