Ideias de um porto-alegrense sobre a ampliação do Salgado Filho

Ampliação do Salgado Filho

Os moradores nos arredores do aeroporto Salgado Filho estão estarrecidos em relação à pretendida ampliação do mesmo, ignorando o lado humano. Os moradores dos bairros Jardim São Pedro, Jardim Floresta, Jardim Lindoia, Parque Minuano e Parque São Sebastião estão estabelecidos há mais de 40 anos, com todos os requisitos legais, pagando altos impostos. Na época o movimento do aeroporto era insignificante em relação a hoje, sem levar em conta a pretendida ampliação, que tornaria a situação insuportável. A área mais atingida é o início da Avenida dos Gaúchos e arredores, onde os aviões passam rasantes, como um massacre. Acontece que o problema ainda poderá ser resolvido em parte, evitando problemas maiores, com um recurso aceitável pelos moradores, no sentido de que seja construída uma pista em direção à freeway ou paralela, ao lado da freeway. O custo será um pouco mais do que uma emenda, mas é insignificante em relação a outros projetos planejados para a Copa. Também há uma outra solução, que parece mais razoável. Com a resolução da construção de um aeroporto em Canoas, na Nova Santa Rita, cujo projeto poderia ser ampliado, e assim o aeroporto Salgado Filho poderia ser desativado. Com a desativação do aeroporto, as instalações e a área poderiam ser vendidas e, com o valor da venda, o novo aeroporto poderia ter um custo zero.

Elmer R. Quednau, bancário aposentado -Leitor do Jornal do Comércio

 

 

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No limite da pista: processo de desapropriações emperra obra essencial para o Salgado Filho

Desocupação do bairro Jardim Floresta é um dos fatores que atrasa ampliação

Leia no Jornal Zero Hora deste domingo mais informações sobre a ampliação da pista.

 

 



Categorias:aeroportos brasileiros

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42 respostas

  1. Gilberto, sobre o tema aeroportos e o nosso querido RS, aí vai um dado interessante a se pensar.

    Os gaúchos do interior reclamam da obrigatoriedade de terem que se dirigir das mais diversas partes do estado para o RS para conseguirem pegar um avião para ir para o resto do país. Nesse sentido me pergunto, um novo aeroporto em Portão não iria apenas mudar o local para onde esses nossos irmãos gaúchos teriam que inconvenientemente se deslocar? Na prática, melhoraria para quem mora na região de Portão, mas nada mudaria (ou dependendo da região isso até dificultaria mais do que atualmente).

    Creio que o que tem que mudar é o foco de concentrar vôos na região metropolitana de Porto Alegre como um todo, descentraliando isso com a criação de outros aeródromos d everdade no nosso Rio Grande.

    Atualmente só Caxias e Passo Fundo recebem vôos de jatos comerciais. Nos demais, apenas pequenos vôos comerciais de pequenos aviões tubo-hélices, apresentando uma movimentação anual bem inexpressiva, pois as tarifas desse tipo de avião são caríssimas.

    Não seria a hora do RS se espelhar no Paraná? Lá dá para dizer que, além de pequenos aeródromos de menor relevância e vôos de turbo-hélices, eles têm também quatro aeroportos de maior porte e movimentação significativa de vôos com jatos comerciais espalhados pelo stado (Foz, Maringá, Londrina e Curitiba). Tanto Foz, quanto Maringá e Londrina apresentam movimentação muitíssima superior ao de qualquer aeroporto do interior gaúcho, até se somados juntos os aeródromos do interior gaúcho. Vale lembrar que Curitiba apresenta uma movimentação menor que o Salgado Filho, mas, se observarmos que o PR tem outros aeródromos expressivos, veremos que o PR, apesar de estar mais próximo de Rio e SP, apresenta uma movimentação aérea superior à do RS.

    E porque isso? Porque nos aeroportos estaduais são vergonhosos. Londrina (novo) e Foz (antigo) são administrados pela Infraero, ams em nada se parecem com os aeroportos tachanos administrados pela Infraero no interior do RS. O aeriporto de Londrina, então, é melhor e maior do que o aeroporto de muita capital. O de Foz recebe até mesmo jumbos 747-400 de fretamentos, como o tradicional vôo charter da Qantas que traz australianos para o conhecer o país, basta procurar no Google para ver as imagens. Que aeroporto do interior gaúcho tem capacidade para tanto? Vão dizer, “ah, mas Foz é turística”, mas e Gramado/Canela, não o são também? Isso para não citar Maringá, que possui um novíssimo e excelente aeroporto construído e administrado pelo governo ESTADUAL.

    Se o governo gaúcho e o governo federal investirem na descentralização aérea do RS, todo mundo tem a ganhar. Alivia o Salgado FIlho e retira a necessidade de deslocamentos incômodos e desnecessários até POA para boa parte dos gaúchos.

    Santa Maria, Pelotas, Rio Grande, Uruguaiana e Santana do Livramento/Rivera, por exemplo, não têm vôos de jatos comerciais porquê? Achas que pelotas e seus 300 mil habitantes não comportaria um vôo da Tam e um da Gol, por exemplo? Enquanto ´não tiver estrutura e só a NHT reinar no interior do estado, as pessoas continuarão se deslocando até POA para pegar um avião para onde quer que seja, por mais incômodo que isso seja.

    E Caxias? O aeroporto até tem alguma mínima estrutura, mas a falta de equipamentos anti-neblina prejudica muito as operações, constantemente canceladas, o que causa grandes prejuízos para as cias aéreas com o remanejamento de passageiros e rotas, já que os aviões tem todo um trilho em cadeia planejado para voar e um atraso ou cancelamento provocam um grande efeito devastador em cascata. Por isso há poucos vôos em Caxias e apenas uma das grandes opera lá atualmente (Gol). É inadmissível que a Tam não voe para a industrial Caxias, não achas?

    Fica aí a sugestão para os políticos e para a sociedade. Um investimento efetivo e maciço nos aeródromos existentes no interior, com ampliações e inecntivos, bem como a criação de novos aeródromos, como o de Caxias/Vila Oliva e o de Canela/Hortências. No mínimo Santa Maria e Pelotas também teriam que ter grandes vôos.

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    • Vejam só a movimentação anual de janeiro a setembro deste ano:

      30º. Londrina (PR) — 709.625 (é o 30º aeroporto mais movimentado do país e certamente até dezembro ulrapassará a movimentação de 1 milhão de passageiros).

      21º. Foz do Iguaçu (PR) — 1.245.079 (é mais movimentado do que muitas capitais e já bateu o movimento de 1 milhão de habitantes antes mesmo de setembro).

      O de Maringá já vi também e é muito movimentado, mas agora só procurei os operados pela Infraero rapidamente só para ilustrar.

      Qual aeroporto do interior gaúcho tem essa movimentação atualmente? Nenhum, nem Caxias. Agora me respondam, a industrial Caxias do Sul, a turística Gramado, a Pelotas dos seus mais de 300 mil habitantes e a Rio Grande so seu importante porto não teriam tal capacidade também?

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    • Só corrigindo o post anterior à este de cima, se dirigirem do interior para POA, posi acabei digitando se dirigirem do interior para o RS.

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      • Ah, e perdoem outros inúmeros erros de digitação que percebi agora, além de atos falhos, como falar em movimentação de 1 milhão de “habitantes” em vez de “passageiros”.

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  2. E, em último caso, ao invés de estar como é hoje, que mandem o TECA (terminal de Cargas) e a Base para Portão, evitand-se o uso compartilhado cargueiro e militar com o uso civil de passageiros e assim dando mais espaço.

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  3. Concordo que Galeão e Santos Dumont tenham portes diferentes entre si. todavia, o que nos impede de termso dois Novos Salgados Filhos com a ampliação do atual e a ativação da Base Aérea de canoas?

    Veja as fotos abaixo:

    Ambas mostram apenas a área do salgado Filho até a atual extensão da pista. Com ele ampliado, vários outros “terminais 1” em sequência poderiam ser colocados lado a lado paralelamente à pista até o final da sua nova extensão, respeitada a área do novo TECA (Terminal de Cargas). Tem espaço para novos CUT’s e afins também. Isso sme falar que uma reforma no atual terminal 1 com a adição de um concourse nele também seria possível. Com tudo isso o salgado Filho chegaria fácil na capacidade de 20 milhões de passageiros. E se na Base Aérea fizerem outro Salgado Filho para 20 milhões de passageiros, teremos 40 milhões de passageiros podendo ser atendidos dentro na cidade, o sonho de qualquer passageiro da capital e adjacências e dos moradores do interior que desembarcam em POA via Rodoviária Central da capital. As empresas aéreas também adorariam, pois brigam por voos em aeroportos centrais. Não precisaríamos mais do que isso. 40 milhões de passageiros com “dois” salgados filhos (o atual, se bem ampliado, e a base), é demanda para décadas.

    Aí sim, daqui há 50 anos pense-se em um aeroporto mais distante e, mesmo assim, teríamos outras áreas mais próximas, como Eldorado e até mesmo alguma área na Rodovia do Parque que fique antes de Portão, quem sabe na altura do entroncamento com a 386 ou expointer, bem mais perto, teria só que evitar o trecho inicial da Rodovia, que fica na área próxima à Base, Arena e Salgado Filho, que além de tudo é alagadiça.

    A pergunta que deve ser feita não seria se as cias prefeririam o Salgado Filho ou a Base, pois a resposta é óbvia. Teria que ser se querem a Base ou Portão. A resposta seria igualmente óbvia. Pergunadas sobre se preferiam Congonhas ou Guarulhos, as cias é claro preferiam o primeiro. Já hoje em dia, se perguntadas se preferem Guarulhos ou Viracopos, elas se estapeiam por Guarulhos.

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    • Pois é… O Salgado Filho ainda por muitos anos pode e deve nos servir… Tem muito aeroporto com uma pista só que tem movimento muito superior ao nosso…

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  4. Leonel, como falei antes, bastaria que os aviões que decolassem da Base Aérea de Canoas fizessem uma rápida e acentuada curva para a esquerda (como os aviões da ponte aérea que decolam do Santos Dumont e necessitam fazer uma curva abrupta à esquerda para desviar do Moro do Pão-de-Açúcar), bem como os que decolassem do Salgado Filho fariam uma leve curva à direira para então um pouco mais à frente aí sim fazer uma curva para a esquerda, interceptando a Free-Way rumo ao sudeste do país.

    Uma pista em cada aeroporto é melhor do que apenas uma no Salgado Filho, É claro que mais uma pista na Base para se somar à atual já existente seria ótimo, mas como apenas as pistas já existentes em ambos aeródromos já seria ótimo.

    As operações custariam mais do que em um aeroporto mais longe só porque estariam próximos entre si, sob qual a justificativa? Vejo de maneira diferente, pois eles operariam de maneira a se complementarem. Qual cia aérea gostaria de operar na Base? Qualquer uma a que for perguntado se quer novos vôos autorizados para a Base ou lá em Portão. As cias aéreas brigam para operar nos aeroportos centrais.

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    • Não é “apenas bastaria” Paulo. Não é nem prático, nem viável economicamente ter dois aeroportos de médio porte tão pertos, para operações semelhantes… E é óbvio que todas as companhias prefeririam operar no Salgado Filho… Não há porquê se fazer todo um aeroporto novo, em área ocupada, criar acessos, desapropriações, tudo isso para MEIO aeroporto. Porque é isso que seriam: dois MEIO aeroportos…

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    • O que se tem lá no Rio são dois aeroportos de grande movimento de passageiros, mas de portes completamente distintos. Um de voos regionais ou nem tanto; e outro para voos continetais e intercontinentais…

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  5. Poderiam fazer um grande councurse para salas de mebarque em frente ao antigo terminal 2. como fizeram em Congonhas, onde as salas de embarque do terréo foram transformadas em novas salas de desembarque com novas esteiras de restituição de bagagem e escadas rolantes forma instaladas no lobby central para acesso ao então criado 2º andar, que não existia (existia apenas um minúsculo 2º andar com escritórios operacionais, como no terminal 2 de POA):

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  6. Exemplo de como o aeromóvel poderia unir a Base ao Salgado Filho, tornando-os um único e grande complexo aeroportuário:

    (Aeroporto de Orlando)

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