Babando

Esse blog é da nossa querida Porto Alegre, mas me dei a liberdade de enfiar Curitiba neste post. Hoje passei um par de horas babando passeando por Curitiba no Google Street View, e fiquei chocado. Sabia que estávamos mal, mas não imaginava que Curitiba estivesse tão bem. A foto da rua Barão do Rio Branco no centro da cidade choca. A calçada ampla e lindamente decorada choca. As floreiras na calçada choca. Os lindos postes antigos chocam. O banco na calçada choca.  As construções antigas preservadas e lindamente pintadas chocam. A falta de poluição visual choca. Me passa o babador, por favor.

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63 respostas

  1. Venham à Curitiba, e veremos o bonito e o feio. Tipo ruas esburacadas, rios mortos, transporte coletivo pichado. E os parques……

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  2. Gosto de Curitiba, dos passeios pela manha no Jardim Botanico, da cerveja no barzinho do largo da ordem, das casa antigas e bem preservadas e das abandonadas tambem. Da festa de cores e aromas do mercado municipal. Do agito dos shopings e do vazio das catedrais. Do povo que passa rápido e não percebe os jardins das avenidas. Da santa felicidade, da boca boca maldita e da rua 24 horas que está em reformas a muitos anos. Gosto de Curitiba… mas quando vejo do avião o mosaico das granjas de arroz a cidade de Porto Alegre e o Guaiba, o Gasometro, a velha ponte tenho certeza que Porto Alegre é melhor.

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  3. Beijos da coleta

    Beijos da arte de rua

    O que me irrita:
    – Achar que Curitiba é o auge e o exemplo do Brasil. Não sou bairrista.
    – Achar que POA deve ser uma Paris da vida.
    – Não ter pensamento global. Achar que tudo é fácil, Ponte estaiada aqui, prédio aqui, cais ali, tudo com dinheiro público. Não há dinheiro para isso, só com iniciativa privada.

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  4. E se for pra elogiar alguma coisa de Curitiba, elogiem isso: http://i1233.photobucket.com/albums/ff395/GPP_gui1/Projetos/seven.png

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  5. Achei os cuidados de Curitiba melhores que os daqui, sem dúvidas, mas não é nada muito além do que vemos todos os dias. Eu, na verdade, esperava mais da Cidade Modelo do país. É bem cuidada, mas Porto Alegre é muito mais arborizada, as calçadas são muito mais práticas (quando existem) e apesar de existir a padronização em CWB, ela é falha, pois os paralelepípedos lá usados são de péssima manutenção e são amplamente criticados por aqueles que necessitam de acessibilidade.

    A calçada portuguesa lá teve um péssimo uso, visto que lá ela surgiu na década de oitenta, então não havia a necessidade histórica como em alguns lugares daqui. É puramente estética. E é assim que vive a cidade, de uma estética falsificada copiando lugares e tempos para buscar uma identidade que sempre foi um problema para os curitibanos (precisou um prefeito assumir para reverter o quadro da cidade e criar esse” reino” da perfeição que todos usam de exemplo). Falo porque conheço muita gente de lá. Vejam os parques, construídos em pedreira visto a falta de pontos naturais atrativos. E são todos usando uma arquitetura “fake” (como o jardim botânico, opera de arame, tanguá e muitos outros. Têm uma arquitetura horrível e são criticados por qualquer arquiteto decente que visite a cidade). Isso é positivo para a cidade pois mostra a capacidade de se criar e se recriar usando o que tem.

    Outra coisa que aqui está melhor são os subúrbios. Visitem os bairros mais distantes. Aqui, a maioria tem pelo menos uma calçada. Lá os cuidados se restringem aos perímetros de grandes avenidas e as zonas mais ricas.
    Eu sei que o Marcelo gosta muito dessas coisas como postes antigos e flores, mas eles são muito criticados pela elite de arquitetos e urbanistas do mundo todo. Curitiba cabe bem dentro dos seus conceitos pessoais de mobiliário urbano, mas acho injusto sugeri-los para Porto Alegre. Não têm nada a ver com a identidade daqui. Já falei isso mas não vou cansar de repetir.

    Por fim, espero que não vejam meu comentário como dor de cotovelo, porque amo Curitiba e é uma cidade que eu sonho em visitar.

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    • Alias, o Jardim Botanico, que tu bem citastes como “fake”, e’ uma copia muito da bagaceira do Kew Gardens, aqui de Londres – http://www.iamstaggered.com/wp-content/uploads/2010/05/kew_gardens_the_palm_house.jpg.

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    • “Sei que o Marcelo gosta muito dessas coisas como postes antigos e flores, mas eles são muito criticados pela elite de arquitetos e urbanistas do mundo todo”.
      What?????

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      • Desculpe, me expressei mal.
        Postes “antigos”, ou seja, feitos depois do seu “período de ouro” ou que não estão substituindo outros mais antigos são sim criticados pois tem o mesmo valor estético que um edifício neo-neoclássico construido em 2011, por exemplo.
        Claro que nenhum ser humano consciente criticaria uma flor. Quero dizer de seu uso indevido, como em todos os postes de uma região ou no meio de uma avenida inteira. Isso simplesmente não tem nada a ver com a cidade. Neste ponto não são arquitetos e urbanistas os maiores críticos, é uma opinião pessoal. De qualquer jeito, existem outros pontos no meu comentário que mereciam ser destacados no lugar de um erro que eu creio que todos entenderam o que eu realmente quis dizer.

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  6. Desde quando dizer que nao pretendo visitar a cidade significa alguma coisa que nao simplesmente gosto pessoal? Ha’ tantas cidades mais interessantes que na minha visao nao faz sentido algum ir visitar Curitiba. Gostos sao gostos.

    Eu ja’ vi milhares de fotos de Curitiba no SSC e nunca vi nada que me impressionasse. Pelo contrario, sempre me chama a atencao que ha’ muito pouco patrimonio arquitetonico na cidade, os predios historicos contam-se nos dedos. Paradas de onibus nao e’ o que me faz visitar uma cidade.

    Nao ha’ uma Borges de Medeiros, por exemplo, em Curitiba. Nao ha’ nada que chegue perto aos predios da Alfandega, prefeitura, Mercado Publico de POA. Tambem nao ha’ nenhum bairro que chegue perto a um Moinhos de Vento. Curitiba e’ tipo o novo-rico, que nao era ninguem, subiu de vida, virou classe media, mas continua sem “pedigree”.

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    • Minha opinião, tirando a última frase.

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    • Quanto aos prédios históricos e o conjunto arquitetônico, você está coberto de razão. Comparar os dois centros apenas pelo aspecto arquitetônico seria claramente desvantajoso a Curitiba. O de POA nesse quesito é muito superior, muito mais imponente, muito mais relevante. Vale muito mais a visita só por isso. As praças da Alfândega e da Matriz, então, são imbatíveis. As jóias porto-alegrenses. Na minha opinião, há um prédio em Curitiba que talvez possa competir com os de POA: o do do Paço da Liberdade. Belo prédio em estilo eclético, creio eu. O Avenida e os casarões da XV também são interessantes, mas simples. O Largo da Ordem é pitoresco.

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  7. Uma leitura mais atenta do que eu escrevi revelaria que em apenas um momento houve comparação entre as duas cidades: na questão da limpeza do centro. Afirmo e reafirmo que o centro de POA me pareceu, na minha última visita, mais limpo que o de Curitiba. Não disse que é mais limpo, que foi mais limpo ou que sempre será mais limpo. Disse apenas que está mais limpo. O que me faltava mesmo era ter de provar essa minha impressão. Como fazê-lo? Pesquisar quantos metros cúbicos de lixo há nas ruas centrais das duas cidades? O que eu relatei é o meu dia a dia. Se não concordam, se acharam que a cidade é uma Zurique ou perto disso, está bem. Gostos são gostos, impressões são impressões (e impressões de turista são diferentes daquelas de moradores conscientes). Não entendo a celeuma, tampouco a indignação com o que foi dito por mim. Qual é a mentira de dizer que o centro de Curitiba tem várias áreas feias, e muitas muito mais feias que várias áreas do centro de POA? Vocês visitaram ao menos o Terminal Guadalupe, por exemplo, o entorno do Guaíra ou do Largo da Ordem? Acharam tudo tão lindo assim?Afastando-se um pouco da região central, vocês foram até a PUCPR? Vocês visitaram os bairros Parolin, Prado Velho, Portão, ou mesmo o Hauer (bairros de classe média, é bom frisar), distantes 4 a 6 km do centro e de uma pobreza urbanística (asfalto há muito deteriorado, calçadas em muitos pontos simplesmente inexistentes, iluminação deficiente) quase inacreditável, sendo estes locais tão próximos ao centro-maravilha curitibano. E aqui entra um ponto importante no que se refere à urbanização de Curitiba. A questão de maior debate entre as pessoas consciente desta minha cidade é justamente o que foi feito com o resto. O que foi feito principalmente com o sul de Curitiba, além da BR 116, a Curitiba alijada. Vemos uma cidade segregada, forjada pelo Estado – planejada, pode-se dizer –, sendo que desde meado da década de 1960, quando se apresenta o ambicioso e ousado plano diretor da cidade, implantado na década de 1970 e início da década de1980, formaram-se instituições (COHAB, URBs e IPPUC) associadas aos interesses políticos e econômicos de restritos grupos, que deram origem e orientação às estruturas urbanas existentes até os dias de hoje, marcadas pela exclusão da população de menor renda do acesso à política urbana, tal como o padrão apresentado da cidade (esta última frase segundo texto de Luís Maurício Martins Borges). Um desses grupos é o ligado ao transporte coletivo da cidade, influência decisiva na remodelação urbana de Curitiba. Recomendo a leitura do livro do professor Dennison de Oliveira, Curitiba e o mito da cidade modelo, em que ele discute esse urbanismo supostamente brilhante da cidade. Aliás, acho que já falei sobre isso aqui neste blog. Por outro lado, jamais comparei as duas cidades; não sou cego e conheço as mazelas porto-alegrenses. Nem compararia, pois elas têm características diferentes, prioridades que me parecem diferentes, defeitos e qualidades essencialmente distintos. A atuação da prefeitura de POA é menos eficiente? Concordo que sim. Além de tudo, Porto Alegre é metrópole há muito mais tempo e seus problemas de ‘’cidade grande’’ muito mais antigos e enraizados. No entanto, Curitiba se encaminha a passos largos a essa condição – se já não alcançou patamar parecido. Além das ditas belezas urbanísticas que, na minha opinião, são discutíveis, o que eu relatei foram apenas as inúmeras carências observadas por mim na região central da cidade de Curitiba (não apenas no bairro Centro), área no geral, como dito por outro internauta, a mais nobre. Apenas isso. Apenas disse que eu não babo de jeito nenhum pelo centro curitibano, tampouco pelo resto da cidade. Quis dizer que a prefeitura é algo mais eficiente que a de POA, mas muito menos do que o imaginado pela maioria. Finalizando, em nenhum momento disse que POA ou o RS são melhores, que são motorzinho do sul do Brasil, primeiro mundo, etc. Portanto, não sou bairrista, apenas um observador. Aliás, o que é ser bairrista? Discordar argumentativamente da maioria? Enfim, apenas interpretem melhor os textos. É o que peço.

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    • Este é o tipo de postagem que espero ler aqui no Blog, concordando ou não com os argumentos (neste caso concordo com muitos)!
      Enfim, cada lugar tem coisas boas e ruins que podem nos servir de exemplo. Só é possível se desenvolver assim: observando, analisando, selecionando boas práticas, inovando sobre elas, planejando e executando…

      Porém, dizer que não existe nenhum lugar no mundo onde não haja pedintes, ruas emporcalhadas, ou onde se possa andar tranquilamente demonstra profundo desconhecimento do que ocorre fora daqui. Esses lugares existem sim!
      Aliás, viajar faz bem!

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    • Fazendo uma correção do meu próprio post eu não quis dizer exatamente em relação a ti a questão do bairrismo, me referia a uma característica geral dos gaúchos. Inclusive sempre que se faz uma comparação de POA com outra cidade eles atacam a comparação implacavelmente, e geralmente são as mesmas pessoas aqui do fórum.

      Assim como tem aqueles que acham que tudo é culpa do PT, etc. Alguns inclusive pertecem a ambos grupos 🙂

      Em relação a esta thread, só acho que a discussão começou como uma comparação dos centros das duas cidades e acabou degringolando. Pega umas fotos da rua das flores e compara com algumas da rua da praia, no Google Maps mesmo, e veja tanto os arredores quanto os calçamentos, e logo salta aos olhos qual das duas está mais cuidada. CWB tem BRT de verdade, aqui não, etc, etc.

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      • Bom, pelo menos “essas pessoas” poe a culpa aonde ela merece estar, invez de ficar irracionalmente e histericamente culpando tudo e todos. Uma vez que sabe-se qual o problema e quem o causou, sabe-se como resolve-lo, e talvez mais importante, EVITA-SE REPETI-LO!!!!! Causa e efeito!!!

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  8. Esquecem de falar que o centro é a zona nobre de curitiba. Que aliás tem o povo mais mal-educado do Brasi. Fico com POA. Sem bairrismo.

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