Trensurb: passageiros convivem com longas filas e trens lotados

O Sul21 conversou com usuários e com a direção da Trensurb sobre os problemas nos trens e as sugestões para a melhoria do transporte | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

André Carvalho

Nos trens da Trensurb são transportados diariamente cerca de 170 mil usuários por dia entre Porto Alegre e São Leopoldo. Com a extensão até Novo Hamburgo, programada para 2012, serão mais 30 mil passageiros. Apesar de ser um meio de transporte mais ágil e ecológico, desobstruindo o trânsito da BR-116, por onde circulam aproximadamente 115 mil veículos todos os dias, os usuários andam descontentes com o funcionamento, não só dos trens, mas também de suas estações.

Ao longo da semana, o Sul21 andou da estação Mercado, no centro de Porto Alegre, até o fim da linha, em São Leopoldo, para observar o funcionamento dos trens e conversar com passageiros sobre os problemas e as sugestões para a melhoria do transporte.

Trens lotados

“Voltando do centro para casa é tranquilo, mas de manhã, quando vou para aula, tem tanta gente que às vezes nem consigo entrar no trem. Já cheguei atrasada diversas vezes por isso”, reclama a estudante de nutrição Ana Paula Reyes, moradora de Canoas.

Para tentar solucionar esse problema, a Trensurb recentemente colocou em prática o seu projeto para desafogar o tráfego intenso de passageiros nos horários de pico, após pesquisa com seus usuários. Com o novo serviço, nestes horários os trens se intercalam com viagens entre Mercado–São Leopoldo e Mercado–Sapucaia do Sul.

Durante a paralisação dos metroviários, longas filas se formaram na estação Unisinos | Foto: Priscila Rodrigues/Twitpic

Com isso, segundo a empresa, o horário de pico entre Sapucaia e Mercado, de manhã, e Mercado e Sapucaia, de tarde, é ampliado no sentido de maior fluxo e aumenta o número de viagens com intervalo mínimo de quatro minutos. Isso faz com que sejam gerados 2.160 lugares adicionais no pico da manhã e mais 2.160 lugares no pico da tarde.

Também faz parte do projeto a ampliação da frota atual, de 25 trens com quatro vagões cada, para 32 trens de seis vagões, o que aumentaria a capacidade de transporte em 50%. Segundo o gerente de operações da Trensurb, Rubenildo Ignácio, essa fase ainda não está em execução. “O trem tem uma lotação de 1080 e tem que andar cheio para se justificar a sua existência. Hoje, dos 25 trens, 20 entram em funcionamento em horários de pico. Quando as viagens começarem a ir até Novo Hamburgo, passaremos a trabalhar com 23. A troca dos trens passará a ser discutida quando estivermos próximo a utilizar todos os carros”, explica.

Filas longas e escadas rolantes em manutenção

Outro ponto levantado pelos usuários diz respeito às extensas filas nos guichês de compra das passagens. Para Júlio Menezes, torneiro mecânico em Esteio, o problema poderia ser resolvido com a ampliação do quadro de trabalhadores da empresa. “Quando eu chego na estação Rodoviária, por volta das 8h, vejo quatro cabines e uma longa fila para comprar as passagens, pois apenas uma está em funcionamento no horário”, queixa-se Menezes.

O problema não é exclusividade da estação Rodoviária. O Sul21 observou que o mesmo acontece na estação Mercado, que também possui quatro bilheterias, mas somente duas estavam atendendo os passageiros no horário das 17h30 da última terça-feira (13).

Para ler a matéria completa no site do SUL 21, clique aqui. Ela está parcialmente aqui no Blog.



Categorias:Meios de Transporte / Trânsito

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9 respostas

  1. Na minha opinião e creio que falo por muitos, o serviço é de péssima qualidade, nos horários de pico nas estações NIteroi e Mathias por ex. Tem passageiros que embarcam no sentido oposto para poderem entrar no trem e ir para seu destino. Eu embarco em Niteroi sentido Sapucaia e é comum ter que esperar 3 trens para arrumar lugar para entrar. Viagem horrível e desconfortável. As empresas de ônibus não perceberam a oportunidade de aumentar suas linhas e levar o povo desesperado por respeito. É claro que os administradores da trensurb acham que os trens não estão a pleno uso. Eles certamente não utilizam o precário serviço.

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  2. E vergonhoso isso.
    Trem sem ar condicionado, sem barras laterais para o usuário se segurar além da que há no centro do vagão e cada vez que o piloto anuncia a estação o som falha além de ser baixo demais. Ta na hora de mudar isso!!

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  3. Empresa pública é um cabide de empregos, uma parte de vagabundos, corruptível.

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  4. Não acho q precisem aumentar a quantidade de funcionários. Precisam é colocar máquinas para venda automática de bilhetes.
    Na Alemanha, por exemplo, só existem funcionários vendendo bilhetes nas principais estações. Nas demais, só máquinas automáticas. No trensurb, só teríamos funcionários nas estações Mercado, Rodoviária, Canoas, Esteio, Sapucaia e São Leopoldo.
    Além disso, poderiam vender bilhetes de metro em lojas próximas as estações. Em Munique, nem a estação do aeroporto tem funcionários vendendo passagens. Isso que o aeroporto de lá foi o 30° em movimentação de passageiros no mundo em 2010, com 34 milhões de passageiros.
    Em relação a compra de trens, acho que o pessoal do Trensurb precisa se planejar mais. Entre encomendar um trem e recebê-lo, demora pelo menos uns 2 anos. Então não adianta esperar que todos os trens estejam sendo usados para daí começar a pensar em comprar novos.

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  5. BH tambem e assim mas

    Parceria Público-Privada Brasil-França pode viabilizar obras do trem metropolitano da capital mineira

    Em reunião com empresários franceses e brasileiros na sede do Movimento das Empresas Francesas (Medef), maior entidade patronal do país, o governador Aécio Neves apresentou o projeto de Parceria Público-Privada (PPP) para expansão do metrô de Belo Horizonte. Durante o encontro, o conselheiro do presidente da Alstom, Roberto Vinco, anunciou interesse da multinacional de componentes eletrônicos e vagões de trem em participar do processo licitatório. “Esperamos que nos próximos meses esteja pronta a modelagem dessa PPP, e até julho do ano que vem, ela possa estar licitada. O que pretendemos é que, antes de 2014, antes da Copa do Mundo, tenhamos a extensão das linhas do metrô, para que ele salte de 150 mil passageiros/dia que hoje embarcam para, pelo menos, 800 mil, o que viabilizaria o metrô e a participação privada nesses investimentos”,

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  6. Quer dizer que quando eu preciso esperar as vezes 2 ou 3 trens passarem, por não haver espaço para embarcar, tem 5 trens parados na garagem por que “tem que andar cheio para se justificar a sua existência”!?!
    Quero ver onde estão os metroviários agora, fizeram greve, disseram que não tinham condições e queriam melhoras no sistema, mas depois que ganharam o aumento que pediram ninguém mais falou dos problemas. Fazer o que se o importante é o dinheiros no bolso né…

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  7. Que eu saiba até tiraram bancos pra caber mais gente nos depósitos que são estes trens.

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  8. Os passageiros convivem também com falta de conforto. Uma vez recebi uns japoneses que foram almoçar na casa de meus pais, no interior. Era verão e fazia uns 40 graus. Quando levei eles até a estação de trem, eles estavam felizes e eu mencionei que não havia arcondicionado dentro dos vagões. Acharam que eu estava brincando… As caras deles foram bem engraçadas… Não conseguiam acreditar nesse fato!!

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  9. Não iam adquirir trens novos, maiores e mais modernos?

    Não é bom começar logo essa licitação de compra, ao invés de esperar o trecho para Novo Hamburgo pronto. As licitações sempre atrasam, tem recursos de alguma da partes e também pode faltar dinheiro para comprar tudo de uma vez. Pra que deixar tudo para a última hora?

    Porque temos de ser tão brasileiros no Brasil?

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