Praças: Isso não nos pertence mais

Depois do preview de ontem, as fotografias chocantes da condição de um número grande das praças de Porto Alegre. Tomadas por sem tetos, alcoólatras, errantes e birutas, isso não nos pertence mais.

O que fazer. Ou não fazer.

Todo mundo sabe da retórica: são excluídos, sofrem de vários problemas psíquicos, tem o direito de ir e vir como qualquer um de nós. Etc etc etc.

Bom, alguma coisa precisa ser feita. Este problema PRECISA ser resolvido. Nossas praças PRECISAM ser recuperadas e devolvidas à grande população. É uma situação difícil. É. É um problema espinhoso e melindroso. É. Tem patrulha. Tem. Mas o bem estar da grande maioria da população tem primasia. Ou não? Não podemos ter nossas praças transformadas em moradias de sem teto. Isso é fim-de-papo. COMO fazer? Ai é uma questão de capacidade administrativa, coragem, jogo de cintura, astúcia, força e jeitinho.

Só não podemos continuar com pessoas secando seus cobertores em fontes secas.

Editado: A comparação com BH estava deturpando o foque, desculpa!

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SMAM: zachia@smam.prefpoa.com.br

Secretaria de Esportes e Lazer:  edgarmeurer@sme.prefpoa.com.br

Secretária Municipal: sonia@sma.prefpoa.com.br



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19 respostas

  1. Acredito que todo mundo concorda que é preciso deixar sempre “a porta aberta”, para essas pessoas passar sair da miséria e da mendicância através do oferecimento de albergues, cursos de qualificação, tratamento de dexintoxicação…, e que o Poder Público erra ao não cumprir efetivamente seu papel assistencial, entretanto a sociedade não pode ser culpada, nem punida, por eles preferirem não entrar.

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    • Exato Julião. Sempre que mostram isso vem alguém com aquele papo de “pobres excluídos pela sociedade…”. Inclusive já aconteceu aqui neste post.

      O estado deve sim prover chances de melhora para estas pessoas, seja no tratamento do vício quanto com albergues, moradia depois do tratamento, etc. Mas vcs sabem qual é o problema disso? O estado até oferece alguma coisa (longe do ideal), mas viciado é viciado, não quer largar. Eu fui viciado em cigarro e sei como é a mentalidade de alguém dependente de uma substância (mesmo sendo algo beeeem mais ameno que crack). O sujeito inventa mil desculpas para manter o vício, até que um dia vê que está errado ou acontece algo que o obriga a sair.

      E outra, excluídos? Já conheci filhinho de papai que foi parar na rua, sei que não são todos casos, mas existe isso sim. E se o cara não quer ajuda, bem daí não deve ter direito de tomar para si espaços públicos.

      Engraçado que quando alguém faz um quarto e um varal em uma praça ninguém fala em privatização de espaço público. Mas é que como não tem dinheiro envolvido daí pode né? 😉

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  2. Enquanto o presidente da FASC pensar em ser o bambam da hora e só pensar em ser deputado, vai dar nisso. Arregaçar as mangas e trabalhar que é bom nada… isso que seus subordinados estão acostumados a trabalhar das 09:00 as 16:00 e não assumem nada a não ser fazer reunião e reuniao. E pior é a Secretaria de Ação Social, existe aqui em POA? Tem cada uma que parece mil, a coisa é muito mais embaixo, é burrocrática demais….

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  3. Qta triteza ver isso…

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