Engevix poderá investir em transporte de massa em Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre

A empresa paulista Engevix Engenharia confirmou a intenção de investir em transportes de massa no Rio Grande do Sul. A companhia, com atuação nas áreas de energia, indústria e infraestrutura e que adquiriu o Estaleiro Rio Grande (ERG) no porto de Rio Grande, analisa oportunidades para investir em uma ligação ferroviária entre as cidades de Rio Grande e Pelotas, cuja expectativa de fluxo de pessoas chega a 30 mil por dia após os investimentos previstos para a região. A empresa também avalia alternativas para Porto Alegre, que poderiam ser tramways (bondes) ou metrô.

“O Rio Grande do Sul opera basicamente com transporte rodoviário, mas isto em muitas ocasiões tira competitividade do Estado”, afirmou o sócio da Engevix, Gerson Almada. As iniciativas, no entanto, dependeriam de aprovação e avanço de trâmites legais no Ministério dos Transportes e na prefeitura de Porto Alegre.

O começo da parte física do ERG 2, área de apoio ao Estaleiro Rio Grande, com 350 mil metros quadrados, orçada em R$ 380 milhões, foi possibilitado há 15 dias, com a liberação das licenças ambientais. No ERG-2 será construída uma fábrica de painéis com capacidade de produção de 8,5 mil toneladas por mês, juntamente com obras que irão permitir a construção de navios-sonda. Os investimentos no ERG-2 serão de R$ 500 milhões.

Um desafio da companhia no Estado é viabilizar a compra de uma área próxima onde hoje estão os seus estaleiros. A chamada ERG 3 tem atualmente sua aquisição sendo negociada pela Engevix, e, em caso de sucesso, possibilitará a instalação de um complexo para produzir módulos e peças para outros navios, inclusive para o uso da marinha mercante. “A área onde estamos já está se tornando limitada para nossos projetos”, afirmou Almada. Os investimentos multiplicarão o capital da empresa no Estado: somente a fábrica de cascos irá demandar um investimento total de US$ 3,75 bilhões.

Além da implantação do estaleiro no Rio Grande do Sul, a empresa, segundo Almada, estuda a construção de unidades habitacionais em Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande. A empresa poderá erguer empreendimento para atender a parte da demanda de 37 mil casas estimadas para Rio Grande nos próximos anos. Como o centro da cidade está ocupado, as construções seriam em áreas adjacentes.

Jornal do Comércio



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito, Polo Naval de Rio Grande

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10 respostas

  1. concordo c/varias situações aqui relatadas,mas so li sobre poa,que parece ser a mais importante ,acho que devemos abrir a janela e ver as outras cidades com muita coisa pra fazer,mostren algun ´politico integro????tem gente grande que não quer trem passageiro;e tem contato direto c/nossa rica bancada pagando c/troca de favores pra impedir tais feitos,.somos manipulados 24hs,c/novelas,futebol,carnaval e praia,vamos fazer o que???abraço a tdos..

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  2. Já p/o centro, eu recomendaria: o trenzinho turístico (elétrico), os triciclos c/tração humana, uma réplica do bondinho antigo na Rua da Praia e na Pça da Matriz, eu recomendo os fiacres! Seria lindo e romântico! Em muitas cidades da Europa tem e se nós somos a Europa do Brasil, pq devemos ficar p/trás???

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  3. tá aí olha: tramway é a solução para desafogar o trânsito em Porto Alegre! Em toda a Europa tem! Pq nós devemos andar só de carro? Tramway, ciclovias e funiculários é o que precisamos!!! De quebra, um teleférico, não seria nada mal!

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  4. “As iniciativas, no entanto, dependeriam de aprovação e avanço de trâmites legais no Ministério dos Transportes e na prefeitura de Porto Alegre.”

    O problema é que nossos governantes socialistas frequentemente preferem ter uma opção de transporte a menos do que entregar para a iniciativa privada explorar… e quando entregam, normalmente é para NOS explorar!

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    • Concordo contigo e vou mais longe. Como as coisas aqui em Porto Alegre são, devemos ter, reuniões, reuniões, apresentações, debates e isso nunca acontecerá, porque quanto mais onibus lotado e rodovias cheias estiverem, mais a prefeitura tem assunto pra falar que vai fazer… prefeitura cobrada, é prefeitura vista. NO ano eleitoral ai fazem um monte de obras meia-boca pra dizer que trabalham… to de saco cheio dessa gente.

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  5. Mas não é o que eu venho dizendo faz tempo?? Tramways (bondes) são muito mais baratos, simples e rápidos de implementar do que Metros. É o que mais se vê em toda a Europa e EUA.

    Porto Alegre não tem nem o básico e quer partir logo para o mais caro e difícil de se implementar que são os metrôs!!! Por isto que 90% dos projetos nunca saem do papel.

    Baby steps pessoal!

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    • Porto Alegre não tem nem o básico e quer partir logo para o mais caro e difícil de se implementar que são os metrôs!<

      Olha, eu gosto muito do Tram, mas sejamos realistas: a demanda do eixo mais crítico (Assis Brasil/Farrapos) de Porto Alegre já passou faz muito tempo da capacidade atingível por um sistema de trams ou VLT. Um Tram lá nasceria saturado, de forma que só faz sentido construir metrô.

      O Tram só seria adequado nas vias de menor demanda e, especialmente, nas vias estreitas onde BRTs fossem impraticáveis. Eu enquadraria nestes requisitos a Av. Cristóvão Colombo, a Av. Independência/24 de Outubro, a Segunda Perimetral e, talvez, a Av. Protásio Alves. Ao meu ver, estas linhas de Tram deveriam ser subterrâneas no Centro; com alguma engenharia, daria para fazê-las compartilhar esse trecho subterrâneo construindo sob a Rua da Praia, desde a Praça da Alfândega até as imediações do Túnel da Conceição, onde as linhas emergiriam e divergiriam para as avenidas citadas.

      Baby steps pessoal!

      Eu concordo que a cidade precisa de “baby steps”, mas a escolha pelo modal metrô não é o erro nesse aspecto; o erro é que o projeto apresentado até agora não se presta para construção incremental, exigindo um malabarismo financeiro e político que esta cidade grenalizada simplesmente não consegue jogar.

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      • Não sou contra metrô, só acho que nunca sequer passou pela cabeça dos nossos administradores utilizar tram… partiram direto para o mais difícil.
        Já era para ter tram em POA deste anos atrás quando o transito para a zona norte ainda não exigia metrô..

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  6. Tomara que isso aconteça mesmo, pois o Brasil precisa, e muito, de investimentos no transporte ferroviário de passageiros e de cargas.

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