Licitação para a segunda ponte do Guaíba

Governo federal abrirá licitação para a escolha da empresa que construirá a segunda ponte do Guaíba, informou ao grupo RBS o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos,nesta terça-feira (27).

A empresa que vencer a licitação terá o direito a explorar o trecho da BR-290 entre Eldorado do Sul e Osório a partir de 2017, quando termina a atual concessão, da Concepa. Segundo o ministro, a empresa que ganhar a disputa deve começar a construir a ponte imediatamente. No entanto, Passos não citou datas. “Nós decidimos que vamos fazer uma concessão (do trecho) e que ela será precedida de uma obra pública, que é a segunda ponte do Guaíba.

Nós já estamos nos mobilizando para a realização dos estudos de modelagem e estruturação do edital”, afirmou Passos.

Questionado sobre a proposta da Concepa, de prorrogar o contrato de concessão do trecho por mais 20 anos, Passos disse que considera a ideia inviável.

“É muito tempo. Esta hipótese está descartada. Nós não estamos trabalhando com a ideia de fazer prorrogação de contrato”, afirmou o ministro.

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Categorias:Nova ponte Guaíba

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39 respostas

  1. Licitação é bom para todos:

    – Para o político, que finge haver idoneidade em todo o processo.

    -Para a iniciativa privada, que finge haver disputa, quando tudo está armado nos bastidores.

    -Para o cidadão comum, que finge que acredita em tudo isso, sem ser obrigado pela consciência a fiscalizar.

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  2. Meus caros amigos.

    O último político que foi condenado em todas as instâncias por dispensa de licitação foi o Jaime Lerner (três anos e maio de cadeia), parece que não precisa cumprir porque o crime prescreveu, mas foi condenado (http://www.stj.jus.br/portal_stj/publicacao/engine.wsp?tmp.area=398&tmp.texto=102811).

    Se algum governador entregasse a ponte sem licitação estava sujeito a mesma pena.

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  3. Ao usuario pouco interessa qual empresa vai cobrar o pedagio, o sujeito vai pagar igual. Tu acredita que o pedagio da Freeway ficara’ mais barato em 2017?

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    • Ricardo , meu caro.

      Se é feita uma licitação, pode dar mais caro, o mesmo preço ou mais barato, como o Saudoso Otto Glória técnico de futebol disse: Em futebol se ganha, se perde ou se empata!

      Espero ganhar e pagar menos, mas se empatar ou perder azar meu, desde que o jogo ocorra dentro das regras e o juiz não roube. Simples.

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    • Mas se sair mais caro tu vais pagar o pedágio mais caro e ainda pagou a ponte. Péssimo negócio.

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  4. Se o contrato atual prevê a renovação da concessão, não teria nenhum problema em fazer um aditivo na renovação para a construção da segunda ponte, já que é um benefício público. Mas, se o contrato não prevê a renovação, realmente não tem como renovar. Acho meio complicado. Mesmo assim, sempre se tendo o benefício público como objeto, pode-se alterar qualquer contrato. Levando-se em conta o bom senso, sempre, claro.

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  5. Fora que a prorrogação do contrato com a Concepa seria, certamente, questionada na Justiça.

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  6. Julião, meu caro.

    Desde quando abrir uma concorrência pública para empresas privadas participarem e ganhar a que tiver melhor preço é um preconceito contra a iniciativa privada? Não ter preconceito é simplesmente a custa de quem vai pagar o pedágio entregar a ponte não para o melhor preço, mas sim para o melhor “lobby”.

    Acho que o conceito de iniciativa privada e de liberalismo está meio distorcido.

    Não esqueça que para fazer uma ponte antes do fim do contrato com a Concepa, este seria quebrado!

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  7. RicardoUK

    Sinto muito, mas acho ridícula esta tua intervenção. Por que a Concepa, por conta de um contrato estabelecida a décadas, com padrões gerados em outros tempos, sem a possibilidade de colocar outros “players” no jogo é algo ridículo. Toda a prorrogação negociada em gabinetes fechados leva a grandes “maracutaias”.

    Quanto aos roubos no Ministério do Transporte, escuto os fatos desde o tempo que estudava engenharia (década de setenta – Andreazza e companhia) e só agora vejo um movimento na direção de detetá-los e saná-los.

    Talvez não seja da época, mas a rodovia Transamazônica é o exemplo mais patente das grandes maracutaias do passado, ela começou no início da década de setenta e quarenta anos depois não foi concluída.

    Por favor, a síndrome de cachorro vira-lata que tem (ou tinha) maior parte da população brasileira qualificando boas ações (abrir uma concorrência no lugar de negociar em gabinetes) tem que terminar.

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    • E tem mais: até onde sei, os atuais contratos de pedágio só preveem reparos nas rodovias, e não investimentos…

      Quanto à síndrome de cachorro vira-lata, concordo… olhem os países que nós invejávamos… um pior que o outro… EUA, Itália, França… desemprego em alta, pobreza crescendo…

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    • Pois é, se as concessões forem feitas de outra maneira que eram feitas no passado, blz. Mas se daqui uns anos derem mais 20 anos para a concepa com o mesmo patamar de valores a gente botou dinheiro fora construindo a ponte.

      Minha expectativa é que não aconteça, mas não duvido.

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  8. Se essa opção tivesse sido tomada há algum tempo atrás, já teríamos essa ponte pronta ou, pelo menos, em construção; mas o radicalismo ideológico, o preconceito a iniciativa privada e a necessidade de ganhar uma eleição presidencial, em que o principal mote do partido do governo era o de não fazer privatizações, atrasaram essa medida.

    O mesmo vale para os aeroportos brasileiros.

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  9. Roubaram ate’ a mae no Ministerio dos Transportes e agora querem fazer uma licitacao inutil para ingles ver cuja vencedora sera’ a Concepa de todo jeito; a ponte ja’ poderia estar em construcao. Brasil e’ um pais ridiculo!

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  10. O governo tem feito licitações para pedágios pelo menor preço… espero que façam aqui tb.

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  11. Felipe e Filipi (até parece dupla sertaneja, desculpe mas perco os amigos mas não perco a piada).

    Uma coisa é certa, se a Concepa está com seus estudos tão avançados como ela apregoa, ela terá chances de concorrer em vantagem contra os outros, entretanto se for prorrogado o contrato não haverá concorrência nenhuma.

    Em alguns momentos me impressiona a falta de coerência de alguns deste blog, são privativistas e se adeptos do mercado como regulador de tudo, mas quando é procurado uma solução que vá nesta direção, alguns vacilam e preferem o caminho curo de prorrogar contratos sem que o mercado haja.

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    • Rogério, não sou associado a nenhuma ideologia. Tem situações que acho que o estado deve agir e outra que a iniciativa privada vai fazer melhor. Nada no mundo é tão preto-no-branco como parece em qualquer modelo ideológico.

      Eu acho que deviam ter passado para a Concepa há anos, quando ela começou a falar nisso. Talvez já tivéssemos a ponte pronta, e considerando os valores que o governo vai pagar por esta ponte… não sei vale a pena.

      Mas considerando que isto não foi feito, espero que quando vencer a concessão que a Concepa tem hoje os valores sejam revistos e baixem. Por que se acontecer de no vencimento darem outra concessão para ela pelo mesmo valor… daí é burrice.

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  12. Acredito que com o ônus de construirem uma ponte, a tendencia é que tarifas não diminuam.

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  13. Resta vermos o que vão fazer quando vencer o contrato atual da concepa. Se fizerem uma negociação que diminuia as tarifas atuais ótimo senão fica sem sentido.

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