Risco de superoferta de quartos no pós-Copa é apontado em estudo

Pior situação, em mais de uma categoria, está em Manaus e Salvador, conclui Placar da Hotelaria 2015

Manaus corre risco de superoferta hoteleira no pós-Copa (crédito: Arquivo)

Acaba de ser lançado o Placar da Hotelaria 2015, estudo elaborado pela consultoria HotelInvest em parceria com o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) e apoio do Senac-SP. O objetivo do estudo é monitorar a evolução dos mercados hoteleiros nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 e, nesta 3ª edição, o Placar aponta o risco de superoferta de quartos após o evento. A apresentação foi feita hoje (10) durante o evento Conotel 2011, em São Paulo.

A análise visa a auxiliar empresários e investidores a identificar locais onde não se deve estimular a construção de hotéis e mapeia três segmentos de hospedagem: econômico, midscale (3 estrelas) e upscale (4 estrelas). Alguns segmentos de cinco cidades-sede (Manaus, Salvador, Brasília, Cuiabá e Belo Horizonte), por exemplo, apresentaram alto risco de superoferta de quartos após a Copa, e devem ser observados com cautela.

Segundo o presidente do FOHB, Roberto Rotter, o estudo é uma fonte de auxílio para dar suporte ao desenvolvimento sustentável da hotelaria nacional, mostrando a necessidade do planejamento cauteloso para novos investimentos. “Os eventos em si, mesmo os de grande porte, não justificam a construção de novos hotéis”, avalia Rotter. Segundo ele, o Placar da Hotelaria vem para mostrar que é necessário construir um ambiente adequado à realidade do país, para que se possa colher resultados positivos a longo prazo, conclui.

Dentre as cidades que apresentam alto risco de superoferta em ao menos uma das três categorias hoteleiras analisadas, Manaus e Salvador são as que vivem a situação mais delicada. Já Belo Horizonte, Brasília e Cuiabá, que antes eram classificadas como cidades de risco moderado, agora passam a figurar no grupo de alto risco. Na capital mineira, isso ocorre nos segmentos econômico e midscale. Em Brasília e Cuiabá, o mercado midscale também apresenta risco alto de superoferta.

Resultados

São Paulo e Rio de Janeiro são casos onde o risco de superoferta é baixo. A dificuldade de viabilizar novos hotéis decorre da falta de terrenos adequados e da competição com empreendimentos imobiliários residenciais e comerciais. As taxas de ocupação dos hotéis nas duas capitais são maiores que 70%. Curitiba e Porto Alegre também são consideradas cidades com baixo risco de oferta excessiva de quartos de hotéis após a Copa.

Os autores do estudo alertam que deve-se garantir acomodação para os visitantes da Copa do Mundo, mas não à custa de investimentos incautos. A lição é: “novos hotéis são bem-vindos se continuarem lucrativos e rentáveis após a realização do evento”. A cada seis meses, até 2014, o indicador vai projetar a taxa de ocupação dos mercados hoteleiros das cidades-sede para o ano de 2015 (pós-Copa).

PLACAR HOTELARIA 2015

Portal 2014



Categorias:COPA 2014, hotelaria, TURISMO

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4 respostas

  1. Até um hotel, digamos, econômico (com diárias de no máximo R$100,00), se for bem administrado pode ser atrativo até para um público um pouco mais exigente. Eu acho lamentável que aquele amontoado de prédios antigos na região próxima à rodoviária estejam virados em prostíbulos de 5ª categoria, depósitos de lixo reciclável e mocós de nóia de crack, pois se fossem restaurados alguns poderiam até compor um interessante complexo hoteleiro (aproveitando a arquitetura antiga, com prédios mais baixos, ainda que fosse mais “espalhado”). Talvez a presença da Vila dos Papeleiros acabe desencorajando investimentos numa requalificação daquela região, mas não seria impossível de executar um projeto desse tipo, principalmente ao levar em consideração os investimentos no Cais Mauá que vão acabar forçando uma valorização da região…

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  2. Quarta-feira colocaram os tapumes do M. Grupo em um terreno na Carlos Gomes, junto ao viaduto da Nilo Peçanha, anunciando um novo hotel para Porto Alegre no local.

    Tomara que não deixe a desejar, especialmente no quesito arquitetura…

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  3. Semana passada viria um pessoal de Rio Grande aqui no escritório fazer um treinamento, mas tiveram que adiar para outra semana por que não conseguimos vagas em nenhum hotel, só nos 5 estrelas ( plaza e sheraton)

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  4. Pois é, meu tio é vendedor e seguido fala que algum cliente ficou em Canoas por que não acharam vaga em POA, duvido que tenhamos este risco.

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