Comunidade é contrária a permuta de áreas no Cristal

Na noite desta segunda-feira (7/11), em audiência pública realizada pela Câmara Municipal no bairro Cristal, os moradores da região protestaram contra o projeto de lei do Executivo que autoriza o Município a trocar área pública por terreno do Jockey Club com o objetivo de efetivar as obras previstas no projeto da Copa de 2014. A proposta da prefeitura prevê que um terreno (de 12 mil metros quadrados) desmembrado do hipódromo Cristal, situado na Avenida Diário de Notícias, seja trocado por área pertencente ao Jockey Club, localizado na Avenida Icaraí, cuja dimensão total possui 22,6 mil metros quadrados.

A prefeitura pretende construir ali uma rotatória para dinamizar a duplicação da Avenida Tronco, além de edificar um terminal de transporte coletivo para integrar-se aos Portais da Cidade. “Para que esses projetos sejam efetivados, é preciso utilizar uma área do Jockey. Segundo a Lei Orgânica, é cabível a permuta de terrenos”. Além da troca, a Prefeitura pagará mais R$ 24,5 mil a título de indenização pela diferença de preço entre os dois imóveis. A área municipal foi avaliada em R$ 11,392 milhões, e a do Jockey, em R$ 11,416 milhões. A audiência pública foi realizada na Associação dos Moradores e coordenada pela presidente do Legislativo, vereadora Sofia Cavedon (PT).

O motivo dos protestos dos moradores é um só: querem que a área do Jockey seja destinada para construção de moradias populares. “Existem problemas graves de comunidades residindo em áreas de risco no bairro Cristal. Por que a prefeitura não transfere esses moradores para a área que está permutando?”, questionou um dos representantes da comunidade, Paulo Jorge Cardoso. Segundo o presidente da Associação de Moradores do Bairro Cristal, Renato Maia, os pobres nunca podem usufruir das zonas boas da cidade, devem ficar em locais periféricos. “Temos o direito universal à cidadania. O interesse por trás de tudo isso está na especulação imobiliária. O terreno que será doado ao Jockey vai ser arrendado para construtoras edificarem torres gigantes na beira do Guaíba”, acusou.

Outras áreas

De acordo com a representante da Secretaria Municipal da Fazenda, Maria Alice Michelucci, a prefeitura não abandonou o projeto de reassentamento das famílias da Vila Tronco. “Temos um estudo com mais de 40 áreas sendo analisadas aqui na região. O problema é que o processo é complexo, pois muitos terrenos da cidade não possuem condições de abrigar uma comunidade em função, por exemplo, da contaminação do solo”, explicou, ao dizer que a prefeitura está adquirindo áreas e que algumas escrituras já estão em fase final de elaboração. “Fiquem tranquilos, vocês terão onde morar”, avisou.

Para a presidente Sofia, a comunidade precisa ser ouvida antes de o Legislativo tomar uma decisão em relação ao projeto final do Executivo. “É dever da Câmara estar aqui e resguardar o direito da participação popular no processo decisório. Eles estão descontentes com o projeto e precisam expressar isso à prefeitura, a fim de acharmos um meio-termo entre ambos”, afirmou. O projeto de lei já está na priorização da semana e deve ser votado nesta quarta-feira (9/11) no plenário da Casa. Ainda estiveram presentes os vereadores Beto Moesch (PP), Fernanda Melchionna (PSOL) e Pedro Ruas (PSOL).

Câmara Municipal



Categorias:COPA 2014

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38 respostas

  1. Mas o que a Multiplan quer construir na area do Jockey permutada com a prefeitura, na orla do guaiba em area ambientalmente preservada não pode ser impunemente executada, pois vira o novo caso Maguefa.

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    • Pessoal, acho que está havendo um equívoco aí: a prefeitura vai usar uma pequena área que será para alargamento da diário de notícias e também para um trevo na avenida Tronco. A área grande onde a Multiplan vai construir os prédios, um grande condomínio, já é ocupada pelas baias do hipódromo. Não é área natural. Já é área construída, sem uso, abandonada há anos. Preservar o que ? De novo esta história de preservar ruínas ? É uma simples operação entre empresas. Vai passar do Jockey Club para a Multiplan. Nada que a população tenha que se meter. Só pra lembrar, o jockey club não atua mais. Não existe mais uso para aquela área. Que ótimo que vai ser usado para outra função, ajudando a revitalizar a área.

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  2. Sinceramente, há várias boas ideias levantadas aqui neste item, por exemplo, colocar pessoas morando em prédios abandonados do centro devidamente urbanizados para este fim, serviria para reativar a vida do centro, e como do centro para qualquer bairro é necessário uma só passagem desoneraria o transporte dos trabalhadores (não esqueçam que muitos não são contratados quando o patrão deve pagar muito em vale transporte). Também a ideia de desapropriar áreas não utilizadas em regiões próximas ao centro no 4° distrito para habitações populares, também parece uma boa ideia (próximo de infraestrutura urbana).

    O Simon poderia abrir um tópico neste sentido para se discutir moradia popular (não de relocar em locais ermos sem infra-estrutura, que onera ainda mais o poder público). Porque sugiro isto, pois a prefeitura não age ela reage, falta iniciativa e criatividade e talvez trazendo esta discussão para pessoas que estejam interessadas no futuro da cidade, possa se propor alguma coisa para nossos vereadores.

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  3. Não, a maioria do pessoal do blog é a favor de tudo que traga desenvolvimento (e consequentemente, + empregos, + salários, + impostos, + serviços públicos…), pois só assim a cidade superará seus problemas sociais e econômicos. Entendemos que não é com medidas assistencialistas que resolveremos a questão social. Esse paternalismo estatal só gera dependência dos cidadãos em situação vulnerável e não resolve os problemas sociais a longo prazo, além de desvituar a política para o populismo e a demagogia.

    Além disso, para nos não importa quem vai ganhar mais com o desenvolvimento, não somos INVEJOSOS, por isso achamos que quem investe na cidade deve ganhar e muito, pois quanto mais sucesso tiver, mais investirá e mais levará a que novos investidores acreditem na cidade e no RS. O Estado, como representação da sociedade, não deve ser um impeditivo a investimentos, pelo contrário, deve ser um parceiro dos investidores, a final de conta será um dos principais beneficiados do desenvolvimento gerado pela iniciativa privada.

    Somos a favor, isso sim, da socialização do impostos, a parcela (que não é pequena) do trabalho e dos investimentos privados que vai para o Estado, por isso deve ser bem aplicado e gerido, para chegar maximizado aos cidadãos. Também somos a favor da privatização de tudo que o Estado for incompetente para gerir, pois para nos não importa quem faz, desde que tudo seja bem feito. Isso não significa que tudo precisa ser privado, mas que deve ser feito por quem tenha capacidade de fazê-lo.

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    • Talvez a expressão correta do desejo de todos é tornar o Estado um bem público e a Iniciativa Privada um bem Privado, quer dizer o Estado não deve trabalhar nem para si mesmo nem para a iniciativa privada, e a Iniciativa Privada deva trabalhar com seus recursos sem que o Estado a atrapalhe.

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    • Caro Julião e outros.

      Quanto ao item assistencialismo há uma pequena história do tempo do governo FHC que deve ser repetida pelo seu lado eclético.

      Quando se discutia bolsa escola e escambau, e se questionava sobre assistencialismo ou como tornar mais eficiente o dinheiro gasto no social, a Socióloga Ruth Cardoso, esposa do ex-presidente da república emitiu uma opinião que é antológica e que deve levar a reflexão.

      A primeira dama da época, que não era nenhuma dondoca amiguinha dos animais (uma pequena crítica a outras primeiras damas, só para não perder a viagem), disse que no lugar de bolsa disto e bolsa daquilo, talvez o mais correto era passar de helicóptero pelas zonas carentes e jogar o dinheiro pela janela.

      Por que ela disse aquilo, que poderia parecer uma grande besteira, ela disse por dois motivos, porque bolsa disto ou bolsa daquilo cria necessariamente uma burocracia para controlar a distribuição desses benefícios que consome grande parte do dinheiro, por outro lado os desvios também contribuem para a diminuição do recurso final que deve chegar a mão de quem necessita. Por fim ela chamou a atenção que quando se dá um benefício está se fazendo a escolha da qualidade do mesmo e onde o beneficiário deve empregar o seu dinheiro, exemplo simples, distribuir cestas básicas está se dizendo o que as pessoas devem comer. Por último, e talvez o mais significativo, é que o importante é o dinheiro distribuído gire o comércio local, armazéns, bares, lojas de material de construção, etc. pois este giro que fará a economia ser sustentável.

      Outra coisa que foi feita pelo governo Lula, que acho razoável, é quando se entrega uma casa popular o título de propriedade vai no nome da mulher, pois se não o “bonito” vende a casa e cai fora deixando a família na rua.

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  4. Convenhamos que certos comentários são oriundos de um preconceito sem precedentes, embora tenhamos que ter respeito em um processo democrático, mas que o jogo é de cartas marcadas, em que a Multiplam é a grande beneficiária nessa negociata.

    Reiterando, vivemos em uma sociedade em que o cidadão que é pobre é tratado de forma pejorativa como se fosse o mal da nossa sociedade.

    Todo o projeto tem por objetivo na verdade atender os desejos dos empresários em troca de favores com muitos Vereadores da Câmara Municipal de Porto Alegre, esta liderada por um trabalhista que se chama Fortunati.

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    • Sobradinho

      O pessoal aqui deste Blog “é tudo pelo privado”, em resumo são favoráveis pela socialização dos prejuízos e privatização dos lucros. E o pior de tudo pelo que conheço a maior parte faz isto por convicção e não por interesse!

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  5. Pelo que acho que entendi da notícia, querem pegar um pedaço do futuro bairro da Multiplan, a futura Barra da Tijuca de Porto Alegre, para fazer moradias populares, é isso mesmo? Nao consegui vislumbrar outra interpretaçao da notícia, já que o resto da área é a própria pista e sede do Jockey Club. Em sendo assim, dificilmente um “meio bairro da Multiplan” daria certo, pois ninguém iria querer dividir muro a muro a área com uma espécie de COHAB. Será que esses invasores nao gostariam de morar no Moinhos, na Praça da Encol ou na Ganzo? Assim eu também queria ganhar uma casa popular.

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    • O problema não são estas pessoas, o problema consiste:

      1- Em pseudo-políticos que fazem esse tipo de jogo sujo contra uma tal de “especulação imobiliária”
      2- Em pessoas da classe média ou alta que acham que pobre deve ser escondido na zona rural.

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      • Zona rural? Isso é coisa em extinção em Porto Alegre. Na época que o meu pai era guri ainda tinha bastante áreas rurais perto de Alvorada, mas hoje o que ainda tem de área verde nuns bairros que tem por aqueles lados (Rubem Berta, Pq. dos Maias, Pq. Sta. Fé e mais uns outros) é matagal e terrenos baldios…

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  6. Tipo as idéias do pessoal aqui é acabar com as areas da cidade em que mais queremos arrumar e valorizar.

    sahusahuhsahuuasuh

    Gostei da idéia do Julião….

    Mas é foda, muitos desses preferem não trabalhar, por os filhos pra pedirem esmolas, não pagarem a conta de água e luz por que tem gato de graça.

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  7. A cidade tentando salvar o centro, e tu querendo por as pessoas pobres ali?
    Ai sim é que acaba com o centro, ja to até imaginando, puxadinhos nos prédios historicos, paredão com um monte de varal, mais e mais lojas de 1,99, camelos, drogas pra tudo que é canto.

    Agora dar area nobre pra eles?

    Por favor né, a questão não é afastar os pobres, eles vão estar em Porto Alegre e isso não vai mudar o idh da cidade, a questão, é deixar os lugares que precisam se desenvover, se desenvolverem, mas falo em grana só.

    Imagina, colocar uma favela em pleno centro de Poa, acabamos de tirar uma que tinha do lado do chocolatão.

    Tem muitas areas pra isso, a prefeitura não tem que dar casa nem nada de graça pra ninguem, mas ja faz isso, agora querem dar terreno em area nobre?

    Po, vou vender meu ap, innvadir um terreno e pedir pra prefeitura me dar uma casa do lado do iguatemi.

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    • O centro não tem nada de nobre, e já existe um prédio ocupado no viaduto da Borges de Medeiros, sugiro leres sobre o assunto.

      Associar pobreza a roubos e tráfico chega a ser ofensivo e não vou comentar.

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      • Nem todo pobre é ladrão ou drogado, mas entra numa vila para ver se os trabalhadores que morem por lá não ficam mais receosos de ser assaltados por um nóia de crack do que se estivessem caminhando no Parcão…

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  8. Engano seu Rogerio…a prefeitura sempre fez vistas gorssas a invasao de propriedade privada por parte dos pobres que vem de todos os recantos do RS achando que poa é a terra das oportunidades. com certeza a violencia, pobreza e afins seria bem menor em poa se a prefeitura mandasse de volta esse pessoal que chega em poa da noite para o dia, tomam areas privadas e se acham no direito de fixarem residencia sem pagarem por isso. é só olhar o que fizeram e fazem algumas prefeituras da serra gaucha, onde tem uma base industrial forte e onde muita gente sem emprego e qualificação tentou instalar residencia invadindo areas privadas…mandaram todos de volta para as suas cidades, nao prejudicando quem trabalha, paga seus impostos e paga para ter uma moradia e nao quer ter essa moradia desvalorizada por conta de reassentamento de invasores de propriedades…nada mais justo a nao aceitação dos moradoes do cristal, pois pagaram para estar lá, hoje tem suas propriedades valorizadas em função do shopping e nao querem que tal patrimonio se desvalorize. se voce rogerio, acha esse pensamento mesquinho, convida esse pessoal para morar em sua residencia….

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    • Concordo! Disse tudo!

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    • Exatamente, pessoas pensam com o coração mas se esquecem dos incentivos que estarão gerando ao dar tudo de graça para invasor.

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    • A solução não é mandar os migrantes embora, já que a cidade precisa de prestadores de serviços. O problema é que Porto Alegre, assim como todas as metrópoles brasileiras, não se preparou para receber a população vinda do campo (a migração rural-urbana acelerada foi uma conseqüência inevitável do modelo crescimento econômico brasileiro do até a década de 80).

      Mas essa discussão já é anacrônica. O mal já está feito. A única coisa a fazer, trinta anos depois, é remediar.

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    • Não é tão simples, estas pessoas não tiveram outro lugar para morar. Tiveram que invadir e a prefeitura não reagiu já de cara oferecendo outra opção de habitação.

      Mas a maneira de dar a chance delas voltarem para o interior é dar para eles dinheiro em vez de uma casa, como a prefeitura já faz nas desapropriações. Acho que em muitos casos seria melhor para eles voltarem.

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      • Tu ta louco?? Nunca se dá dinheiro!!! Não há garantias do que será feito com ele.

        E além disto, estará dando incentivo para que ele ou outra pessoa invada novamente só para ganhar indenização da prefeitura, transformando isto num negócio.

        Teve até um caso de uma rodovia em SP que não havia quase nenhuma invasão no lugar. Bastou a prefeitura informar que tinha planos de duplicar que dezenas de invasores se instalaram no lugar para ganhar indenização. Sendo que 90% dos barracos não morava ninguém dentro.

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      • Adriel, já dão dinheiro hoje sim. As famílias podem escolher entre ganhar uma casa ou dinheiro.

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  9. Já propus e vou comentar de novo o assunto. A Prefeitura de Porto Alegre poderia utilizar o argumento de que precisará alargar essa avenida, para REURBANIZAR toda o complexo de vilas daquela região da cidade, melhorando a vida de dezenas de milhares de pessoas.

    Essa solução seria complexa e exigiria um planejamento mais amplo, bem como haveira a necessidade de financiamento do governo federal (quem sabe da CEF), mas esse projeto poderiam servir de modelo para país, em termos realocação de moradores de favelas e áreas urbanas degradadas.

    Na minha ideia, a Prefeitura deveria não só desapropriar os moradores localizados no leito da futura avenida, mas das áreas do entorno da Tronco, e construir nesses terrenos lindeiros a via (e depois nos mais afastados sucessivamente) pequenos prédios (de até 4 andares, para não precisar elevadores, ou maiores conforme a necessidade) para realocar os antigos moradores. No térreo desses edifícios poderiam estabelecer espaços para a exploração de atividade comerciais e de serviços dos próprios moradores ou de investidores privados interessados. Aliás a iniciativa privada poderia ajudar na execução de todo o projeto em troca da exploração de unidade comerciais ou na venda de apartamentos.

    Com isso teríamos uma nova avenida bonita e moderna, os moradores receberiam residências maiores e melhores, o bairro seria qualificado comercialmente e criaríamos milhares de empregos na execução do projeto e nas atividade econômicas posteriores.

    Por outro lado, NADA DEVERIA SER DADO DE GRAÇA. Os antigos moradores deveriam receber apenas um vale (ou bônus ou desconto) de acordo com o valor de seu “direito” desapropriado para adquirir o novo imóvel nos prédios a serem construídos, pagando a diferença através de um financiamento subsidiado pelo Poder Público. Além disso os moradores deveriam receber formação profissional para ocupar os empregos gerados e assim adquirem renda para pagar o financiamento.

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    • A idéia dos prédios é interessante, mas a parte de não ter elevadores me deixa com a pulga atrás da orelha. Se conseguirem substituir as escadarias por rampas me parece adequado, para garantir a acessibilidade a deficientes físicos e idosos (afinal, pobre também envelhece).

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      • Pode acreditar que subir e descer morro em vias estreitas e enlameadas é muito pior. A ideia de prédios sem elevador é para baixar os custos de custrução e de manutenção. mas nada impediria que alguns deles tivessem elevadores ou mesmo rampas.

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        • Uma rampa bem dimensionada já é bem menos íngreme que uma lomba. No caso das novas vilas Dique e Nazaré, que eu praticamente acompanhei o começo das construções de tanto passar por aquele trecho indo para a casa da minha avó, poderiam ter aproveitado o comprimento dos terrenos e feito uns prédios usando rampas no lugar de escadas. Poderiam até ser prédios sem elevador como uns que tem na Baltazar, para reduzir o custo condominial.

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  10. Parece que a mentalidade de levar as habitações populares bem longe dos olhos de todos está voltando. Durante anos a prefeitura de Porto Alegre resolveu os problemas sociais simplesmente afastando do centro ou repassando parte da população para municípios vizinhos.

    É muito fácil possuirmos um bom IDH quando isto é resultado da relocação da população mais pobre para outras regiões, movimentos como estes me parecem aquele personagem do Chico Anísio que deixava claro que detestava pobres. É esta a solução?

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    • Não se trata de esconder, mas, sim, de disponibilizar uma área adequada.

      Por que a prefeitura não investe em moradia popular no centro da cidade para atrair moradores? O centro da cidade tem perdido moradores há anos. Esta parte da cidade já tem toda uma infraestrutura pronta. Isso é uma tendência no Brasil, menos aqui no RS.

      Melhor deixar livre o terreno do Jockey, ainda sem uma infraestrutura adequada, para que possa receber um grande investimento e melhorar sua infraestrutura.

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    • Outra… e por que não investir no 4° distrito para construir moradias populares?

      Existem terrenos enormes abandonados nesta área da cidade. A localização é excelente, pois tem várias avenidas próximas e um sistema de transporte mais adequado do que o do Jockey.

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    • Existe um fator chamado “custo de oportunidade”.

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    • Rogério, note que eles estão reclamando que não vão fazer casas populares onde a prefeitura quer fazer uma estação de ônibus. É uma intervenção de interesse da população que estão querendo barrar.

      E o Rafael falou tudo ali. O que mais tem no centro são prédios abandonados, vide proximidades da rodoviária, sendo tomados por tráfico e prostituição. Ocupem-os, habite-os, mas não fiquem fazendo politicagem contra “especulação imobiliária”, seja lá o que isso significa.

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  11. “É dever da Câmara estar aqui e resguardar o direito da participação popular no processo decisório. Eles estão descontentes com o projeto e precisam expressar isso à prefeitura, a fim de acharmos um meio-termo entre ambos”, afirmou (a Sofia Cavedon).

    Insuflados por políticos demagogos, como essa vereadora, a população sempre estará descontente, mesmo sabendo que receberão uma casa muito melhor do que tem hoje.

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  12. Que absurdo, para variar o problema é alguém ganhar dinheiro! A inveja é tão grande que ficaram cegos ao fato que a prefeitura queria fazer um terminal de transporte público no local? Isso não os interessa? Para variar deve ter politicagem por trás, e todos saem perdendo.

    Eu ia perguntar o mesmo que o Rafael, não cancelaram o portais? E o terminal não era perto do Beira-Rio?

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  13. “O terreno que será doado ao Jockey vai ser arrendado para construtoras edificarem torres gigantes na beira do Guaíba”, acusou.

    Que mentalidade deprimente! Estas pessoas dizem querer o bem comum. MENTIRA! Querem é defender somente seus próprios interesses.

    Ninguém se lembra nessas horas que grandes empreendimentos atraem investimentos, melhorias, infraestrutura e EMPREGOS.

    O que seria do Cristal se não fosse o Big, o Barra Shopping, etc.. ?

    O que essa gente quer é área nobre a preço de banana. Não estão interessados em melhorar a cidade, estão interessados é em sugar o máximo possível de dinheiro da administração pública.

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  14. PARA TUDO!!!!

    A área do Jockey não teria um empreendimento da Multiplan?

    Irão construir um terminal dos Portais? O projeto dos Portais não foi abandonado? Vão estragar uma área nobre para construir um terminal de ônibus (estilo o horrível terminal triângulo)?

    Utilizar o terreno do Jockey para moradia popular? MAS A PONTO CHEGAMOS! Uma das áreas mais nobres da cidade ser subutilizada?

    Não sou contra as moradias populares, mas precisa ser logo ali? As pessoas simplesmente invadem terrenos e depois querem moradia nas melhores áreas da cidade!

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    • Acho que não são os mesmo terrenos, porque o projeto da Multiplan será executado numa área bem mais, me parece de 300 mil metros quadrados, onde se localizam hoje as baias do Jockey, e aí estão falando de 22,6 mil metros quadrados.

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  15. Pelo jeito que vão as coisas, ficarão sem duplicação, sem rotatória, sem terminal de ônibus e sem moradias populares.

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