Perda de investimentos no setor florestal e moveleiro

O setor da indústria de base florestal e moveleira do Rio Grande do Sul está preocupado com o que poderá acontecer no futuro imediato em consequência das dificuldades que existem no Estado para a instalação de novos empreendimentos. Há problemas no zoneamento e no licenciamento ambiental da silvicultura, nos critérios do “potencial poluidor” da atividade usados pelos órgãos licenciadores e nas restrições para compras de terras. De acordo com trabalho feito pela Fiergs, investimentos da ordem de US$ 3,2 bilhões já foram perdidos ou estão trancados em órgãos ambientais do Rio Grande do Sul; duas empresas de celulose – Fibria, para o Mato Grosso, e Stora Enzo, para o Uruguai – deixaram de se instalar no Estado; três empresas de painéis de madeira – Masisa, Duratex e Fibraplac – que planejavam duplicar produção, estão revisando seus projetos de localização que, inicialmente, seriam na Zona Sul, a que mais necessita de desenvolvimento. “O conjunto desses investimentos, se concretizados, representaria uma geração de produção no Estado, no final dos projetos, equivalente a R$ 15 bilhões/ano”, informa o documento.

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O setor industrial de base florestal e moveleira é um dos mais importantes do Rio Grande do Sul, com faturamento anual de R$ 8,2 bilhões – 3,4% do PIB do Estado -, gerado por 3 mil indústrias que empregam cerca de 350 mil pessoas, sendo 50 mil empregos diretos e 300 mil indiretos, segundo informações do Sindimadeira, da Movergs e da Ageflor. A área florestal plantada no Estado com eucalipto, pinus e acácia alcança 738.770 hectares – 2,65 da área do território gaúcho. Legislação restritiva demais, critérios não isonômicos, burocracia, restrição à compra de terras e altos preços cobrados pela Fepam pelos licenciamentos são os problemas elencados pela Fiergs.

Danilo Ucha – Jornal do Comércio



Categorias:Economia Estadual

5 respostas

  1. Esta base florestal é boa para pequena propriedade, ajuda na diminuição desertíca do Rio Grande
    Poupança verde. Perdemos empregos, impostos e renda.

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  2. “Deserto verde”, diziam. Eu digo, muito pior é o “deserto” na cabeça dessas pessoas.

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  3. E tem quem ame de paixão essas patifarias, enquanto isso, o estado perdendo bilhões…

    O Brasil indo pra frente e o RS seguindo o sentido contrario, é lamentavel.

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    • Agradeca ao PT por esse aparelhamento do estado com gente com serios problemas mentais.

      Isso foi premeditado, porque nenhum outro estado tem leis ambientais tao loucas? Aparelharam tudo com comunistas e selviculas da pior especie. Agora aquenta, acham que sao chic votando na “esquerda” tipo: “olha pra min, sou que nem europeu, so’ voto na esquerda sou super politizado” Mudem seu voto, vote em quem queira melhorias minha gente, parem de se maltratarem dessa forma!!! PP, DEM nao sao grandes coisas, mas pelo menos querem crescimento economico e empregos no setor privado. Nao existe milagres, mas tambem nao e’ impossivel, na verdade e’ simples, NAO VOTEM EM PARTIDOS DE ESQUERDA!

      olhem para TODOS os servicos publicos que foram aparelhados!! NENHUM FUNCIONA. Da educacao, saude, seguranca, meio ambiente e todo o resto.

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      • O problema é que por aqui todos os partidos são, na verdade, de esquerda. O negócio é votar nos mais voltados à chamada “centro-esquerda” enquanto não aparecer um partido de direita.

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