Ministério do Turismo suspende convênios do programa Bem Receber Copa

Desvio de verbas deflagrado pela Polícia Federal obrigou ministério a interromper programa

Da Agência Brasil – Brasília

O Ministério do Turismo suspendeu temporariamente, nesta segunda-feira (26), a execução de todos os convênios com entidades privadas sem fins lucrativos destinados à qualificação dos profissionais, em especial aqueles firmados no âmbito do programa Bem Receber Copa. O repasse de recursos também foi suspenso.

A portaria assinada pelo ministro Gastão Vieira está publicada na edição de hoje no Diário Oficial da União. A medida foi tomada em função de um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) acerca dos riscos que esses projetos podem causar ao erário.

O programa Bem Receber Copa foi lançado em abril de 2010, com a finalidade de capacitar 306 mil profissionais para terem contato direto com turistas durante a Copa do Mundo de 2014.

O Ministério do Turismo foi alvo da Operação Voucher, deflagrada no mês passado, para apurar um suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados a cursos de qualificação profissional no Amapá. Alguns convênios do Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur) chegaram a ser suspensos preventivamente.

Originadas a partir de auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU), as investigações preliminares constataram irregularidades na execução de um convênio de R$ 4,4 milhões entre o Ministério do Turismo e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi). A PF estima que ao menos dois terços dos recursos foram desviados pelo esquema de corrupção. Ao todo, 36 pessoas foram presas.

Portal 2014



Categorias:COPA 2014, TURISMO

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2 respostas

  1. Pergunta aos universitários:

    O que é pior?

    Uma bomba atômica, ou a corrupção?

    Antes de responder, vale a pena conferir:
    http://pt.scribd.com/doc/66401719/

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  2. A utilização de ONGs para executar trabalhos que deveriam ser realizados pelo estado sempre foi uma forma apregoada de se diminuir os custos e colocar o controle de gastos nas mãos da população. O que se tem visto é a migração dos “achacadores do Estado” para ONGs fajutas.

    Na administração pública no lugar de se coibir os abusos com “cadeia”, se passa um pano quente sobre o ocorrido e se inventa outra estrutura para suprir as necessidades. Isto já foi feito com a criação de muitas estatais que substituíram administração direta, exemplo clássico são as empresas de saneamento. Até as décadas de sessenta e setenta as secretarias de obras realizavam os projetos, construíam e operavam as estações de tratamento de água e esgoto, depois foram criados as companhias estaduais para “dinamizar os trabalhos”. Dinamizaram tanto que os preços subiram. Agora se pretende privatizar este tipo de serviço, daqui a vinte anos se verifica que deu no mesmo ou pior.

    Quando se chegará a conclusão que o principal é ter mais cadeia!

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