Duas mil pessoas saem às ruas por democracia real em Porto Alegre

Porto Alegre conectou-se com o mundo e clama em uníssono por mais participação, por uma democracia real e o fim da ganância dos mercados. Convocado inicialmente na Espanha, onde 250 mil pessoas estão nas ruas, o #globalchange acontece em 951 cidades de 82 países. No centro do debate a crise mundial que assola o planeta, em especial a Europa e América do Norte, vitimados pela voracidade dos mercados e a ganância das corporações e banqueiros.

Em Porto Alegre não foi diferente, a marcha pacífica começou na Redenção e foi até a Praça da Matriz, onde o acampamento estava sendo montado. O tom anticapitalista está presente na maioria das juventudes participantes, partidárias ou não, outra característica interessante das manifestações de ocupação que acontecem pelo mundo. A diversidade político-ideológica vem dando o tom do encontro, já que os coletivos façam questão de reafirma: “as idéias é que nos unem”.

Foto: Lucio Uberdan

Foto: Lucio Uberdan

No Brasil, em Porto Alegre em especial, ainda que conectada com o mundo a realidade que move essas duas mil pessoas tem bases diferente, se na Espanha 40% da juventude está desempregada, nos Estados Unidos a pobreza avança de forma acelerada, no Brasil ruma-se para uma situação próxima ao pleno emprego, o resultado do CAGED de Janeiro a Setembro apontou 2 milhões de novos postos de trabalho com Carteira Assinada, um recorde num primeiro ano de governo.

Mas o que clama o Brasil então? Por Democracia Real e participação qualificada.

A juventude atual almeja uma participação maior, deseja discutir e ter formas concretas de colaborar e participar mais da vida política do país. Os jovens saem às ruas e assim como os demais povos do mundo, em especial nas primaveras árabes, almejam incidir nos rumos de seu país. É por isso que caminhou hoje a juventude em Porto Alegre, é por isso que essa juventude está agora acampada na Praça da Matriz para trocar idéias, debater e construír uma pauta comum de um mundo mais justo e igual, longe da ganância das corporações e bancos.

Blog Relatividade



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37 respostas

  1. A Europa e os países ricos criaram um sistema de bem estar social insustentável e agora chegou à conta para pagar. É impossível manter eternamente um país (uma comunidade ou uma família) em que a maior parte das pessoas não trabalha e não produz. E, o que é pior, para manter esse sistema, por décadas seus governos gastaram mais do que arrecadaram, criando um mostro da dívida pública e uma ciranda financeira para sustentar essa dívida.

    Agora que a torneira do crédito fácil secou para o público e privados, os Bancos estão abarrotados de títulos públicos podres, querem mais juros para se garantir, gerando recessão e desemprego. Os organismos financeiros internacionais (FMI, BCE…) serão obrigados a resgatá-los, sob pena dos poupadores (sejam pequenos, médios ou grandes) perderem tudo com a falência dos Bancos, fazendo com que a crise financeira seja pior ainda, pois terão efeitos econômicos de longo prazo.

    Pior é que o Brasil, com uma produção econômica per capita de menos de 1/3 dos países desenvolvidos, está seguindo o mesmo caminho, a partir de uma Constituição desastrada, promulgada em 1988: se endividando, para criar uma estrutura pública em que a menor parte do recursos verdadeiramente chega e é distribuída para sociedade. Se para a Europa ou os EUA, que já são ricos, não crescer é um problema, imagina para um país, como o Brasil, que tem todas as questões sociais ainda não resolvidas (apesar da propaganda em sentido contrário do governo e de seu partido) e que, todo mundo sabe, são impossíveis de serem solucionadas sem desenvolvimento, como se viu na década perdida do anos 80.

    Culpar “o sistema” e os Bancos pela miséria e o desemprego crescente nos países ricos atende bem os interesses de partidos políticos e ideologias que sempre usaram esse sistema para sustentar seu mundinho de fantasia e, principalmente, para esconder os verdadeiros culpados pelos problemas atuais – os políticos que criam um monstro de ineficiência a corrupção: o Estado.

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