ARTIGO: A segunda ponte do Guaíba começa a nascer, por Eliseu Padilha

Já vai longe o 28 de dezembro de 1958, data da inauguração da Travessia Getúlio Vargas – nascida como Regis Bittencourt -, que por mais de 50 anos – bem ou mal – garantiu o trânsito em direção à Metade Sul do Estado. Passados 50 anos o número de veículos e de cidadãos no Rio Grande, no Brasil e nos países do Prata cresceu muito. De parcialmente ociosa a Travessia Getúlio Vargas, hoje, é monumento à fadiga de metais e a descompasso fático entre a demanda e sua corroída capacidade. Quando, em 1998, no Ministério dos Transportes, decidimos que o porto do Rio Grande seria o porto do Mercosul e que ele seria ligado, por rodovias duplicadas, às cidades de Belo Horizonte e Rio de Janeiro, passamos aos projetos e iniciamos as obras. As obras do porto do Mercosul foram concluídas em 2010. As rodovias já estão duplicadas em mais de 85%, mas a nova ponte do Guaíba ainda não iniciou.

Na reunião da bancada gaúcha para tratar do tema, compareceram o Ministério dos Transportes – Dnit -, a Agência Nacional de Transportes, o governo do Estado representado pelo secretário dos Transportes, deputados, senadores e a Concepa, concessionária da BR em cujo corpo situa-se a atual e localizar-se-á a futura travessia do Guaíba e demais cursos hídricos.

Concluídas as exposições e as manifestações, surgiram sinais efetivos do início do parto da segunda ponte do Guaíba: 1º) para o Ministério dos Transportes executar diretamente a obra projetada serão necessários recursos superiores a R$ 800 milhões e o prazo de três anos para iniciar e, no mínimo, de seis anos para terminá-la; 2º) a Concepa, sob a fiscalização da ANTT, pode entregar a obra à população em três anos, sem qualquer aumento de pedágio, mediante a prorrogação do prazo de concessão; 3º) o governo do Estado e os parlamentares demonstraram que a cada ano os gaúchos sofrem perdas em vidas humanas – o bem mais precioso – e prejuízos econômicos superiores a R$ 200 milhões. Superada a “cantilena” da “defesa da privatização” pela prática dos governos da União, restou cristalino que o mais aconselhável – pois representará ganho econômico e de tempo – é a preservação do direito/dever de a Concessionária da BR-116 construir a segunda ponte do Guaíba.

Eliseu Padilha é Deputado federal do PMDB

ARTIGO Notícia da edição impressa de 09/09/2011

Jornal do Comércio

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Um comentário de um leitor do Jornal do Comércio, da edição de hoje, 12/09/2011.

No Jornal do Comércio de sexta-feira, dia 9/9/2011, página 4, Opinião, o deputado federal Eliseu Padilha escreveu um artigo com o título A segunda ponte do Guaíba começa a nascer. Nele defende a construção da ponte pela concessionária Triunfo-Concepa porque representará ganho econômico e de tempo. É a preservação do direito/dever de a Concessionária da BR-116 construir a segunda ponte do Guaíba. Será um direito? Por que o Dnit orçou em mais de R$ 800 milhões o custo desta obra? Logo o Dnit, mais conhecido como “Demite”, porque nele estavam lotados os maiores larápios da idade moderna que esta República conheceu? E alguém conhece o projeto? Apenas duas pistas de cada lado, ou seja, já nasce velho, sem visão de futuro. A título de prorrogação por mais 20 anos da concessão da BR-290? Que beleza. Viva o Brasil deles. (Julio André Willig, leitor, Porto Alegre)



Categorias:Nova ponte Guaíba

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7 respostas

  1. Mais prioridade que aponte, visto que já tem uma, é o Teatro da OSPA!!!

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  2. É apenas um político fazendo política. Queriam que ele estivesse fazendo o que? Gestão? Pra isso existem gestores, na iniciativa privada.

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  3. A Ponte do Guaiba esta na minha memoria de infancia. Atingido pelo mobilidade social descendente, de trabalhador qualificado para um mero morador de rua, muitas vezes esta ponte serve para resguardar-me das chuvas, enquanto espero vaga no Abrigo Felipe Diel, que fica proximo. Obrigado.

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  4. É, esse cara nos é bem conhecido. Mas bem, nove anos?? É atestado de incapacidade de gestão.

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  5. O Eliseu Padilha tem mais é que ficar quieto… o cara foi ministro dos Transportes por 4 anos e não fez po##a nenhuma… pq ele não duplicou a 101 no período que esteve no ministério? Agora é fácil falar…

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  6. Além da ponte que falta? onde está a duplicação da BR116 de Porto Alegre a Rio Grande?? a obra começou e parou.

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  7. Esse Eliseu Padilha não vale nada. Se elegeu há umas duas eleições vendendo um metrô que nunca foi construído e agora quer ganhar nessa da ponte.

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