Limpeza nos armazéns do Cais

A área do Cais Mauá de Porto Alegre, entregue oficialmente ao consórcio vencedor da revitalização ontem durante almoço festivo promovido pelo governo estadual, não vai poder ser ocupada logo porque está entulhada de objetos, segundo o superintendente de Portos e Hidrovias do Estado, Vanderlan Vasconselos.

É preciso fazer uma limpeza antes. São 9 mil máquinas caça-níqueis apreendidas pela polícia, barcos da Marina Pública dos quais a autarquia estadual é depositária fiel, o atracadouro do Cisne Branco, fertilizantes, corpo de bombeiros entre outros.

São ao todo 28 casos ou problemas a serem resolvidos antes da ocupação definitiva para as obras de revitalização, segundo o superintendente.

Parte do Cais para a Copa

A previsão da Porto Cais Mauá é que as obras de revitalização do porto começarão dentro de seis meses e 100% concluídas em no máximo quatro anos. Mas o presidente Mário Freitas pretende estar com a parte dos armazéns revitalizados para a Copa 2014, assim como todo o projeto de urbanismo.

Já que os armazéns são tombados pelo patrimônio histórico não é possível modificar as estruturas básicas dos prédios.

A ideia da concessionária é colocar uma parede de vidro para que a população possa observar o trabalho dos projetistas e abrir espaço para a discussão do processo.

Entre as inovações, está uma cortina de água com iluminação a ser construída no muro do Cais. Além disso, uma área de shopping e um hotel também estão previstos no projeto. Três torres serão construídas, a mais alta delas terá 30 andares.

Todos os usos e costumes da sociedade serão mantidos, afirma ainda o presidente. Isso quer dizer que a Bienal e a Feira do Livro vão continuar no Cais, mas talvez com espaço menor.

Affonso Ritter



Categorias:Projeto de Revitalização do Cais Mauá

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8 respostas

  1. Ridiculíssimo o que o Sobradinho escreveu. O pessoazinnha sem noção, ou então o que a inveja, o ranço é capaz de fazer a ponto de se tornarem tão cegos e escreverem tanta besteira. São pessoas assim que acreditam na própria mentira e ainda conseguem contaminar um monte de outras…

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  2. Não sei o que é mais ridículo, uma área importante da cidade, que poderia gerar renda,empregos e impostos, sendo utilizada como depósito de materiais apreendidos pela polícia, barcos e fertilizantes ou alguém achar que isso significa a apropriação do espaço pelos cidadãos.

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    • Mais ridículo é dizerem que o porto ““era do cidadão que paga impostos e podia utilizar o mesmo”.

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  3. Como o Túlio MIlman pergunta na ZH de hoje (pag.3): “Se não fosse pela iniciativa privada, o Cais Mauá voltaria a ser público um dia?”

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  4. Vai começar o maior projeto imobiliário de Porto Alegre, isso em um negócio entre amigos,os quais estão instalados no Gov. do RS e na Pref. Mun. Porto Alegre, em que a área pública tornou-se privada na maior negociação, que envolve uma articulada campanha encabeçada pelos Vereadores de Porto Alegre e sua turma.

    Como as privatizações foram o péssimo negócio para o Governo e para a sociedade e, como não houve tempo necessário para negociar a venda de õrgãos públicos, um time escaladado partiu para uma negociata melhor ainda, tornaram áreas públicas em privadas, em que tudo pode, tudo vale.

    Certamente, o espaço que era do cidadão que paga impostos e podia utilizar o mesmo vai ficar pequeno frente ao mega projeto imobiliário, isso já era de se esperar, em que agora as regras começam vir a público, a exemplo os espaços diminuídos como a Feira do Livro, afinal de contas, os hotéis, o shopping são os mais importantes, afora a descaracterização do Porto.

    Evidente que para a próxima campanha a Pref. Mun. Poa, haverá bastante recurso privado para a respectiva campanha dos Vereadores de Porto Alegre.

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    • Exatamente o oposto, Sobradinho. O cais não “era do cidadão que paga impostos e podia utilizar o mesmo”. A gente podia usar ele para embarcar no Cisne Branco a qualquer momento, ou então nas Bienais e na Feira do Livro. Fora isso, de vez em quando havia alguma feira (de artesanato, mix bazar, etc) COM ENTRADA PAGA.

      Agora teremos acesso a restaurantes e outros serviços lá. Mas eu sei, intelectual gosta da orla abandonada mesmo.

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      • Não entendi a colocação “o espaço que era do cidadão que paga impostos” , aquilo tava abandonado, deteriorado e privatizado pelo DEPREC (ou sei lá com se chama hoje). Agora sim é que ele será usado na sua plenitude como espaço urbano, ou como gosta a esquerda, será socializado, fosse deixar para o poder público fazer? aquilo lá iria continuar sendo um depósito de tralhas naqueles galpões.

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  5. Espero que o Cisne Branco e outros passeios de barco pelo Guaíba possam continuar atracando em alguma parte do cais da Mauá.

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