HT Micron apresenta o 1º lote de chips

HT Micron apresenta hoje o primeiro lote comercial de dispositivos encapsulados em solo gaúcho

O objetivo da HT Micron de se tornar a maior fabricante de encapsulamento e teste de semicondutores da América Latina começa a ganhar forma hoje. A empresa apresenta, às 18h, no campus de São Leopoldo da Unisinos, o primeiro lote comercial de chips totalmente encapsulados no Rio Grande do Sul. Na ocasião, também será feito o lançamento da pedra fundamental da fábrica, que terá aproximadamente 9 mil m2 e obrigará a operação definitiva da operação.

A HT Micron é fruto de uma joint venture entre a coreana Hana Micron e a brasileira Parit Participações, que controla a Altus e a Teikon. O investimento previsto para os próximos cinco anos é de US$ 200 milhões, com geração de mais de mil empregos diretos. Até 2016, a expectativa é que possa estar faturando R$ 1 bilhão.

“O lançamento do chip comercial marca a entrada definitiva da HT Micron no segmento de semicondutores”, comemora a diretora de Relações Institucionais e Governamentais da empresa, Rosana Casais. A linha de produção, que está funcionando em uma instalação provisória até que a fábrica fique pronta, é de 3 a 4 milhões de chips/mês. As novidades da HT Micron serão apresentadas durante o 1º Fórum Brasil-Coreia do Sul, promovido pela Unisinos essa semana e que traz ao Estado diversos especialistas sul-coreanos do setor de tecnologia.

O professor de Microeletrônica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Sérgio Bampi observa que a HT Micron poderá aproveitar o bom momento do mercado interno brasileiro, que está aquecido, especialmente, na demanda por chips para memórias de computadores e celulares.

Só no primeiro trimestre desse ano foram vendidos 3,6 milhões de computadores no País, segundo dados da empresa de consultoria IDC. “Como o timing da implantação dos empreendimentos de encapsulamento é mais rápido, a HT Micron começa desde já a aproveitar as oportunidades”, analisa.

Outra boa notícia para as iniciativas de empresas brasileiras nesse segmento, como a Ceitec e a própria HT Micron, é que, depois de um período conturbado, o setor de semicondutores está em recuperação no mundo.

O faturamento da indústria de chips foi de US$ 150 bilhões no primeiro semestre de 2011, crescimento de 4,4% se comparado com o primeiro semestre de 2010. Os dados são da Associação Mundial de Estatísticas de Comércio de Semicondutores, cuja sigla em inglês é WSTS. Para 2012, o cenário ainda é de incertezas, em função do panorama internacional. Bampi observa que nos últimos dois anos os novos investimentos no País se concentraram na área de encapsulamento, caso da HT Micron e da Smart Modular, player americano instalado no interior de São Paulo. Já no Paraná, a Gemalto tem se destacado no encapsulamento de cartões inteligentes, como os de crédito.

Acostumado a acompanhar os bastidores do setor de microeletrônica no Brasil, ele diz que é grande a possibilidade de uma nova operação ser anunciada no Brasil nos próximos dois anos. É um investimento de pelo menos US$ 500 milhões, de manufatura de semicondutores, mas ainda dependerá do comportamento do cenário internacional. O destino desse empreendimento deve ser Minas Gerais. “É muito válido que estimulemos no Brasil todas as etapas: design, fabricação de wafers e encapsulamento”, diz Bampi.

Patricia Knebel

Veja a matéria completa no Jornal do Comércio



Categorias:Economia Estadual

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1 resposta

  1. Hoje é o das boas notícias! Essa parceria Brasil-Coreia do Sul ainda vai longe hein!

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