Governo gaúcho chega tarde, oferece pouco e perde a Volkswagen para Pernambuco

O governo do RS parece ter perdido definitivamente a corrida pela conquista da nova fábrica de US$ 2 bilhões que a Volkswagen decidiu construir no Brasil. Os alemães estiveram há tres semanas no Estado, comeram carne no Galpão Crioulo do Palácio Piratini, acenaram com possibilidades tentadoras, mas como só receberam promessas desalentadoras, foram embora e optaram por Pernambuco, segundo informa o jornal Valor desta quarta-feira.O governador Tarso Genro, ao contrário de Olívio Dutra com a Ford e Euclides Triches com a Fiat, demonstrou esforço e vontade, mas nada deu certo porque as ofertas pernambucanas foram mais apetitosas e os pernambucanos chegaram antes.

O governo de Pernambuco e a Volkswagen acertam os últimos detalhes para a instalação da primeira fábrica da montadora alemã na Região Nordeste. A unidade, com investimentos de até US$ 2 bilhões, será erguida no município de Cabo de Santo Agostinho, 50 quilômetros ao sul do Recife, dentro do Complexo Industrial e Portuário de Suape. Trata-se do mesmo endereço escolhido pela Fiat antes de a empresa anunciar a mudança para o município de Goiana, na Zona da Mata pernambucana.

Com as negociações bastante avançadas, as duas partes trabalham agora na montagem da engenharia financeira que vai permitir o investimento. Nos últimos dias, a Volks apresentou novas exigências, entre elas um financiamento de R$ 2 bilhões, com prazo de 30 anos, que seria concedido pelo governo federal por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou por linhas específicas para a região, com recursos dos fundos constitucionais da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Caberá ao governo do Estado atuar com a União na modelagem da operação.

A nova planta da Volks vai produzir 200 mil unidades por ano de um modelo popular, possivelmente o Up!, apresentado pela montadora no último Salão do Automóvel de Frankfurt, na Alemanha.

Polibio Braga



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14 respostas

  1. É lamentável, mas como Estado, estamos desacreditados, enquanto estivermos com estes governantes, creio que nada irá acontecer, vamos ver nas próximas eleições, quem sabe.

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    • O mais engraçado é que a GM veio, entre negociação e concretização, justamente entre os governos de Antônio Britto e Olívio Dutra, que na minha opinião, foram os piores dos últimos tempos.

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