Babando

Esse blog é da nossa querida Porto Alegre, mas me dei a liberdade de enfiar Curitiba neste post. Hoje passei um par de horas babando passeando por Curitiba no Google Street View, e fiquei chocado. Sabia que estávamos mal, mas não imaginava que Curitiba estivesse tão bem. A foto da rua Barão do Rio Branco no centro da cidade choca. A calçada ampla e lindamente decorada choca. As floreiras na calçada choca. Os lindos postes antigos chocam. O banco na calçada choca.  As construções antigas preservadas e lindamente pintadas chocam. A falta de poluição visual choca. Me passa o babador, por favor.

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63 respostas

  1. E se for pra elogiar alguma coisa de Curitiba, elogiem isso: http://i1233.photobucket.com/albums/ff395/GPP_gui1/Projetos/seven.png

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  2. Achei os cuidados de Curitiba melhores que os daqui, sem dúvidas, mas não é nada muito além do que vemos todos os dias. Eu, na verdade, esperava mais da Cidade Modelo do país. É bem cuidada, mas Porto Alegre é muito mais arborizada, as calçadas são muito mais práticas (quando existem) e apesar de existir a padronização em CWB, ela é falha, pois os paralelepípedos lá usados são de péssima manutenção e são amplamente criticados por aqueles que necessitam de acessibilidade.

    A calçada portuguesa lá teve um péssimo uso, visto que lá ela surgiu na década de oitenta, então não havia a necessidade histórica como em alguns lugares daqui. É puramente estética. E é assim que vive a cidade, de uma estética falsificada copiando lugares e tempos para buscar uma identidade que sempre foi um problema para os curitibanos (precisou um prefeito assumir para reverter o quadro da cidade e criar esse” reino” da perfeição que todos usam de exemplo). Falo porque conheço muita gente de lá. Vejam os parques, construídos em pedreira visto a falta de pontos naturais atrativos. E são todos usando uma arquitetura “fake” (como o jardim botânico, opera de arame, tanguá e muitos outros. Têm uma arquitetura horrível e são criticados por qualquer arquiteto decente que visite a cidade). Isso é positivo para a cidade pois mostra a capacidade de se criar e se recriar usando o que tem.

    Outra coisa que aqui está melhor são os subúrbios. Visitem os bairros mais distantes. Aqui, a maioria tem pelo menos uma calçada. Lá os cuidados se restringem aos perímetros de grandes avenidas e as zonas mais ricas.
    Eu sei que o Marcelo gosta muito dessas coisas como postes antigos e flores, mas eles são muito criticados pela elite de arquitetos e urbanistas do mundo todo. Curitiba cabe bem dentro dos seus conceitos pessoais de mobiliário urbano, mas acho injusto sugeri-los para Porto Alegre. Não têm nada a ver com a identidade daqui. Já falei isso mas não vou cansar de repetir.

    Por fim, espero que não vejam meu comentário como dor de cotovelo, porque amo Curitiba e é uma cidade que eu sonho em visitar.

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    • Excelente a análise.

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    • Alias, o Jardim Botanico, que tu bem citastes como “fake”, e’ uma copia muito da bagaceira do Kew Gardens, aqui de Londres – http://www.iamstaggered.com/wp-content/uploads/2010/05/kew_gardens_the_palm_house.jpg.

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    • “Sei que o Marcelo gosta muito dessas coisas como postes antigos e flores, mas eles são muito criticados pela elite de arquitetos e urbanistas do mundo todo”.
      What?????

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      • Desculpe, me expressei mal.
        Postes “antigos”, ou seja, feitos depois do seu “período de ouro” ou que não estão substituindo outros mais antigos são sim criticados pois tem o mesmo valor estético que um edifício neo-neoclássico construido em 2011, por exemplo.
        Claro que nenhum ser humano consciente criticaria uma flor. Quero dizer de seu uso indevido, como em todos os postes de uma região ou no meio de uma avenida inteira. Isso simplesmente não tem nada a ver com a cidade. Neste ponto não são arquitetos e urbanistas os maiores críticos, é uma opinião pessoal. De qualquer jeito, existem outros pontos no meu comentário que mereciam ser destacados no lugar de um erro que eu creio que todos entenderam o que eu realmente quis dizer.

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  3. Desde quando dizer que nao pretendo visitar a cidade significa alguma coisa que nao simplesmente gosto pessoal? Ha’ tantas cidades mais interessantes que na minha visao nao faz sentido algum ir visitar Curitiba. Gostos sao gostos.

    Eu ja’ vi milhares de fotos de Curitiba no SSC e nunca vi nada que me impressionasse. Pelo contrario, sempre me chama a atencao que ha’ muito pouco patrimonio arquitetonico na cidade, os predios historicos contam-se nos dedos. Paradas de onibus nao e’ o que me faz visitar uma cidade.

    Nao ha’ uma Borges de Medeiros, por exemplo, em Curitiba. Nao ha’ nada que chegue perto aos predios da Alfandega, prefeitura, Mercado Publico de POA. Tambem nao ha’ nenhum bairro que chegue perto a um Moinhos de Vento. Curitiba e’ tipo o novo-rico, que nao era ninguem, subiu de vida, virou classe media, mas continua sem “pedigree”.

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    • Minha opinião, tirando a última frase.

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    • Quanto aos prédios históricos e o conjunto arquitetônico, você está coberto de razão. Comparar os dois centros apenas pelo aspecto arquitetônico seria claramente desvantajoso a Curitiba. O de POA nesse quesito é muito superior, muito mais imponente, muito mais relevante. Vale muito mais a visita só por isso. As praças da Alfândega e da Matriz, então, são imbatíveis. As jóias porto-alegrenses. Na minha opinião, há um prédio em Curitiba que talvez possa competir com os de POA: o do do Paço da Liberdade. Belo prédio em estilo eclético, creio eu. O Avenida e os casarões da XV também são interessantes, mas simples. O Largo da Ordem é pitoresco.

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  4. Uma leitura mais atenta do que eu escrevi revelaria que em apenas um momento houve comparação entre as duas cidades: na questão da limpeza do centro. Afirmo e reafirmo que o centro de POA me pareceu, na minha última visita, mais limpo que o de Curitiba. Não disse que é mais limpo, que foi mais limpo ou que sempre será mais limpo. Disse apenas que está mais limpo. O que me faltava mesmo era ter de provar essa minha impressão. Como fazê-lo? Pesquisar quantos metros cúbicos de lixo há nas ruas centrais das duas cidades? O que eu relatei é o meu dia a dia. Se não concordam, se acharam que a cidade é uma Zurique ou perto disso, está bem. Gostos são gostos, impressões são impressões (e impressões de turista são diferentes daquelas de moradores conscientes). Não entendo a celeuma, tampouco a indignação com o que foi dito por mim. Qual é a mentira de dizer que o centro de Curitiba tem várias áreas feias, e muitas muito mais feias que várias áreas do centro de POA? Vocês visitaram ao menos o Terminal Guadalupe, por exemplo, o entorno do Guaíra ou do Largo da Ordem? Acharam tudo tão lindo assim?Afastando-se um pouco da região central, vocês foram até a PUCPR? Vocês visitaram os bairros Parolin, Prado Velho, Portão, ou mesmo o Hauer (bairros de classe média, é bom frisar), distantes 4 a 6 km do centro e de uma pobreza urbanística (asfalto há muito deteriorado, calçadas em muitos pontos simplesmente inexistentes, iluminação deficiente) quase inacreditável, sendo estes locais tão próximos ao centro-maravilha curitibano. E aqui entra um ponto importante no que se refere à urbanização de Curitiba. A questão de maior debate entre as pessoas consciente desta minha cidade é justamente o que foi feito com o resto. O que foi feito principalmente com o sul de Curitiba, além da BR 116, a Curitiba alijada. Vemos uma cidade segregada, forjada pelo Estado – planejada, pode-se dizer –, sendo que desde meado da década de 1960, quando se apresenta o ambicioso e ousado plano diretor da cidade, implantado na década de 1970 e início da década de1980, formaram-se instituições (COHAB, URBs e IPPUC) associadas aos interesses políticos e econômicos de restritos grupos, que deram origem e orientação às estruturas urbanas existentes até os dias de hoje, marcadas pela exclusão da população de menor renda do acesso à política urbana, tal como o padrão apresentado da cidade (esta última frase segundo texto de Luís Maurício Martins Borges). Um desses grupos é o ligado ao transporte coletivo da cidade, influência decisiva na remodelação urbana de Curitiba. Recomendo a leitura do livro do professor Dennison de Oliveira, Curitiba e o mito da cidade modelo, em que ele discute esse urbanismo supostamente brilhante da cidade. Aliás, acho que já falei sobre isso aqui neste blog. Por outro lado, jamais comparei as duas cidades; não sou cego e conheço as mazelas porto-alegrenses. Nem compararia, pois elas têm características diferentes, prioridades que me parecem diferentes, defeitos e qualidades essencialmente distintos. A atuação da prefeitura de POA é menos eficiente? Concordo que sim. Além de tudo, Porto Alegre é metrópole há muito mais tempo e seus problemas de ‘’cidade grande’’ muito mais antigos e enraizados. No entanto, Curitiba se encaminha a passos largos a essa condição – se já não alcançou patamar parecido. Além das ditas belezas urbanísticas que, na minha opinião, são discutíveis, o que eu relatei foram apenas as inúmeras carências observadas por mim na região central da cidade de Curitiba (não apenas no bairro Centro), área no geral, como dito por outro internauta, a mais nobre. Apenas isso. Apenas disse que eu não babo de jeito nenhum pelo centro curitibano, tampouco pelo resto da cidade. Quis dizer que a prefeitura é algo mais eficiente que a de POA, mas muito menos do que o imaginado pela maioria. Finalizando, em nenhum momento disse que POA ou o RS são melhores, que são motorzinho do sul do Brasil, primeiro mundo, etc. Portanto, não sou bairrista, apenas um observador. Aliás, o que é ser bairrista? Discordar argumentativamente da maioria? Enfim, apenas interpretem melhor os textos. É o que peço.

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    • Este é o tipo de postagem que espero ler aqui no Blog, concordando ou não com os argumentos (neste caso concordo com muitos)!
      Enfim, cada lugar tem coisas boas e ruins que podem nos servir de exemplo. Só é possível se desenvolver assim: observando, analisando, selecionando boas práticas, inovando sobre elas, planejando e executando…

      Porém, dizer que não existe nenhum lugar no mundo onde não haja pedintes, ruas emporcalhadas, ou onde se possa andar tranquilamente demonstra profundo desconhecimento do que ocorre fora daqui. Esses lugares existem sim!
      Aliás, viajar faz bem!

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    • Fazendo uma correção do meu próprio post eu não quis dizer exatamente em relação a ti a questão do bairrismo, me referia a uma característica geral dos gaúchos. Inclusive sempre que se faz uma comparação de POA com outra cidade eles atacam a comparação implacavelmente, e geralmente são as mesmas pessoas aqui do fórum.

      Assim como tem aqueles que acham que tudo é culpa do PT, etc. Alguns inclusive pertecem a ambos grupos 🙂

      Em relação a esta thread, só acho que a discussão começou como uma comparação dos centros das duas cidades e acabou degringolando. Pega umas fotos da rua das flores e compara com algumas da rua da praia, no Google Maps mesmo, e veja tanto os arredores quanto os calçamentos, e logo salta aos olhos qual das duas está mais cuidada. CWB tem BRT de verdade, aqui não, etc, etc.

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      • Bom, pelo menos “essas pessoas” poe a culpa aonde ela merece estar, invez de ficar irracionalmente e histericamente culpando tudo e todos. Uma vez que sabe-se qual o problema e quem o causou, sabe-se como resolve-lo, e talvez mais importante, EVITA-SE REPETI-LO!!!!! Causa e efeito!!!

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  5. Esquecem de falar que o centro é a zona nobre de curitiba. Que aliás tem o povo mais mal-educado do Brasi. Fico com POA. Sem bairrismo.

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  6. Nao conheco Curitiba e nao pretendo conhecer, mas acredito no meu xara’ Ricardo acima. Ricardo que e’ Ricardo nao mente; pode exagerar, mas mentir nunca. O Marcelo Bumbel estava indo tao bem na participacao aqui no portoimagem, mas parece que degringolou ultimamente.

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    • “Nao conheco Curitiba e nao pretendo conhecer”
      Comentário típico dos bairristas que acreditam que aqui é o MELHOR lugar do mundo, com a rua MAIS bonita do MUNDO e que não tem nada a aprender com outras cidades… me resta lamentar por este comportamento.

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      • Não vejo como bairrista, o mundo é tão tão grande para conhecer tantos lugares melhores…

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    • Exatamente Ian. Não conheço a cidade, mas não quero conhecer e a minha é melhor. Lamentável.

      Concordo muito com a Fernanda acima, CWB é mais limpa e cuidada, mas outras características, inclusive o comportamento das pessoas, prefiro POA. Não sonho em me mudar para lá, mas se surgisse uma situação como uma proposta de emprego muito boa (ou uma pessoa especial hehe) eu iria sem problemas.

      Aqui em POA as pessoas tendem a pensar que moram no melhor bairro da melhor cidade do melhor estado.

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      • O post não é para dizer que Curitiba é melhor que POA, mas que ela tem um nítido plano de urbanismo, principalmente no centro, que inexiste aqui. É tão raro encontrar um canteiro de flores aqui no centro, ou calçada decente, que fiquei, sim babando com o centro de Curitiba.

        Isso que não mostrei a Rua das Flores, nem a comparei (pecado!) à Rua da Praia ;- )

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      • Eu te entendi… mas eu sempre boto a rua das flores como comparativo à da Praia pois ambas são no centrão e tem um calçadão para pedestres.

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    • [Ironia ligada] Imagina! Porto Alegre é uma maravilha. O Centro é limpo, não tem dezenas de ambulantes, caminha-se com tranquilidade nas ruas, que não apresentam buracos. Não há pedintes na rua (pois todos têm excelentes condições de moradia e renda), nem paredes emporcalhadas [Ironia desligada].

      ….

      Com todo o respeito, acho que Porto Alegre tem muitas qualidades, mas em termos de limpeza e funcionalidade, tenho impressão de que Curitiba está muito mais desenvolvida nesses termos. Pelo menos foi a impressão que tive quando conheci essa cidade.

      O colega talvez ache que o Rio Grande do Sul é o estado mais desenvolvido do Brasil, que financia o crescimento do restante da nação e que é autossuficiente. Eu não concordo. E acho que é esse tipo de pensamento que vem deixando nosso estado em uma condição quase inerte.

      Abraços!

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      • FERNANDO DISSE:
        29/09/2011 14:09
        “[Ironia ligada] Imagina! Porto Alegre é uma maravilha. O Centro é limpo, não tem dezenas de ambulantes, caminha-se com tranquilidade nas ruas, que não apresentam buracos. Não há pedintes na rua (pois todos têm excelentes condições de moradia e renda), nem paredes emporcalhadas [Ironia desligada]. “”

        Hmmm….ok! Agora mostre aonde alguem disse isso!!! E ja que estaras ocupado procurando por esse posting, me diga aonde no brasil ou no mundo que SEJA assim como colocou acima!

        Pois eu ja acho que os problemas do RS comecaram quando o povo do RS PAROU de se orgulhar de onde sao e de ter vergonha do que sao, eu, particularmente, acho esse comportamento provinciano. Nao ha motivos para isso, processos de crescimento e declinio sao normais, SP ja foi a metade da economia do brasil, hoje nao e’ mais, mas o potencial ainda existe. E de todas as culturas existentes no brasil, a UNICA que tem qualquer chances de se desenvolver e’ a do RS, e vcs sao contra! Dai fica dificil de entender. Te garanto que querer ser paulista, carioca, mineiro e outros nao ajudara em nada a resolver problemas de POA ou do RS. Pelo contrario, e’ ESCOLHER e correr atraz da mediocridade.
        De novo, so’ falo isso por viver SOMENTE com brasileiros/as de outras areas entao conheco os tipos.

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      • Claro, o orgulho de ser gaúcho por si só vai fazer o estado crescer, claro.

        Não sei de onde tiraste o nro sobre SP, mas mesmo que ele tenha perdido a importância relativa no país ele nunca ficou crescendo de lado como o RS está há tempo.

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      • A questão não é ter ou não orgulho. Tenho orgulho do RS e das suas tradições. Mas não preciso ser bairrista e achar que tudo o que é do RS é melhor do que de outros lugares. E não sou contra o desenvolvimento do RS. Mas não consigo entender/compreender porque tu falas que nossa “cultura” é a única que pode se desenvolver. Como se não houvesse um gigante chamado São Paulo dentro do Brasil. Será que a “cultura” deles não é capaz de se desenvolver.
        E acho que ninguém aqui que ser carioca, mineiro ou paulista. Só estamos tentando debater em bom nível a situação do Rio Grande do Sul.

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  7. Estive em Curitiba semana passada. Não ha dúvida que é uma bela cidade.
    Destaco seus parques, linha turismo, sinalização e o centro da cidade.
    Em termos de ruas arborizadas e pequenas praças Porto Alegre é superior.

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  8. E’ que la eles nao tem a SMOV(Secretaria Municipal de Obras Vagabundas).

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  9. Pelo o que vejo, a principal diferença entre Curitiba e Porto Alegre está no urbanismo. Ora, esta é uma questão simples de se resolver: não exige grandes investimentos financeiros e muito menos é necessária apurada técnica de engenharia para resolvê-los. Uma modernização e padronização do mobiliário urbano e calçadas, a pavimentação de algumas ruas e uma política de incentivo à conservação das fachadas das edificações já nos colocariam em patamar semelhante ao de Curitiba. No quesito limpeza, creio que o nosso Centro está bem, a DMLU faz um bom serviço.

    A solução seria, portanto, contratar um bom escritório de Design e Urbanismo para fazer os projetos e promover as intervenções. Sempre costumo citar aqui o exemplo do Rio de Janeiro, que passou por processo semelhante através da contratação da Indio da Costa – AUDT, um dos principais escritórios de Design do país atualmente, para promover intervenções urbanísticas no Leblon e em Copacabana. Por que não aqui também?

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  10. Se muda pra la então, vê se pode comparar Curitiba com Porto Alegre.

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    • Da pra comparar sim Marcelo, infelizmente da pra comparar, em muitos aspectos. Se é um aspecto que Curitiba ta anos-luz na nossa frente é urbanismo!

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    • Quando eu fui para lá achei tudo limpinho, arrumadinho, muito legal! Ainda prefiro alguns aspectos culturais daqui, mas poderia me mudar para lá sim… 😀

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      • Quando as pessoas vão pra Curitiba, vão nos pontos turísticos. Fora disso, é pior que algumas cidades da GPA, principalmente na questão da coleta do lixo

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