Congresso Metropolis discute políticas de planejamento urbano

Huchon, Fortunati e Clos debateram adequações territoriais às migrações RICARDO GIUSTI/PMPA/JC

Porto Alegre sedia até sábado o 10º Congresso Mundial Metropolis – Cidades em Transição. O evento, iniciado nesta quinta-feira com o objetivo de debater políticas de planejamento urbano e metropolitano, qualidade de vida e práticas sustentáveis, prevê reunir cerca de 800 pessoas de 150 países. Na abertura do encontro, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, ao lado do secretário do Gabinete dos Prefeitos e Relações Federativas do Estado, Afonso Motta, representando o governador Tarso Genro, recepcionou os participantes e o presidente do congresso, o francês Jean-Paul Huchon. A cerimônia ocorreu no Theatro São Pedro, no Centro Histórico da cidade.

De acordo com Huchon, um dos pontos mais destacados na Capital é o pioneirismo na adoção do Orçamento Participativo. “Com certeza foi um grande passo que auxilia a cidade em todo o seu processo de modernização e adequação ao grande número de habitantes”, observa o francês. De acordo com dados apresentados por Huchon, em 2030, 60% da população irá viver nas áreas urbanas, índice que passa para os 80% (estimada em nove bilhões de pessoas) em 2050. “Devemos nos preparar para uma vida extremamente urbana. Temos que mudar o jeito de pensar e viver de uma forma compacta, com planejamentos mais específicos”, acrescenta.

O evento, realizado pela primeira vez nas Américas, indica um novo momento para as cidades que estão em processo de qualificação, na visão do prefeito da Capital. “No local em que o cidadão mora e vive, ele quer que lhe ofereçam as melhores condições. Esse é o nosso papel como gestores”, aponta Fortunati. Ele avalia ainda como o mais positivo de um congresso mundial, a troca de informação e de experiências exitosas desenvolvidas em todo o mundo.

Na primeira palestra do dia, o diretor-executivo da UN-Habitat (agência das Nações Unidas para temas urbanos), Joan Clos, apontou três pontos para formar um centro urbano mais organizado: priorizar cidades com população entre um e dois milhões de habitantes; formatar um planejamento para no mínimo 15 anos; e otimizar o bom uso dos espaços públicos. “Uma opção é o resgate de aspectos que tiveram importância histórica para o novo desenho da cidade. Resgatar a tradição, partindo da inovação”, explica Clos.

Jornal do Comércio



Categorias:Eventos

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2 respostas

  1. A apresentação de Porto Alegre no debate sobre inovação urbana foi sofrível. Comparou-se projetos de integração população-administração com tecnologias de feedback em tempo real, via celular, enquanto Porto Alegre gaba-se pela possibilidade de pedir 2ª via pela internet…

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  2. PORTO ALEGRE! DISCUTINDO, PLANEJANDO! MAS AQUI É A TERRA DO CONTRA! DO NADA PODE! É PRA RIR OU CHORAR?

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