Má qualidade do ar atinge nível recorde na Grande Porto Alegre

Concentração de cinzas causou indíces comparáveis a Pequim e piores que São Paulo na terça-feira

Comparação entre a paisagem normal da Capital e o céu desta terça Crédito: MetSul/Especial CP

Além de causar cancelamentos de voos e prejuízos no espaço aéreo, as cinzas do vulcão chileno Puyehue trouxeram má qualidade do ar sem precedentes nos registros da Região Metropolitana, conforme dados da Fepam (Fundação Estadual de Proteção Ambiental). A MetSul Meteorologia apurou junto ao órgão que a média de 24 horas de concentração de material particulado inalável (PM10) no Parque Universitário, em Canoas, chegou a 285 microgramas por metro cúbico na terça, uma qualidade de ar pior que a da poluída capital chinesa.

A média foi calculada com base nos dados coletados entre 17h de segunda-feira e 17h de terça. Desde que a Fepam começou a medir a qualidade do ar na região há dez anos, jamais a qualidade do ar foi tão ruim, nem mesmo nos períodos de tempo seco de inverno ou durante as fortes estiagens de 2004 e 2005.

Uma estação de monitoramento da qualidade do ar no distrito de Chaoyang, na capital da China, acusou uma concentração máxima, na terça, de 216 microgramas por metro cúbico. Nesta quarta-feira, a situação se deteriorou em Pequim e o valor medido chegou a 365, valor considerado perigoso. “Numa situação absolutamente excepcional, Porto Alegre e região tiveram um dia com qualidade do ar típica de Pequim devido às cinzas”, comentou o meteorologista da MetSul Luiz Fernando Nachtigall.

Levantamento realizado pela MetSul junto à CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) apurou ainda que a concentração de material particulado entre segunda e terça-feira na Grande Porto Alegre superou os valores máximos registrados na cidade de São Paulo e região metropolitana da capital paulista nos últimos anos. Enquanto em Canoas a média de 24 horas foi de 285 microgramas por metro cúbico, em São Paulo e região a maior marca anual recente foi de 187 microgramas por metro cúbico em Parelheiros no ano de 2009. Em Cubatão, contudo, o PM10 chegou a 330 no ano passado.

Com a dispersão das cinzas durante a quarta-feira, o que era antecipado pela MetSul, a qualidade do ar melhorou muito. No Parque Universitário em Canoas, o chamado IqAr (Índice de Qualidade do Ar) que era de 221 (qualidade má), na terça caiu para 75 (regular). Em Esteio, na Vila Ezequiel, o IQAr que chegou a 193 (qualidade inadequada), caiu na quarta para 63 (regular).

De acordo com o meteorologista Luiz Fernando Nachtigall, a quantidade de cinzas agora sobre o Estado é ínfima e as partículas devem ser afastadas nos próximos dias, independente de chuva, por correntes de vento de Oeste que trarão ar quente.

Correio do Povo



Categorias:Meio Ambiente

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2 respostas

  1. até que vida de paulista não é tão ruim, não notei muita diferença..

    ashsahuhashuhuushhuas

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  2. Pior que notei que terça minha rinite tava péssima e ontem saí de carro e o vidro tava com poeria demais (pra ter ficado só três dias parado).

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