Artigo: A ponte do Guaíba, de novo

Zambiasi e a ponte do Guaíba

O livro A Arte da Guerra ensina que a gente nunca deve destruir as pontes, pois elas podem ajudar no caminho de retorno. Já se vão alguns anos que venho apoiando todos os movimentos pela construção da nova ponte do Guaíba, especialmente depois de conhecer em detalhes os problemas que a antiga travessia enfrenta. Aliás, uma das primeiras pessoas a chamar a atenção para a necessidade da sua duplicação foi o deputado e secretário de Infra- Estrutura do Estado, Beto Albuquerque. Na primeira vez que ouvi os dirigentes do Movimento Ponte do Guaíba, confesso que fui cético. Depois, melhor informado, me engajei na luta.

O nosso velho cartão postal, construído no final dos anos 1950, já não suporta mais o fluxo dos mais de 30 mil automóveis, ônibus, ambulâncias e caminhões que por ali transitam todos os dias. Para piorar, um navio chocou-se contra um de seus pilares, prejudicando a movimentação do vão móvel, que já trancou várias vezes. O pronto atendimento dos responsáveis e o esforço de seus profissionais evitaram situações de caos que fatalmente vão ocorrer no futuro.

A estrutura tende a cada vez mais desgastar-se. Agora, leio que o governo federal pretende licitar a construção da segunda ponte, dando ao vencedor o direito de explorar o pedágio. É a vitória da burocracia. E, como sempre, vai estourar no bolso do consumidor. A atual concessionária, que há anos vem cuidando da rodovia onde está a ponte, é bem conceituada junto aos usuários.

Entre um novo processo, que vai consumir tempo e incertezas, e a renovação do contrato com os atuais detentores da concessão, por que não ficar com a segunda opção? Muito mais segura, com as obras se iniciando já nos próximos meses? Torço pelo bom senso. Não só por causa da Copa de 2014, mas pelo compromisso que o governo tem com o desenvolvimento de uma região que clama por novos investimentos, que só acontecerão com o advento da nova ponte.

Até amanhã, se Deus quiser.

Sérgio Zambiasi – 29/09/2011

Movimento Ponte do Guaíba



Categorias:Nova ponte Guaíba

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8 respostas

  1. Só corrigindo, para Guaíba paga-se pedágio só na ida. E ele é carissimo, pelo pouco que a Concepa fez naquele trecho.

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  2. Discordo do autor do artigo no seguinte ponto “A atual concessionária, que há anos vem cuidando da rodovia onde está a ponte, é bem conceituada junto aos usuários.”
    A estrada em si tem razoável conservação, mas a tarifa do pedágio é extremamente alto. Por exemplo, ir para a praia pela freeway custa mais de R$ 10,00 em pedágio. Em 2009 fui para Florianópolis e paguei menos de R$ 2,00 no pedágio da 101 quase chegando lá.
    Para Guaíba paga-se dois pedágios, somando a ida e a volta: R$ 20,00.

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    • E além de tudo não cumpriu o primeiro contrato, a terceira pista deveria estar pronta na década de 90, e o que foi feito? Pintaram o pavimento em três vias (milagre da multiplicação das vias – ocorre muito em Porto Alegre) aí levou mais dez anos para concluir o investimento. Diga-se de passagem que o poder público na época aceitou este expediente.

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  3. Eu até não me importaria com o processo licitatório, etc se já não estivesse mais do que atrasado. Mas vamos ver o que sai disso ainda. Me assustei com aquele outro post, que me deu a entender que o Estado pagaria por uma ponte e depois ia passar para um pedágio privado, daí é fogo.

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  4. É lamentável que o Rio Grande do Sul não consiga agilidade e rapidez, atitudes que veêm de longa data, em decisões cruciais para o desenvolvimento do Estado. A contrsução da nova ponte do Guaíba, aumento da pista do Salgado Filho ( a única que está em obras), rodovia do progresso, aeroporto da Serra, entre outras obras de infraestrutura eram ações que já deveriam ter saído do papel ou estarem em fase final de conclusão. Quem perde é o Estado, que não aproveita o boom econômico que está vivendo o País.

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  5. e quando que as pessoas que frequentam esse blog vão tirar a bunda do sofá e ir as ruas fazerem barulho? Reclamar via internet ajuda, mas nada como um bom protesto nas ruas.

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  6. E a novela continua, e sairá em 2020. Será??? O Brasil podia ter os leis da China. Seriamos o maior do mundo em $$$$$.

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