Por que não uma ponte assim no Dilúvio ?

 

 



Montagem de Rodrigo Marques – skyscraspercity.com

 



Categorias:Arquitetura | Urbanismo

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69 respostas

  1. Acho que tu que não entendestes o que eu quis dizer. Disse apenas que um prédio de concreto armado (seguindo a forma genérica a qual fora citado) pode sim ser alto. Ficou parecendo que defendes que o Brasil tem prédios “internacionalmente baixos” por culpa do concreto… Disse também que não há “tradição no uso do concreto armado” na indústria imobiliária, e sim “tradição no maior lucro”, e esse se dará devido à estrutura que satisfaça melhor os interesses econômicos (na maior parte das vezes o próprio concreto “tradicional”). Não é à toa que prédios comerciais (de altura convencional) estão sendo erguidos em aço Brasil afora, tamanha falta de religiosidade com o concreto e total pretensão econômica. Concretos de alto desempenho vêm sendo também utilizados: no Mundo Plaza (40 pavimentos), de Salvador, foi utilizado concreto com resistência de 60MPa, o que até pouco tempo era algo jamais sonhado para a nossa vulgar construção civil… No fim quem determina é o lucro da construtora, se aumentar o gabarito, eliminar o limite de altura, com certeza os prédios subirão mais…

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  2. Caros Amigos

    Infelizmente me colocaram na obrigação de continuar um debate técnico, não muito pertinente ao espírito deste fórum, mas não posso me furtar a esclarecer determinadas dúvidas que foram levantadas pelo nosso jovem arquiteto. A história deste post está quase que ficando como o título de um filme da segunda guerra onde era para ser atingidas pelos aliados uma determinada ponte na fronteira com a Alemanha e o título do filme ficou: “Uma ponte longe demais”.

    Caro Rodrigo

    Infelizmente tenho que dizer para ti que não entendeste o que significa “escala”, pois toda a intervenção que colocas para refutar o que escrevi, simplesmente reforça o meu argumento!

    A noção de escala transcende uma mera redução geométrica, e quando se fala na dificuldade de se manter um “escalamento” entre estruturas de diferentes dimensões deve-se levar em conta logicamente às propriedades mecânicas dessas estruturas. Teus exemplos de edifícios de grande altitude são uma prova cabal desta necessidade, e veja porque!

    Falei que na prática da engenharia brasileira não se tem grandes estruturas e na realidade vemos que se formos pesquisar o ranking dos prédios brasileiros não acharemos prédios nos trezentos ou quatrocentos prédios mais altos do mundo. Insisto em dizer o porque, devido a práticas usuais de edifícios de concreto armado. Chamo atenção que o dado imóvel não é feito com o mesmo tipo de concreto normalizado no Brasil, se consultares com mais cuidado verás que é empregado nesta construção o que se denomina HPC (high performance concrete) que difere exatamente do concreto comum pela diferença notável nas características mecânicas do material.

    Se tu tiveste lido com mais atenção o que escrevo no item que refutaste veria que está escrito textualmente o seguinte:
    “Semelhança geométrica configura o que se chama uma maquete, para que tenhamos uma semelhança absoluta devemos ter semelhança mecânica das estruturas.”
    Logo, quando te referes a um factóide, o fato de uma estrutura de concreto não permitir alturas notáveis em relação a estruturas de outros materiais, confundisse o que representa o “escalamento” de fenômenos físicos.

    Para simplificar, e ficar mais acessível, vou deixar claro que um “escalamento” que utilize uma mera ampliação de escala geométrica não é possível seguir esta regra modificando as propriedades mecânicas dos materiais.

    Em nosso meio há uma espécie de confusão de notação quando se fala em Concreto de Alto Desempenho, pois como não há uma normalização para este material, confundem-se concretos com alguns aditivos que melhoram um pouco a sua performance com normas estritas que existem para HPC.

    Os concretos normais têm resistência que variam entre 10,0 MPa a 40,0MPa, enquanto a normalização para concretos de alto desempenho (normas estrangeiras) trabalham com faixas que começam em 40,0MPa e ir além de 175,0MPa, ou seja, estás falando de um material que tem a resistência a compressão 4 a 5 vezes acima do concreto normal (só para constar, a resistência do concreto utilizado no Burj Dubai em 56 dias foi de 150000psi=105MPa!).

    Se fizeres um pequeno, cálculo sem considerar o peso próprio agregado ao edifício caso fosse utilizado um concreto que é normal para nosso meio, teríamos no mínimo 2,5 vezes as seções transversais dos pilares, como se deve levar e conta o valor do peso próprio como a principal carga de dimensionamento, pode-se atingir sem muito esforço, 100% da área do pavimento térreo, transformando este prédio em uma nova pirâmide (sem área disponível nenhuma).

    Deixando de lado a resistência do concreto, vou te sugerir, caso esteja interessado uma bibliografia atual sobre o problema do “escalamento” BARENBLAT, G. I. 1996. Scaling, self similarity, and intermediate asymptotics, Cambridge University Press, 386p.. Nesta bibliografia terás a definição correta do que implica a variação de escalas.

    Pediria que antes de aborrecermos os nossos colegas com aspectos técnicos, que fizesse uma leitura mais detalhada do que postei, para não ficarmos num ping-pong.

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  3. Esqueci de comentar o principal:

    “Se queres discutir em termos de solução estrutural e de custo uma ponte qualquer, aceito o desafio, porém não deveremos tocar no aspecto visual.”

    A questão é que o foco da imagem de da discussão é justamente o aspecto visual de uma ponte, como marco urbano, trazendo todos simbolismos consigo a que lhe é pertinente. As questões de custo, tecnologia e estrutura são extremamente inúteis ao tema. 90% do que fora publicado aqui tem serventia alguma ao que esteve pretendido desde o princípio.

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    • Corrigindo a última oração: “90% do que fora publicado aqui NÃO tem serventia alguma ao que esteve pretendido desde o princípio.”

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